terça-feira, 1 de agosto de 2017
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Eu sou gato
Vivo perto de vocês, nos arredores das vossas casas. Na vossa cidade.
Se eu não estivesse aqui, estariam apenas estas escadas de pedra. Eu sou eu. Sou gato e tenho vida. Observo-vos e não vos incomodo.
Uma senhora curvada, com passos lentos, dá-me comida de manhã. À noite passa um senhor e dá-me também. Eles não se conhecem. Apenas eu conheço os dois.
Eles não sabem o meu nome. Eu não sei o nome deles. Eu não me aproximo. Fico à espreita da tacinha. Quando ouço o som dos passos a afastarem-se, aproximo-me, olho e certifico-me que posso avançar. Como e regresso ao meu canto da cidade, o pouco que me resta dela para mim. Observo-vos muito, mas em silêncio. Nada conto, porque eu sou gato. Deixem-me ser gato na vossa cidade ou preferem apenas ver os degraus frios das escadas onde me sento agora? (Grupo de cidadãos Gatos Urbanos)
domingo, 7 de abril de 2013
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Acham os turcos subdesenvolvidos?…
Turquia tem "postos" para alimentar animais de rua (lido no Boas Notícias)
Em Istambul, uma das principais cidades da Turquia, há, como em muitas outras cidades, um número elevado de cães e gatos abandonados. Agora, porém, graças à iniciativa do município de Sisli, os animais de rua passaram a ter direito a estações de alimentação que lhes fornecem água e comida para melhorar, nem que seja minimamente, a sua qualidade de vida.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a autarquia e várias associações turcas de proteção dos animais.
De acordo com a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), as novas instalações podem ser encontradas em diferentes pontos de Sisli e foram projetadas especificamente para permitir que os cães e gatos que deambulam pelas ruas possam viver sem passar fome ou sede.
Estas estações de alimentação são supervisionadas, para garantir a manutenção das condições de saneamento, e estão disponíveis durante 24 horas por dia.
A medida vem juntar-se a outras leis no sentido de proteger os animais abandonados, como a que, desde 2004, obriga o município a responsabilizar-se pela vacinação dos mesmos contra a raiva e a esterilizá-los.
Em muitos casos, adianta a ANDA, os próprios moradores ajudam a cuidar destes animais e são organizadas campanhas frequentes de adoção. De salientar que, por serem castrados e, consequentemente, já não poderem reproduzir-se, o números de cães e gatos em situação de abandono em Istambul tem vindo a diminuir.
Subdesenvolvidos e bárbaros somos nós!…
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Há coisas que me surpreendem sempre...
… a inteligência dos animais e a bestialidade dos humanos.
Felizmente ainda há muita gente boa e solidária para com os animais. Sparky, o cão que foi acorrentado e arrastado por um carro na cidade de Vila Real, tem uma casa nova. A enfermeira que o salvou e acompanhou enquanto corria risco de vida é a nova dona.
Há pessoas que merecem o melhor que a vida tem para oferecer…um bem-haja a todos os voluntários que, mesmo em situações adversas, não viram as costas aos animais e continuam a fazer o possível e o impossível para lhes dar uma vida mais digna…
E, como todos sabemos, estes anos são duros para os animais, a crise tem servido de desculpa para colocar muitos na rua…
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Raça pura rafeiríssima
“Respeitar TODOS os animais é dever de TODOS. Amá-los, é privilégio de alguns.”
A actriz Mafalda Luís de Castro fala dos seus animais de estimação e do projecto de ajuda a animais em risco. Cá em casa tenho uma matilha. Diferentes tamanhos, diferentes idades, diferentes personalidades, mas há uma coisa que todos partilham: a raça. É uma raça muito especial, muito conhecida, cheia de qualidades! Chama-se ‘raça pura rafeiríssima’. Acreditam que são todos lindos? E a grande vantagem é que nem sequer paguei fortunas por eles. E mais! São todos muito meus amigos, do mais fiel que pode haver, pois um dia o seu primeiro dono não os quis e, quando os adoptei, perceberam que tinham uma família para a vida. Só coisas boas! Ainda acham que vale a pena dar dinheiro para ter um amigo, uma companhia, uma caudinha a abanar quando chegamos a casa? Com pêlo curto, comprido, às manchas ou às riscas, não importa. Todos me dão aquilo de que mais preciso, um cliché , mas aquilo que desconfio ser a coisa mais importante da vida: amor. Porque não são só eles que dependem de mim. Não é só uma questão de ração, água, um abrigo e uns passeios para fazerem as suas necessidades. Sou eu que preciso deles. Dão-me tudo o que a humanidade se esqueceu de dar, uns aos outros, sentimentos e manifestações de afectos puros, sem segundas intenções, sem pedir nada em troca. Valores de que nos vamos esquecendo.
