quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

“Mudos” operandi

de Georges Méliès


Morte…

… de uma livraria histórica! Sinais (tristes) dos tempos…

 livraria-portugal

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

WTH?

Será que não me ouviram? Será possível que os membros da Academy of Motion Picture Arts and Sciences não me tenham lido? Imperdoável!... Eu disse que o filme “O Artista” era singular e louvável, não disse que deveria ganhar os principais Óscares! Não compreendo, assim como não me entra na tola o porquê desta histeria à volta do filme, destes milhões de pessoas que afirmam a pés juntos que é excepcional, desta carneirada que não se atreve a contradizer os crânios cinematográficos porque não quer sentir-se estúpida! Carneirada, nada mais! E tudo o que mete carneirada me encanita!... Ninguém tem coragem para dizer aos membros da Academia que são uns imbecis? Ninguém lhes corta o fornecimento de estupefacientes e bebidas alcoólicas? A Academia precisa ser arejada, os membros são, na sua maioria, velhos (moucos, razão pela qual não me ouviram…) saudosos com a mente habitada por aranhas e suas teias (daí a escolha do cinema mudo…). Um estudo realizado pelo Los Angeles Times confirma que o júri dos Óscares, essas misteriosas figuras a quem os vencedores agradeceram vezes sem conta, tal como os críticos, são pessoas diferentes e não são representativas da maior parte das pessoas que vão ao cinema nos Estados Unidos (poderemos estender ao resto do mundo…). A realidade é que, geralmente, os gostos deles não estão em sintonia com os gostos das audiências. Refresquem-se! A Academia precisa de uma lufada, mais, de várias rajadas de ar fresco para afastar o cheiro a mofo…
“O Artista” laureado com 5 óscares?! What the hell? Mais uma vez, os jurados (leia-se “deuses”) devem estar loucos! Pronto, ok, a demência não se apresenta em estado avançado porque o “documentário” da National Geographic, “A Árvore da Vida”, saiu da cerimónia de mãos a abanar! Vá lá, vá lá… um rasgo de perspicácia! Estou a elogiá-los e na volta o que julgo ser competência deve-se apenas ao facto de terem adormecido, encontrarem-se pedrados ou alcoolizados. Às vezes consigo não ter apenas a mania que sou má, consigo ser mesmo má. Como diz o(a) outro(a), oh God, make me good, but not yet! Excepto “Jogada de Risco” (Moneyball), vi todos as películas candidatas a melhor filme e, na minha óptica, “O Artista” levaria o ouro para Banda Sonora Original e ponto final. Se pudesse atribuir o Óscar de Melhor Filme seria a um dos derrotados da cerimónia, “Extremely Loud & Incredibly Close” e o de Melhor Actor iria para Thomas Horn, o rapazinho que faz um papel estrondoso (capaz de meter num chinelo alguns veteranos) no mesmo filme. Outro dos vencidos, o épico “Cavalo de Guerra” também tem a minha aclamação e entra para o terceiro lugar da minha lista de eleitos. Hugo ocupa o segundo lugar das minhas preferências e o galardão de Melhor Realizador iria, sem qualquer hesitação, para Martin Scorsese.
And the academy members are

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dupla homenagem…

… ao cinema!
“O Artista”, filme mudo do cineasta francês Michel Hazanavicius, recria a magia do cinema mudo nas primeiras décadas de Hollywood e salienta o momento de transição do cinema mudo para o sonoro.
Para mim era impensável ver, nos dias de hoje, um filme mudo e a preto e branco, estava completamente fora de questão, não queria… mas a curiosidade falou mais alto e não me arrependi. A personagem de George Valentin assenta que nem uma luva a Jean Dujardin (que vi pela primeira vez) e Bérénice Bejo (que recordo de “Coração de Cavaleiro”) interpreta uma Peppy Miller deliciosa. A banda sonora, de Ludovic Bource, é fenomenal… Embora o considere singular e louvável, não é o meu filme de eleição.

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“Hugo” ou “A Invenção de Hugo Cabret” é a primeira incursão do realizador Martin Scorsese pelo mundo encantado do 3D e homenageia o cinema francês na figura do cineasta Georges Méliès, pioneiro no cinema fantástico e, considerado por muitos, o pai dos efeitos especiais.
No papel de Hugo, o admirável adolescente, Asa Butterfield, que já tinha tido o prazer de ver em “O Rapaz do Pijama às Riscas”. Ben Kingsley dá vida a George Méliès numa interpretação perfeita, como sempre…
Este é um filme encantador, assombroso e prodigioso que eu veria novamente com agrado. Once upon a time, I met a boy named Hugo Cabret

Hugo

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bravo! Bravo!

Meryl Streep avassaladora em “A Dama de Ferro”

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Glenn Close esplêndida em “Albert Nobbs”

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Do meu ponto de vista, “Albert Nobbs”
salva-se pelos excelentes desempenhos…
Glenn merece a estatueta dourada,
mas o mais provável é ela ir para Meryl...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Perturbante

No filme “Um Método Perigoso” (A Dangerous Method), baseado em factos verídicos, David Cronenberg aborda o estudo da mente, os fenómenos psíquicos e o nascimento da psicanálise, temas que são um tanto obscuros para mim porque não os domino, sou completamente ignorante.
Os primeiros minutos do filme são de agonia porque vimos Keira Knightley, no papel da russa Sabina Spielrein, inicialmente histérica e depois totalmente desequilibrada e perturbada. Não tenho conhecimentos que me permitam escrever sobre as doenças mentais ou sobre o distúrbio psíquico de Sabina. A cena inicial é intensa, desconfortável, chocante, mas, como não tenho noção dos sintomas da doença (histeria esquizofrénica?) não consegui perceber se estava a assistir a um excelente desempenho de Keira ou se ela, com todos aqueles esgares, estava a pecar por excesso e me presenteou com uma performance pouco credível. Quero acreditar na versão da brilhante interpretação e na perturbante Sabina.

Keira_Knightley
um-metodo-perigoso
Carl Jung, fascinado pela psicanálise mas com visões diferentes de Freud, conseguiu curar Sabina Spielrein e pelo que entendi terá sido através da teoria, ainda experimental, dos complexos (psicologia analítica). Recorrendo a uma lista de palavras-estímulo, analisava o tempo de resposta a cada palavra, determinando assim a existência de complexos que influenciavam o comportamento do paciente. Sabina, curada (?), começa a estudar psicanálise e, na sequência da aprendizagem, envolve-se sexualmente com Carl Jung, numa relação sadomasoquista. Jung conhece Sigmund Freud e começam a trabalhar juntos, trocando correspondência sobre as perversões sexuais de Sabina Spielrein, embora não partilhem as mesmas ideias. Enquanto Freud defende que os conflitos psicológicos têm como causa directa os traumas sexuais, Carl Jung interpretava os distúrbios mentais e emocionais como uma tentativa do individuo procurar a perfeição pessoal e espiritual. Por força das circunstâncias, estes dois gigantes e precursores da psicanálise e da psicologia analítica acabaram por se separar.