Escolhi apresentar a Gwen. Por ser a mais velhinha do grupo, a que atura o resto do ‘pessoal’ e por ter uma história de vida daquelas que não deviam existir. Há uns anos, na 2.ª Circular, a Gwen estava no separador central, escondida, à espera de ajuda ou, talvez, à espera de dar o último suspiro. Passei por ela e julguei-a morta. Um dia depois voltei ao sítio, mas como é uma via rápida não podia parar, nem sequer abrandar muito a marcha. Reparei que se mexia. Segui. Mas ela não me saía da cabeça.No dia seguinte, chamei a Polícia, acompanharam-me até lá, pararam o trânsito no local onde ela se encontrava e eu resgatei-a rapidamente, com medo que ela se assustasse e fugisse. Estava inerte, em estado de choque, anémica, mas lá se aguentou, para hoje ser a felicidade da nossa casa, juntamente com o resto da família de quatro patas, que partilha com ela histórias semelhantes de abandono e maus tratos. Final feliz. Fisicamente, nunca recuperou por inteiro desse episódio da sua vida. É uma cadela mais calma e com reacções um pouco retardadas. Porém, é feliz.
Confesso que sofro muito por saber que no meu país (e não só) há muitas histórias de animais abandonados e maltratados. Hoje, pertenço a uma associação que resgata animais negligenciados, a Chão Dos Bichos, e com ela aprendo que sofrer por eles também é sentir-me realizada por fazer tudo o que posso para que estas práticas acabem. O caminho é longo, eu sei, mas a minha missão é esta.
Se todos fossem como ela…
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
4 de Outubro
Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer…
sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Reservado à Indignação (46)
Se quiserem, assinem esta petição!
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Gato no divã
Tenho conhecimento, por observação diária, que o Senhor T., o meu gato, na presença da minha gata, a Dona A. (não se espantem, os meus animais de estimação sempre foram tratados com alguma consideração; já tive um Senhor Tobias e uma Dona Mimi…), está constantemente em alerta vermelho, com um olho no burro e outro no cigano, sendo que, neste caso, o burro e o cigano são a singular e fogosa Dona A... Isto, porque esta “dama” passa a santa vida a chateá-lo. Claramente que nunca me passou pela cabeça que tal pudesse afectá-lo, até porque quem me lê sabe que ele se sabe defender muito bem.
Os gatos passam longas horas a dormir, mas também adoram a sua higiene diária e vagarosa e, portanto, não estranhei o comportamento ao vê-lo lamber-se demoradamente. O que não achei natural foi uma parte da barriga aparecer pelada como se tivesse sido escanhoada… Levei-o à veterinária. O diagnóstico foi célere, dermatite psicogénica… Como? A doutora está a dizer-me que o meu gato tem uma dermatite de origem psíquica? Riu-se, e explicou-me que uma mudança na vida do nosso animal de companhia, como por exemplo uma mudança de casa, modificar a disposição dos móveis, um novo cônjuge, o nascimento de um bebé, um animal novo em casa, ou qualquer factor de stress pode ocasionar alterações e padecimentos comportamentais.
Ok, mas não houve nenhuma mudança na vida quotidiana do Senhor T. Não mudei de casa, não alterei a disposição da mobília, não há animais novos em casa, não me amancebei nem nasceu nenhum bebé na família… Depois de ruminar no assunto lembrei-me que a rotina diária tinha sido alterada quando houve obras no telhado. Tanto ele como a Dona A. ficaram limitados a uma varanda e um quarto durante dias a fio, só tendo permissão para vaguear pela casa toda, à noite… Poderá ter sido isso que desencadeou a obsessão de arrancar o pêlo? Ou será que a gata é mesmo o agente causador desta mania?