Metodo Perigoso
Viggo Mortensen e Michael Fassbender (agora está na berra…) perfeitos nos papéis de Freud e Jung. Apesar de não sentir qualquer afinidade com estes temas, nem partilhar a paixão pela psicanálise, posso dizer conscientemente que “Um Método Perigoso” é seguramente um bom filme.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Água aos elefantes…

Parlamento não troca garrafas por água da torneira. Mas porque carga d’água é que estes paquidermes, estas bestas parlamentares (para lamentar…) que nos dão água pela barba, não compram a sua garrafinha? Eu dava aguinha a estes presunçosos, dava, mas era aguarrás!…E punha-os a viver em águas-furtadas!
Esta polémica carnavalesca (só faltaram os balões de água…) com a água da torneira versus água engarrafada deve trazer água no bico, talvez uma manobra de diversão enquanto nos lixam e sacodem a água do capote…
Já os imagino a cantar “Cachaça não é água” versão assembleia:
Pode-me faltar vergonha
Que isso até acho piada
Só não quero que me falte
A água engarrafada…
 
Diz um ditado italiano que “os dinheiros públicos são como a água benta, todos lhe põem a mão”.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

domingo, 19 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Frontal, irreverente, ousada e erudita

Maria Filomena Mónica, socióloga e historiadora, deixou-me maravilhada na entrevista que deu, hoje, a António José Teixeira, director da SIC Notícias. O meu tributo e o meu grande aplauso para esta mulher fora-de-série!
Não deixem de ver
aqui. E aproveitem para ver cinco minutos do seu perfil íntimo aqui. Julgo que não vão arrepender-se…
Fiquei com uma enorme vontade de comprar todos os seus livros…

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sonhar um sonho…

O homem que vai dar a volta ao mundo a desenhar (por Rui Tavares Guedes in Visão)

Aos 32 anos, Luís Simões está pronto para a grande aventura da sua vida: durante cinco anos vai percorrer os cinco continentes. A desenhar tudo o que vê à sua volta.

Sempre que a tinta preta entra no papel branco, os traços saem precisos e geométricos. E risco após risco, a imagem começa a nascer na folha do caderno. De forma sincopada, ao ritmo do olhar, encaixando as dimensões da paisagem num espaço delimitado, de proporções equilibradas, linhas de profundidade corretas e captando uma espécie de alma que escapa aos outros transeuntes. Depois, concluída a estrutura, junta-lhe aguarelas de cores suaves, irrepetíveis na natureza, mas harmoniosas no resultado final.
É nestes momentos, sentado no chão ou encostado a uma qualquer esquina de um qualquer beco de uma qualquer cidade, que Luís Simões se sente realizado. E com uma imensa vontade de não parar, de conhecer outros lugares, de aprender novas técnicas de desenho, de partilhar as suas visões e... mudar de vida. O seu sonho - a que chamou World Sketching Tour - está prestes a concretizar-se: dentro de algumas semanas, ele vai partir, de bagagem repleta de cadernos, lápis e tintas. Com um objetivo bem definido, mas um plano que irá construindo aos poucos: "A ideia é passar um ano em cada continente, portanto, dentro de cinco anos posso regressar... ou talvez não."
Para poder partir com esse objetivo, Luís Simões despediu-se do seu emprego confortável como motion designer na SIC, onde estava há quatro anos, e começou a contactar os muitos outros urban scketchers que existem pelo mundo, e que conhecia através da "troca de desenhos" na internet. O plano é simples: um pouco por todo o lado, vai ficando alojado nas casas de outros desenhadores como ele, tentando perceber a identidade de cada local e, ao mesmo tempo, aprender novas técnicas. "Este projeto define-se em quatro palavras: viajar, conhecer, aprender e desenhar", diz, com uma convicção a toda a prova.
Percebe-se que há nele uma ânsia por partir e poder descobrir outras culturas, povos e estilos de vida. Sem receios de espécie alguma e apenas animado pelos desafios que pode encontrar: "Só o facto de saber que vou estar com pessoas que desenham melhor do que eu, que me podem mostrar outros caminhos e técnicas, é algo que me deixa completamente realizado".
No fundo, tudo se resume a uma frase simples, que ele não se cansa de repetir: "A vida é boa demais para ficarmos sempre no mesmo sítio."

Eu acrescentaria que a vida é como um piquenique e a maioria de nós deixa o melhor para as formigas…

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Livros e Mar: eis o meu elemento! (54)

Nunca tinha lido Eduardo Mendoza. Ao ler a sinopse do seu último livro “Rixa de Gatos”, uma história cuja acção decorre nos dias que antecederam a Guerra Civil Espanhola, senti enorme vontade de ler o romance, sobretudo porque o tema abordado na narrativa me desperta interesse e também porque tenho conhecimentos pouco profundos sobre este período turbulento em 1936.
O inglês Anthony Whitelands, especialista em pintura do Século de Ouro Espanhol, preferencialmente por Velázquez, chega a Madrid para certificar a autoria de um quadro escondido nas caves de um simpatizante falangista e acaba por se ver envolvido em intrigas, conspirações e espionagem. Com a guerra iminente, entre aristocratas, republicanos, falangistas e saudosistas da ditadura de Primo de Rivera, espiões e generais, Whitelands, completamente perdido, vive uma semana conturbada.
“Rixa de Gatos” é um título vulgar e paradoxalmente peculiar porque não se trata de uma rixa de gatos no verdadeiro sentido, mas de acontecimentos que antecederam um conflito que teve sequelas terríveis e “gatos” porque outrora os madrilenos eram assim alcunhados…

No próximo dia 23 de fevereiro, regressa às livrarias “A Cidade dos Prodígios”, o romance que, publicado pela primeira vez em Portugal no fim dos anos 1980, tornou famoso o escritor catalão Eduardo Mendoza. Um excelente móbil para ir à Bertrand…

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Um perito de arte inglês, Anthony Whitelands, chega de comboio à Madrid fervilhante de 1936. A sua tarefa é autenticar um quadro desconhecido, que pertence a um amigo de José Antonio Primo de Rivera, fundador da Falange, quadro cujo valor pode ser fundamental para apoiar uma mudança política em Espanha. Turbulentos amores, retratos fiéis dos meios sociais da época e a atmosfera tensa de aventura e de conspiração que antecede a guerra civil que se aproxima marcam este notável novo romance de Eduardo Mendoza, onde o humor e a ironia se cruzam com a gravidade da tragédia.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Descubra o milionário…

… que há em si! Corte nos wants e mantenha os needs

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Let's look at the trailer (23)



Estava curiosa para ver o filme “As Serviçais”. A expectativa era grande. A minha apreciação seria muito positiva e diria que o filme era magnífico e irrepreensível, caso não tivesse lido a obra, mas como li, o meu julgamento não é tão favorável.
Sei que é candidato aos Óscares na categoria de Melhor Filme e sei que Octavia Spencer (que desempenha o papel de Minny Jackson) ganhou o prémio de Melhor Actriz Secundária nos BAFTA 2012. Sei que arrisco um linchamento, mas, pedindo desculpa aos entendidos e a todos aqueles que consideram o filme excelente, começo por dizer que lhe falta intensidade dramática, falta-lhe a atmosfera inquietante, o ambiente tenso, a intimidação, a ansiedade, a apreensão do perigo no ar que se respira. Depois temos a duração do filme. Parece-me que 146 minutos de filme são exagerados tendo em conta que o tratamento das questões raciais e morais é abordado de uma forma um pouco leve.
Não querendo pôr em causa as extraordinárias interpretações, em particular a de Octavia Spencer, o “meu prémio BAFTA”, a “minha estatueta”, iria para Bryce Dallas Howard (“A Vila”, de 2004, e, mais recentemente, “50/50”, de 2011, onde contracena com o encantador Joseph Gordon-Levitt) que dá vida à intransigente e racista Hilly Holbrook, a expressiva líder das mulheres mesquinhas e fúteis…
O filme é, sem dúvida, muito bom, mas há uma intensidade e uma riqueza de detalhes que só é possível vivenciar e apreciar através da leitura da obra.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Carta de saudades…

A professora pediu aos alunos, numa aula de Português, para pensarem numa pessoa que eles admirassem e respeitassem e escrevessem uma carta a essa pessoa. A minha filha escolheu o avô, meu pai. A professora sensibilizou-se com a carta que tinha como destinatário o avô. A mim, não só me comoveu como me fez chorar…
Presenteio o meu avô paterno, no dia do seu aniversário natalício, 12 de Fevereiro, com o mar de palavras da minha filha, para que ele possa, esteja onde estiver, sentir orgulho pelo extraordinário e inesquecível ser humano que era o filho…

Querido avô

Pediram-me para pensar em alguém por quem sentisse uma grande admiração, uma pessoa que me fascinasse. Pensei, voltei a pensar e só te encontrei a ti. Não havia mais ninguém e não sabia bem o porquê, mas talvez fossem as saudades, não sei…
O passo seguinte era escrever uma carta a esse “alguém”, o que me levou a pensar, por instantes, que seria uma tarefa complicada, por já não estares aqui, por achar que já não estavas no meu mundo… mas enganei-me e agora aqui estou a escrever-te, a recordar-me de ti e de todos os momentos que passámos os dois. Recordo ainda tudo aquilo que contigo aprendi. Cresci a ver-te agir como uma pessoa sensata, dando valor às coisas realmente importantes da vida, deixando para trás tudo o que era desnecessário para se ser, dentro do possível, uma pessoa feliz. Ensinaste-me a lutar pelos meus objectivos, a dar sempre o meu máximo para atingir algo que quero, a não me deixar ficar a ver a vida passar-me à frente e eu sem nada fazer, a nunca desistir dos meus sonhos. Algo que espero cumprir, prometo!
Eras uma pessoa fantástica, fizeste-me crescer enquanto ser humano, tornaste-me alguém melhor e mais forte e, por isso, devo-te um obrigada. É tudo isto que me faz orgulhosa de ti e sentir saudade…saudade de ti, saudade do que eras, saudade do que sempre serás para mim.
Quero que saibas que foste uma das melhores pessoas que já conheci, que foste e serás sempre o melhor avô do mundo.Nunca te esquecerei, continuo a ter orgulho em ti, orgulho de ter crescido com uma pessoa tão especial como tu a meu lado.

Um forte abraço,

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Parabéns JMC

In a cold world you need your friends to keep you warm…

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Um grande filme de 1983. Dele saíram excelentes actores, sendo o meu preferido o William Hurt. E o teu?…

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Livros e Mar: eis o meu elemento! (53)

Kathryn Stockett, no seu romance de estreia As Serviçais (The Help), presenteia-nos com o seu enorme talento e irei aguardar, impaciente, a próxima obra, talvez outro bestseller
A acção decorre em Jackson, capital do estado do Mississípi, e retrata a sociedade sulista e os conflitos raciais a partir do início dos anos 60.
Três mulheres singulares. Três mulheres reprimidas, mas determinadas. Três mulheres, uma branca, a jornalista Skeeter, e duas criadas negras, Aibileen e Minny, vão alternando a narrativa. Três vozes, a mesma luta, o mesmo grito de revolta, um segredo em comum.
Uma história comovente sobre os pequenos triunfos da humanidade. Um romance profundo, cheio de força dramática, passado num período conturbado em que a luta dos negros pela igualdade de direitos se começava a exteriorizar através de manifestações, enquanto os brancos impunham as regras raciais e sociais.
Este romance foi escrito como homenagem a Demetrie, a empregada negra que foi o porto seguro da escritora numa infância fracturada pelas separações e ausências dos pais.
Aos que já viram recusadas as suas obras por uma qualquer editora, fica uma palavra de esperança. Este livro foi rejeitado por dezenas de agentes literários que, presentemente, poderão estar arrependidos…

as serviçais

Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela.
Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Message in a bottle (64)

Piegas, talvez, mas iletrados certamente (por Isabel Stilwell no Destak)