Há três formas de resolver o assunto. Distraí-lo é a primeira, e a mais aconselhada pela veterinária, mas morosa. Usar um colarinho (funil) plástico temporariamente para que não possa lamber-se (deve ser frustrante para um gato…) será a segunda opção. O terceiro procedimento envolve o uso de medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos. Só faltava a médica dizer-me para, em último caso, levá-lo ao psicólogo… A quarta hipótese, acrescentada por mim, é muito higiénica e garante um resultado infalível. Deixá-lo arrancar o pêlo todo!... A casa fica com menos pêlos e o Senhor T. fica sem objectivo.
Até os animais têm desordens obsessivo-compulsivas como os seres humanos…
domingo, 3 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Rixa de gatos…
Nem eu sou Eduardo Mendoza, nem os meus gatos são madrilenos (assim como os lisboetas são “alfacinhas” e os portistas são “tripeiros”, também os habitantes de Madrid são designados por “gatos”…), mas envolveram-se numa briga muito feia. Pareciam dois gatos de rua a provocar desacatos (ou será desagatos?…), rufias de becos mal-afamados, arruaceiros chungas, enfim, a rixa foi de tal forma que a A. levou uma dentada do senhor T. e tive que a levar ao veterinário. Anestesia local, dois agrafos, antibiótico e anti-inflamatório. Para rematar, um corpete elástico que a deixa esterlicadinha, lhe fica a matar…e que terá de usar até tirar os agrafos, ou seja, daqui a oito dias! Quanto ao malfeitor mor, o senhor T., irá usar o corpete como castigo, assim que ela não necessitar dele… Publicarei depois a foto da vergonha…
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Cão em pré-coma alcoólico
quinta-feira, 3 de maio de 2012
sábado, 17 de março de 2012
Cat Atelier
Julie Song nasceu em Nova Iorque, tem 33 anos, é designer e no tempo livre desenha e faz roupa para gatos. Ela própria tem um gato e usa-o como modelo. Chapéus, laços, gravatas, etc. Há de tudo um pouco, para todas as ocasiões. Não são peças baratas, mas a exclusividade é cara. Julie admite, numa entrevista ao jornal britânico «Daily Mail», que se diverte com o seu tempo livre e não se importa que as pessoas brinquem com as roupas que desenha e costura. Ela própria também brinca. Mas a brincar a brincar, vai ganhando algum dinheiro com isso. Espreitem aqui.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Gente feliz com gatos (7)
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
A Fera…
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Cat Land
Aproximando-se a data em que o (meu?) gato se juntou à família, pretendo homenagear esses nobres felinos. Houve, em vários povos e culturas, o culto ao gato. Eu idolatro os meus!... Não sei se alguns gatos mudaram o mundo. Os meus gatos mudaram o meu mundo!.. O gato medita, está em imperturbável estado zen, no nirvana…
Louis Wain foi um artista britânico conhecido pelos seus desenhos de gatos, semelhantes, do ponto de vista morfológico, ao homem. Os desenhos de gatos e gatinhos mais fragmentados e com olhos mais esbugalhados foi-se acentuando à medida que o estado de saúde do pintor, que sofria de esquizofrenia, se agravava.
Durante a doença da sua esposa Emily, entreteve-se a desenhar o gato de casa, Peter, em diversas poses imitando atitudes de pessoas. Tais desenhos destinavam-se a distrair e animar Emily, mas foi a partir daí que a sua carreira se definiu distinguindo-se com os desenhos antropomórficos de gatos. Ora aqui está um bom exemplo de que o mal existe para que possamos conhecer o bem, de que o mal existe inerente ao bem… Se não fosse a doença de Emily, pressuponho que não teríamos oportunidade de nos deleitarmos com a arte de Wain…
H. G. Wells, escritor inglês, disse de Louis Wain: Ele apropriou-se do gato. Inventou um estilo, uma sociedade, todo um mundo do gato. Os gatos ingleses que não se pareçam e vivam como os gatos de Louis Wain deveriam envergonhar-se de si próprios.