Fui ouvir o discurso que Pedro Passos Coelhos fez na escola que visitou. Ouvir o original, em lugar de acreditar nas mil semi- transcrições que apareceram por todo o lado. Já andamos todos neste mundo há muitos anos para nos fiarmos em discursos parlamentares indignados, ou declarações de políticos que parecem virgens ofendidas, citando afirmações fora do contexto porque percebem que o “soundbite” funciona. Da esquerda, à direita, bem entendido, todos os fazem. Somem-se-lhe depois alguns comentadores, bloguistas e redes sociais e o Carnaval está instalado. Faço-o por uma questão de ética: para me indignar quando acho que há razões de indignação, e para não seguir a carneirada de forma acéfala, se se trata de um aproveitamento.
Por isso, quando todas as conversas passaram a conter a palavra “piegas” fui ouvir as palavras do próprio na TSF. Dias depois, rios de tinta corridos, intervenções na Assembleia da República e manchetes de jornais publicadas, fiquei de boca aberta, pela desonestidade intelectual, na pior das hipóteses, e na melhor, pelo grau de analfabetismo funcional, que permite que se tenha “treslido/resouvido” desta maneira.
O senhor falava numa escola. E disse, a propósito do ensino: “Devemos persistir, ser exigentes, e não sermos piegas, nem ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender. Nunca conheci um aluno que anos mais tarde, louvasse os professores que facilitavam ou não tivessem cumprido devidamente”. Ora, no contexto da relação pais e filhos, nós os pais somos piegas, sem dúvida nenhuma. Dói-nos a alma pensar que têm de acordar tão cedo, fazer tantos TPC, ir a tantas aulas e reagimos contra os professores sempre que os castigam. Levamo-los à escola, financiamos os seus caprichos, e regra geral somos muito pouco exigentes. Se os pais dos que afirmam que chamou piegas aos portugueses o tivessem sido menos, quem sabe se a esta hora não saberiam ler.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O ilustre anónimo

Em “Anónimo”, o realizador alemão Roland Emmerich apresenta-nos um argumento que seria, a meu ver, trágico caso os factos fossem comprovados e deixassem de ser suposições. Duvidar do génio de William Shakespeare e pôr em causa toda a sua obra é o tema central do filme e durante 130 minutos assistimos ao descrédito do “impostor” mais lido de sempre.

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Teoricamente, Shakespeare não teria escrito uma única palavra e assinava e levava à cena obras da autoria de um nobre, Edward de Vere, 17º Conde de Oxford, que seria não só filho ilegítimo da Rainha Elizabeth I (segundo a teoria a “Rainha Virgem” não era virgem…) como teria tido, vinte anos depois, uma relação incestuosa com ela que resultou num filho, o Conde de Southampton…
Esta teoria da conspiração explicaria o encobrimento do nome do criador da maior obra literária da língua inglesa porque poderia ser o futuro Rei de Inglaterra? O cineasta defende esta teoria, também sustentada por intelectuais e estudiosos como Sigmund Freud, Orson Welles, Charles Dickens e Mark Twain, lembrando que não foi mencionado qualquer livro no testamento de William Shakespeare e que não existe qualquer carta ou texto escrito com a própria letra. Duvidam que um homem humilde e sem instrução universitária pudesse escrever tais obras-primas literárias? Perverso e preconceituoso…
Edward de Vere é interpretado pelo actor Rhys Ifans, o desajeitado e louco Spike que partilha a casa com Hugh Grant na comédia romântica Notting Hill. Ifans quase irreconhecível ao lado da magnânima Vanessa Redgrave no papel da Rainha Elizabeth I.
Intrigas e conspirações num admirável filme de época.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Low-profile

“Os Descendentes” não é uma obra-prima, não é excelente, não é mau, vê-se uma vez e está visto. Um drama intimista, familiar, com George Clooney a interpretar o papel de um advogado e pai ausente, Matt King, que se confronta com o estado de coma da mulher, enquanto lida com situações difíceis ao tentar criar uma relação mais profunda com as filhas.

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Nesta película discreta, realço a intensa e rebelde interpretação de Shailene Woodley, na personagem de Alexandra King, filha mais velha de Matt, que nos brinda com os melhores momentos do drama da família. Já Clooney tem apenas uma cena que merece o meu aplauso e me convence. Do meu ponto de vista, certamente distinto do dos brilhantes cinéfilos, Clonney é pouco versátil e muito superficial, não conseguindo transmitir as emoções que o papel exige. Considero que ele é competente no âmbito das comédias light e em papéis sedutores, mas não tem savoir-faire para o drama. Ainda não vi as interpretações dos outros nomeados ao Óscar de melhor actor, mas, definitivamente, não vejo razões para ele arrebatar o tão desejado prémio. Se fosse possível aconselhava-o a tirar partido do charme ficando-se pela publicidade da Nespresso… What else?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Let's look at the trailer (22)

Recordando e homenageando o cineasta francês

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Message in a bottle (63)

O futebol faz-me pagar mais impostos (por Isabel Stilwell no Destak)

Basta ler as letras gordas dos jornais desportivos e ouvir a conversa de alguns especialistas, para estar a par de que o Sporting está em falência técnica, o Benfica pode ir pelo mesmo caminho e suponho que todos os outros “grandes” clubes têm a coluna do Deve bem mais longa e pesada do que a do Haver. Porque na do Deve estão milhões de euros, e são mesmo milhões, que há anos não pagam ao Estado, já nem quero saber dos outros credores. Não pagar ao Estado significa basicamente que não nos pagam a nós, deixando pensões, reformas, subsídios e apoios à míngua de financiamento, e sendo que o dinheiro do jogo financia misericórdias e assistências sociais, são mais uma vez os mais pobres aqueles a quem o comportamento “caloteiro” dos grandes clubes afecta numa primeira linha.
Sinceramente não sei o suficiente da contabilidade do futebol para entender de onde vem o buraco financeiro, muito anterior à actual crise, e não quero entrar na conversa primária do “ah, e tal, se não pagassem tanto aos jogadores”, porque entendo que há uma lógica de negócio que passa por aquelas transacções, acreditando que dentro da lei da oferta e da procura que rege aquele mercado, como todos os outros, cada um ganha o que vale (pelo menos é o que diz o Dr. Catroga, em declaração feita a propósito do seu vencimento na EDP), mas o que me pergunto é porque é que o Estado é tão condescendente quando são estes os maus pagadores.
É verdade que o futebol é o divertimento das massas, e que quando não há pão, dá-se circo ao povo, mas se esses adeptos perceberem que em cada bilhete que compram pagam o seu custo fácil, mais todos os aumentos de impostos que a situação dos seus clubes impõe ao País, talvez percebam que o futebol lhes está a sair caro de mais. Se não entenderem, então que se aplique o princípio do pagador-utilizador, e todos os adeptos paguem pelo menos os meus impostos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Wilhelm Gustloff

A KDF (Kraft Durch Freude) foi uma organização fundada pela Alemanha Nazi que providenciava atividades culturais, recreativas e de lazer à população alemã. O maior ramo de negócio foi a organização de excursões e viagens com destinos nacionais e internacionais através de cruzeiros. Tornou-se nos anos 30 a maior agência de viagens do mundo e em meados da década encomenda dois grandes paquetes. Em Março de 1938 é entregue o Wilhelm Gustloff à KDF. A finalidade era proporcionar a alemães e austríacos (a Áustria já fora anexada pela Alemanha) deliciosos cruzeiros a preços acessíveis. A Ilha da Madeira foi o primeiro destino. Portugal era o único país europeu que permitia o desembarque de passageiros e os viajantes do Norte da Europa adoravam o clima das ilhas lusas. Espanha, Itália e Noruega eram outros destinos, assim como o Mar Báltico, particularmente a costa alemã e a costa dinamarquesa.

WGust

Wilhem Gustloff (18)
Quando deflagra a Segunda Guerra Mundial, as paradisíacas viagens terminam e o Wilhelm Gustloff passa a ter outras funções, entre elas, a de navio hospital, colaborando na evacuação de feridos da Polónia e mais tarde, após a invasão da Dinamarca e Noruega pelas tropas alemãs, de Oslo.
Em Janeiro de 1945, nos dias da brutal investida do exército vermelho, e com a guerra perdida para a Alemanha, Adolf Hitler e Karl Dönitz reconhecendo a situação militar insustentável na Prússia Oriental, elaboraram um plano de evacuação das tropas por mar sob o código Operação Hannibal. Esta evacuação foi crescendo acabando por abranger também os civis que imploravam o embarque para a Alemanha. A 30 de Janeiro, o Wilhelm Gustloff zarpou de Gotenhafen (actual Gdynia, na Polónia) com cerca de 10.000 refugiados, na maioria mulheres e crianças. O barco é seguido pelo submarino soviético S13 e a 12 milhas marítimas da costa da Pomerânia, os russos abrem fogo. Três torpedos atingem o Gustloff. São 21h15 do dia 30 de Janeiro de 1945. Uma hora depois é engolido, arrastando mais de 9.000 almas para a morte.

Wilhem Gustloff (17)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Tráfico de influências…

Depois de descobrir este santinho compreendi que a boa saúde que a minha mãe tem desfrutado até ao presente se deve a “luvas”… Obrigada J. por teres subornado o Filho de Deus…

Santinho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Memórias e Afectos (94)

Descobri a 7ª Arte nos finais dos anos 60, início da década de 70. Não consigo precisar em que filme se deu o meu baptismo, mas sei exactamente com quem me estreei nestas andanças. As minhas colegas e amigas B. e M. foram as minhas companheiras de fins-de-semana cinematográficos. Inicialmente íamos aos únicos cinemas que existiam na nossa zona, o Cinema Lido, uma belíssima sala que já só existe nas nossas memórias, e os Recreios da Amadora que é agora um Centro Cultural pertença da Câmara. Mais tarde, alargámos os horizontes até ao Cinema Condes e ao Cine-Teatro Éden, ambos nos Restauradores. Presentemente a ida ao cinema é trivial, mas naquele tempo era um acontecimento. Embora hoje em dia o leque de filmes seja mais diversificado, quando vou ao cinema não sinto o entusiasmo que sentia naquela altura.
Nesse tempo não éramos exigentes nem selectivas quanto ao género. Tanto fazia ser um filme histórico como um filme de guerra, um musical, uma comédia ou mesmo um western.
Ben-Hur e Lawrence da Arabia, Patton, Música no Coração, Hello, Dolly! e My Fair Lady, O Bom, o Mau e o Vilão, Rio Bravo, Dois Homens e um destino, Se o meu carro falasse e a Grande Evasão são alguns dos filmes que me ocorrem, mas há dois filmes que destaco e que vimos pelo menos três vezes… É frequente passarmos por uma fase em que temos uma paixoneta por um actor/actriz e nós não fugimos à regra. A B., apaixonada devota de Charlton Heston, que eu não aplaudia nem acompanhava porque não fazia o meu estilo, conseguiu convencer-me a assistir por três vezes ao filme O Homem que Veio do Futuro (Planeta dos Macacos), de 1968, uma obra-prima da ficção tendo em conta a época, e protagonizado por Heston. Devo dizer que aceitei estas três “doses” de filme porque a organização da sociedade símia me fascinava, ao contrário da constituição física do protagonista…

planetados macacos2
Evidentemente que a B. pagou caro este meu acordo. Viu-se na obrigação de me fazer companhia quando bisei o filme francês Le Cercle Rouge, a anatomia de um grande assalto e o que se passa posteriormente. O filme conta com grandes actores europeus da época. Yves Montand, que me fez rir no filme A Mania das Grandezas e que tem uma interpretação magnífica em Jean de Florette e Manon des Sources (recomendo os dois!). Gian Maria Volontè que voltei a ver no western Por um Punhado de Dólares. O singular Bourvil que contracena com o incomparável Louis de Funès em A Grande Paródia. Alain Delon, a minha paixão de adolescente e o motivo que me levou a ver o filme!

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Confesso que fui mais malvada do que a B. porque impus que me acompanhasse a três matinées no mesmo fim-de-semana… e confesso que só li as legendas na primeira, nas outras duas apenas suspirei… Seguiram-se outros filmes com este actor, como A Tulipa Negra, A Piscina, Flic Story ou Borsalino. O Delon envelheceu mal, está um canastrão… mas era lindo!

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A minha amiga M. não era imune “ao fogo que arde sem se ver” e também tinha a sua paixão arrebatadora, mas essa não a obrigava a ir ao cinema. Nesse tempo passava na televisão a série Lancer, uma série americana de cowboys que teve algum sucesso. O pai, Murdoch Lancer, e os dois filhos, Scott Lancer, um ex-oficial do exército, e Johnny Madrid Lancer, um pistoleiro, lutavam contra as ameaças que pairavam sobre o rancho.

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Pois a M. estava pelo beicinho pelo James Stacy (o Johnny Madrid, à direita na foto) e fazia-me lembrar a canção “Ele e Ela” da Madalena Iglésias porque só falava nele a cada momento e vivia com ele no pensamento… Isto valeu-lhe uma gargalhada geral da turma porque a M., que sonhava dia e noite com o Johnny, deu um erro num ditado, na disciplina de Inglês, que o safado do professor partilhou connosco. O título do texto que o professor ditou era “Algebra and Geometry” e a M. escreveu…“Algebra and John Madrid”! Memorável, sem dúvida…

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Livros e Mar: eis o meu elemento! (52)

Aravind Adiga não me arrebatou neste seu terceiro romance “O Último Homem na Torre”. Continua a ser muito bom, mas, infelizmente, depois de ter lido “O Tigre Branco” e “Entre os Assassinatos”, deu-me a ideia de que Adiga em vez de “subir as escadas”, “desceu-as”…
Considerem uma Cooperativa de Habitação com duas torres, a Torre A e a Torre B. Pensem na quantidade de andares e nas fracções por piso. Ponderem bem no número de indivíduos que povoam essas torres. Conseguem visionar? Então, agora, imaginem isso em Bombaim…

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Mais um retrato complexo da Índia, desta vez mostrando-nos os contrastes gritantes deste país através dos moradores desta Cooperativa inaugurada em 1959. A acção desenrola-se na Torre A, que tem vários problemas na sua estrutura, como o telhado que ameaça desmoronar-se a cada monção e a água que só corre nos canos duas vezes por dia, e alberga famílias católicas, hindus e muçulmanas.
Quando um responsável por uma empresa de construções, Dharmen Shah, oferece uma choruda indemnização aos habitantes das torres para que deixem as casas com o objectivo de ali construir um luxuoso complexo de apartamentos, a primeira reacção é de resistência. No entanto, os interesses pessoais e a ganância superam a valiosa união e a antiga cumplicidade entre os vizinhos. Também os recalcitrantes se arriscam a sofrer um “acidente”, pois o empreiteiro é um indivíduo asqueroso e sem escrúpulos. Neste contexto, apenas um morador, Yogesh Murthy ou "Masterji", velho professor viúvo e reformado, não se deixa seduzir pelo dinheiro fácil e luta pelas suas convicções, recusando-se a abandonar a sua casa. Ele fez aquilo que considerava ser o mais correcto. Ao contrário de Shah, era uma pessoa íntegra e independentemente do que os vizinhos lhe disseram ou fizeram, nunca mudou de ideias e nunca traiu os seus princípios. Manteve-se livre até ao fim…

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Is this love?

Coberto de “post it” com corações!

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Como sou uma sonhadora, não resisti e tirei uma foto…

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Lisboa d'outras eras (9)

Esta imagem é bastante antiga. Quando frequentei esta escola na década de 70 já existiam outros edifícios anexos ao principal. Frequentei esta escola, mas não foi como aluna… Algum palpite?

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(imagem "gentilmente" roubada ao Arquivo Fotográfico de Lisboa)

Parabéns M

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Nunca leves o Pantufa para o emprego…

domingo, 15 de janeiro de 2012

Memórias e Afectos (93)

É simples recordar, com uma nitidez surpreendente, acontecimentos da minha infância e juventude, mas lembrar coisas mais recentes, às vezes, torna-se mais bicudo. Diz-se que relembrar memórias antigas em detrimento das recentes se chama senilidade… prefiro pensar que é mais um desmazelo da memória… Adiante!
O meu pai, que quando jovem era uma nódoa a matemática, começou a apreciar esta matéria quando um episódio algo insólito despoletou esse gosto. Em meados da década de 20 (a long time ago…), frequentava a Escola Académica e tinha um colega de apelido Fragoso que, sendo um aluno mediano, era uma barra a matemática. Numa prova (no meu tempo denominava-se “ponto” e agora “teste”) dessa disciplina, o meu pai, sentado atrás do Fragoso, pediu-lhe ajuda porque via o tempo a passar e não tinha feito praticamente nada. O Fragoso, rápido nos cálculos, terminou a prova e copiou-a integralmente, passando-a ao meu pai. Este, pegou na cábula e começou a reproduzi-la na sua folha, mas não teve tempo para concluir a trapaça e resolveu entregar a folha do colega colocando o seu nome… (parece-me que hoje em dia é improvável suceder uma coisa destas). Assim que o professor ficou na posse da prova, os remorsos assaltaram o meu pai. Imaginou-se a ser punido pelo professor e a ser repreendido pelo próprio pai, também professor…
Acreditem ou não, a realidade foi outra. O professor, não só não deu pela fraude, como também enalteceu o meu pai, dizendo-lhe que finalmente tinha encarreirado na matemática…
O professor nunca soube, mas, ao proporcionar este desfecho improvável, causou uma profunda mudança na vida escolar do meu pai. Os elogios de que foi alvo encheram-no de brio, aplicou-se, os bons resultados não se fizeram esperar, e passou também a ser uma barra a matemática, tudo isto graças ao Fragoso… Ouvi esta história dezenas de vezes, mas, lamentavelmente, o meu pai não conseguiu passar-me a mensagem, talvez porque nunca apareceu um “Fragoso” na minha vida.
Ora, adivinhem quem me dava explicações de matemática? Acertaram, o meu pai!... Com uma santa paciência ensinava-me a Matemática Clássica e mandava-me fazer exercícios, simplifica a expressão e obtém um polinómio na forma reduzida, calcula o valor da expressão com denominador racional, resolve em ordem a x a equação… Tudo isto era “secante” e eu ia passando à “tangente” para desgosto do meu pai. Presentemente sinto-me atraída pelo raciocínio matemático, mas, na época, não tinha maturidade suficiente.
Numa dessas sessões, em que me distraía frequentemente, eu atirava, repetidamente, a caneta ao ar e apanhava-a, enquanto o meu pai perguntava se eu estava a compreender. É claro que não estava a prestar atenção, é claro que a caneta caía ao chão imensas vezes, é claro que não estava a ligar patavina, é claro que o meu pai não tinha qualquer dúvida em relação a isso, é claro que começou a ficar irritado, um indício que me deveria ter feito parar se não se desse o caso de eu estar completamente alheada e ocupada a apanhar a caneta… Repentinamente, quando a caneta caiu ao chão pela quinquagésima vez, o meu pai levantou-se e pisou-me a caneta até a fazer em frangalhos e restar apenas a recarga… Não ganhei para o susto, mas afianço que nunca mais brinquei em serviço! Este incidente serviu de gozo durante vários anos e ainda hoje é recordado pelo dia em que o meu pai se passou...

Gente feliz com gatos (7)

Uma casa sem um gato, um gato bem alimentado, mimado e adorado, pode ser até ser uma casa perfeita, mas não merece ser considerada uma casa.

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Patricia Highsmith

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Reservado à Indignação (45)

Nunca pertenci à categoria de pais que fazem dos professores os maus da fita, nunca fui conivente com facilitismos e esforcei-me por mostrar aos meus rebentos que devemos respeitar as hierarquias, valorizar os educadores e reconhecer a sua autoridade. Tenho adoptado a mesma estratégia que o meu pai empregou com os filhos, ouvir e dialogar, sendo que, na maioria dos casos, a condescendência dele pendia para os docentes. Julgo que não devemos minar a autoridade dos professores, devemos, sim, mostrar aos nossos filhos o que está certo e o que está errado, o que é justo e o que é injusto. Só assim conseguimos formar cidadãos dignos e idóneos.
É bonito ter uma relação próxima com os filhos, sou uma mãe tolerante (por vezes permissiva demais, segundo a minha filha mais velha…), mas os pais são pais, e não amigos. Estarei sempre onde precisarem de mim, mas como mãe, não como amiga. Assim como os pais têm os seus próprios amigos, os filhos também têm os seus amigos, é natural e saudável que assim seja. Não posso generalizar, mas, hoje em dia, numa inversão de valores, parece-me que os filhos mandam nos pais e estes, por sua vez, curvam-se perante os caprichos dos filhos e insurgem-se contra os professores, como se a escola fosse uma filial da família e tivesse o dever de “domesticar” os meninos. Ainda que, presentemente, não tenha razões de queixa, prefiro uma negativa à falta de educação ou mau comportamento.
Pode parecer que, como mãe, sou quase perfeita, mas não sou… Há ocasiões em que esqueço a ética e tenho atitudes menos ortodoxas, algumas, confesso, em relação aos professores, como já tive oportunidade de desabafar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui… Interessei-me sempre pelo percurso académico da minha prole, mas, embora a minha presença nas reuniões escolares seja constante, reconheço que me tenho mantido um pouco à margem da vida escolar, não interferindo in loco … O motivo desta conduta deve-se, essencialmente, ao receio que o feitiço se vire contra o feiticeiro. Receio que em vez de solucionar uma ou outra contrariedade acabe por agravá-la, porque insisto em pensar que a máxima “os professores têm a faca e o queijo na mão” ainda está vigente…
O professor deve ser isento e imparcial, mas nem sempre isso acontece. Há uns anos surgiu uma incompatibilidade entre a professora de filosofia e a minha filha mais velha. A senhora parecia estar sempre contra ela e, aparentemente, nada explicava essa antipatia. Chegou ao ponto de privilegiar uma aluna que tinha feito copy paste (coisa que qualquer aluno sabe fazer…) de um livro de apoio e repreender a minha filha pelo seu livre pensamento (estamos a falar de filosofia, não de uma ciência exacta…). Deixava passar uma falta num aluno e a seguir castigava outro por uma falta semelhante e nada indigna mais um aluno que a injustiça. Mais vale cair em graça do que ser engraçado… As aulas de filosofia tornaram-se completamente insuportáveis. Por sorte, no ano seguinte a professora desapareceu literalmente do mapa (deve ter ido criar mau ambiente para outra escola…) e a nova professora conseguiu reconhecer as suas qualidades de forma justa. Se eu tivesse interferido, teria mudado alguma coisa? Não creio… Limitei-me a praguejar e amaldiçoar a senhora, não lhe reconhecendo, ainda hoje, a mínima idoneidade para leccionar.
Pode parecer que, como mãe, sou quase perfeita, mas não sou… Há ocasiões em que esqueço a ética e tenho atitudes menos ortodoxas…
A minha filha mais nova, a contestatária, entrou, este ano lectivo, no secundário. Apesar dos testes de orientação profissional terem sido mais favoráveis à área de Ciências Socioeconómicas, influenciada por mim escolheu Ciências e Tecnologias… A aversão à professora da disciplina de Biologia (e directora de turma…) foi rápida, mas lá fui pondo água na fervura. Na primeira reunião com a senhora entendi o porquê de tanta raiva e pensei, com os meus botões, que a coisa não ia correr nada bem. Aspirante a “tiazoca”, arrogante, repetitiva, inflexível, rabugenta e com um forte discurso provocatório. Em casa, através de umas evasivas, disfarcei o meu desânimo e incentivei a minha filha a prosseguir o estudo naquela disciplina. Não fui bem-sucedida. A minha filha definhava, a família notou que andava triste e desinteressada. A reunião no final do 1º período deu-me a conhecer mais um traço do seu mau feitio, a má-criação. Quando a avó, e encarregada de educação, de um aluno fez uma observação, a indelicada e despótica professora ignorou-a… e continuou a sua dissertação dirigida aos “ranhosos” progenitores, como se, para nós, fosse uma bênção ouvi-la.
Desta feita não escondi a minha indignação em casa e dei largas à minha revolta. Isto foi “música” para os ouvidos da minha filha, como se eu tivesse acabado de pronunciar a famosa frase do Star Wars, “May the Force be with you”… Começou a desbobinar e revelou-me, então, que detestava a matéria de biologia e que a professora fazia alguns comentários depreciativos (a qualquer aluno, sem mostrar favoritismos, o que já não é mau…).
Se já não gostava de Biologia, bastou achar que a professora esperava pouco dela para perder completamente a motivação. Com o meu consentimento anulou a disciplina, assim como a de Física e Química, determinada a mudar para Ciências Socioeconómicas no próximo ano lectivo. Comunicou à professora a sua decisão e surpreendeu-se pelo feedback positivo… mas quando a fartura é muita, o pobre deve sempre desconfiar. Assim que teve oportunidade espetou a primeira farpa: “A vossa colega R. vai deixar-nos porque pretende mudar de curso, mas vocês não julguem que ao mudar para outro curso vão sentir menos dificuldades porque todos são difíceis”. Observem com atenção a frase da “fera”. Ainda na mesma aula, aproveitou para meter a segunda bandarilha: “A R. vai trocar-nos…por um dos outros cursos… aqueles que não fazem nada…”. Observem a frase desdenhosa da “fera”. Mas afinal como é? São todos difíceis ou só se empenha e trabalha quem tem Biologia? Estaria a afirmar, de uma forma dissimulada, que a minha filha pertence ao lote dos burros? A minha filha, que nestes momentos teria o meu aval para lhe responder polidamente, calou-se…
Primeiro, não me parece que ela, particularmente como directora de turma, tenha que dar palpites sobre o assunto, segundo, não demonstrou bom senso nas críticas nem as devia fazer na frente de toda a turma, terceiro, irritam-me os estigmas e as rotulagens, quarto, não lhe reconheço a mínima idoneidade pedagógica e pior que isso, os alunos também não…
O modo como os professores interagem com os alunos é determinante no processo de aprendizagem e na forma como lidam com a escola. Por esse motivo, é raro um professor marcar-nos ao longo da vida, é raro haver um professor inesquecível
Na próxima quinta-feira irei conversar com a senhora visto que continua a ser a directora de turma e quero que ela entenda que me preocupo com os resultados académicos da minha filha, que me interesso pelo seu êxito, mas, acima de tudo, preocupa-me o seu bem-estar e a sua felicidade…

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

No escurinho do cinema…

…chupando drops de anis, longe de qualquer problema, perto de um final feliz. Assim começa Flagra, a canção de Rita Lee.
Dispenso os drops de anis, prescindo de finais felizes e, em alguns casos, troco a sala de cinema pelo animatógrafo familiar…

Depois de tomar conhecimento de que o filme “Contraluz”, do realizador português Fernando Fragata, tinha sido galardoado com o prémio na categoria de melhor drama no Festival Internacional da Costa Rica fiquei com curiosidade em vê-lo. Rodado integralmente nos Estados Unidos, conta com um elenco de actores portugueses e americanos e conta-nos como a vida de um conjunto de pessoas, estranhas umas às outras, acaba casualmente por se cruzar devido a penosos acontecimentos pessoais que mudam as suas vidas. Joaquim de Almeida como um dos protagonistas é completamente irrelevante… Não sendo um filme notável, gostei!

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O que posso dizer do “Planeta dos Macacos: A origem”? Que a tecnologia que criou a personagem Gollum em “O Senhor dos Anéis” foi também usada para criar os símios digitais. Que se para algumas pessoas o efeito é magnífico, para mim não é assim tão extraordinário (shame on me!... deve ser falta de sensibilidade tecnológica…). Que Andy Serkis (como Gollum e mais tarde como Capitão Haddock) foi escolhido para dar corpo e vida ao macaco Caesar.
O filme tocou-me, sobretudo, pela mensagem crítica sobre as leis que regem as pesquisas médicas com animais e ficamos por aqui…

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Entre o filme “A Árvore da Vida”, de Terrence Mallick, e o filme “Melancolia”, de Lars Von Trier, venha o diabo e escolha… Neste último, um planeta gigante que dá pelo nome de Melancholia, desconhecido até à data por estar oculto pelo Sol, aproxima-se tragicamente da Terra. A sequência inicial do filme, ao som de “Tristão e Isolda” (grandioso…), só pode ser fruto de um qualquer entorpecimento induzido por álcool ou drogas…fogo! A primeira parte do filme não anda, arrasta-se, é de um marasmo assustador… O casamento de Justine (Kirsten Dunst assombrosa no papel…) decorre num clima de falsa e efémera felicidade, a noiva luta para ser feliz, mas entra num estado de instabilidade emocional e melancolia. A segunda parte rasteja, é solenemente enfadonha… O centro das atenções passa a ser a irmã da noiva, Claire, que vive completamente mortificada pela ameaça iminente da catástrofe. Se no início, Claire era o apoio de Justine, quando a tragédia está prestes a desabar é Justine, que nada tem a perder com o fim do mundo, que lhe transmite uma calma de morte...

MelancoliaEleito melhor filme de 2011 pela Sociedade de Críticos de Cinema, nos EUA, e melhor filme de 2011 pela Academia Europeia de Cinema, um bando de iluminados dos quais, evidentemente, não faço parte porque me falta sensibilidade cinematográfica. Segundo a crítica “Melancolia” é uma pérola, na minha questionável opinião é um tesourinho deprimente, uma dor, uma angústia sem fim, uma pedrada de 140 minutos…

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dexter–6ª temporada

A 6ª temporada de Dexter não fez jus às minhas expectativas. Transpirou religião por todos os poros, o que não teria qualquer problema se Dexter não se apresentasse menos inteligente e mais distraído, e teve um final tramado. Tenho esperanças que nas próximas duas temporadas, já confirmadas pela ShowTime para este ano, os produtores executivos se redimam desta sexta temporada medíocre e voltem a mostrar-nos o nível das outras temporadas, particularmente da quarta…

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Desmame…

Não podemos deixar de comer estas delícias das Festas assim de um dia para o outro. É um choque e é perigoso!… O nível de açúcar no sangue não pode baixar drasticamente, tem que ser progressivo, não acham?… É o mesmo que tomar antidepressivos e deixar de os tomar de um dia para o outro. Começamos a sofrer de dormência dos membros, cabeça oca, tonturas, enfim, coisas evitáveis se tudo for feito gradualmente… Vai uma fatia? 

A minha onda (34)


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Fera…

… que chegou cá a casa há 5 anos!…

Esta fotografia esteve quase, quase, a entrar na
Galeria Pública da Comunidade Olhares
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É liiiiinnnnnnnnnnnndo!!!!

Todos diferentes, todos iguais

Simon's cat

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Aviso à navegação…

Desde o início do ano que o acordo ortográfico da Língua Portuguesa passou a estar em vigor nos documentos oficiais e em todos os serviços, organismos e entidades estatais, incluindo o site do Parlamento.
Em vigor desde o dia 13 de maio de 2009, o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, a 16 de dezembro de 1990 e compreende um período de adaptação de seis anos durante o qual são aceites as duas grafias, a do acordo ortográfico de 1945 e a de 1990.
Se este blogue subsistir até 2015, continuarei a abraçar o AO de 45 e estarei a marimbar-me para o entendimento que resultou de um consenso (com senso?) entre os PALOPES. Sempre ouvi dizer que burro velho não aprende línguas e eu comprometi-me com a língua pátria desde a 1ª classe…
Na instrução primária dava a mão à palmatória quando cometia erros como “direção”, “correto” ou “ótimo”. Depois vou “levar reguadas” por escrever “direcção”, “correcto” ou “óptimo”?! É o mesmo que esforçarem-se por inverter a minha lateralidade à esquerda até conseguirem que eu use preferencialmente a mão direita e ao fim de cinquenta anos obrigarem-me a ser sinistra…

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Louis Wain

Cat Land

Aproximando-se a data em que o (meu?) gato se juntou à família, pretendo homenagear esses nobres felinos. Houve, em vários povos e culturas, o culto ao gato. Eu idolatro os meus!... Não sei se alguns gatos mudaram o mundo. Os meus gatos mudaram o meu mundo!.. O gato medita, está em imperturbável estado zen, no nirvana…

Louis Wain foi um artista britânico conhecido pelos seus desenhos de gatos, semelhantes, do ponto de vista morfológico, ao homem. Os desenhos de gatos e gatinhos mais fragmentados e com olhos mais esbugalhados foi-se acentuando à medida que o estado de saúde do pintor, que sofria de esquizofrenia, se agravava.

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Durante a doença da sua esposa Emily, entreteve-se a desenhar o gato de casa, Peter, em diversas poses imitando atitudes de pessoas. Tais desenhos destinavam-se a distrair e animar Emily, mas foi a partir daí que a sua carreira se definiu distinguindo-se com os desenhos antropomórficos de gatos. Ora aqui está um bom exemplo de que o mal existe para que possamos conhecer o bem, de que o mal existe inerente ao bem… Se não fosse a doença de Emily, pressuponho que não teríamos oportunidade de nos deleitarmos com a arte de Wain…

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A minha onda (33)

I realised that I belong to an amazing generation…









domingo, 1 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011