
Portugal ficou mais pobre.
Obrigada pelos momentos delirantes!...

Portugal ficou mais pobre.
Obrigada pelos momentos delirantes!...
…pegaram em mim e puseram-me no lar com dois sacos de roupa e um álbum de fotografias.
A avó sorriu e foi ver-se ao espelho:
Papa, can you hear me?
Papa, can you see me?
Papa, can you find me in the night?
Papa, are you near me?
Papa, can you hear me?
Papa, can you help me not be frightened?
Looking at the skies I seem to see
A million eyes which ones are yours?
Papa, how I love you
Papa, how I need you
Papa, how I miss you
Kissing me goodnight...

O Gin Hendrick’s é produzido artesanalmente em minúsculas quantidades de 450 litros de cada vez, numa destilaria pequena do Ayrshire, na Escócia.
A garrafa de Hendrick’s tem um formato semelhante a um frasco de uma antiga farmácia. Porquê? Porque esses frascos tinham como propósito proteger os delicados poderes de cura que os líquidos continham. Se fez sentido nesses tempos, consequentemente, também faz sentido nos dias de hoje que tão espirituosa, deliciosa, aromática e ímpar bebida como o Gin Hendrick’s seja mantida da mesma forma.
Lembrou-me a Florbela, Livraria 107, Caldas da Rainha
Os meus pais nunca alugaram casa nem nunca fomos para uma pensão, residencial, afins e similares. Eu passava férias no quartel! Juro que estou a dizer a verdade! Primeiro, na E.P.I (Escola Prática de Infantaria) e já no início dos anos 70, no Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos, hoje, CMEFD.
Deixo aqui um apelo aos meus primos F., ZZ e J., para que me censurem (sem lápis azul…) se faltar, inadvertidamente ou por desconhecimento, à veracidade de alguns factos.
Situada dentro da Tapada, pertíssimo do picadeiro e a poucos minutos da piscina… Foi neste picadeiro que houve uma prova de saltos de obstáculos e recordo o nome Pimenta de Castro. Será possível?...
Com a minha tia M. passeava de carro até à Ericeira ou até à modista, que morava em Paz, uma pequeníssima povoação à saída de Mafra e a caminho da Ericeira.


É costume dizer-se que "os olhos também comem" e garanto que os meus comeram aquelas iguarias todas... Felizmente que não engordamos com a visão celestial destas gulodices...
É neste quadro de ódios que Moita Flores reconstrói o homicídio, utilizando técnicas forenses, fundamentado em documentos da época e num documento decisivo que é, nem mais nem menos, a autópsia do Presidente da República, Sidónio Pais.
Quando este filme estreou, os Cinco Violinos do Sporting, Jesus Correia, Peyroteo, Travassos, Albano e Vasques faziam furor no país...
Aqui para nós, que ninguém nos lê... estou a ficar apreensiva com esta minha nova vocação desportiva... Isto não augura nada de bom. Será do calor? É bem capaz de ser do vento, parece que tem influência no comportamento dos doentes mentais...
Por agora, prognóstico reservado...
Jogavam com garra, camaradagem e orgulho! Muitos jogos ganharam aos espanhóis...(Para não variar, fotos roubadas gentilmente na NET...)
Manhã de Junho ardente. Uma encosta escalvada,
Seca, deserta e nua, à beira duma estrada.
Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.
Sobre uma folha hostil duma figueira brava,
Mendiga que se nutre a pedregulho e lava,
A aurora desprendeu, compassiva e divina,
Uma lágrima etérea, enorme e cristalina.
Lágrima tão ideal, tão límpida que, ao vê-la,
De perto era um diamante e de longe uma estrela.
Passa um rei com o seu cortejo de espavento,
Elmos, lanças, clarins, trinta pendões ao vento.
"No meu diadema ― disse o rei ― quedando a olhar,
Há safiras sem conta e brilhantes sem par.
Há rubins orientais, sangrentos e doirados,
Como beijos de amor a arder, cristalizados.
Há pérolas, que são gotas de mágoa imensa,
Que a lua chora e verte, e o mar gela e condensa.
Pois, brilhantes, rubins e pérolas de Ofir,
Tudo isso eu dou, e vem, ó lágrima, fulgir
Nesta c’roa orgulhosa, olímpica, suprema,
Vendo o Globo a teus pés do alto do teu diadema!"
E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.
Couraçado de ferro, épico e deslumbrante,
Passa no seu ginete um cavaleiro andante.
E o cavaleiro diz à lágrima irisada:
"Vem brilhar, por Jesus, na cruz da minha espada!
Far-te-ei relampejar, de vitória em vitória,
Na Terra Santa, à luz da Fé, ao sol da Glória!
E à volta há-de guardar-te a minha noiva, ó astro,
Em seu colo auroreal de rosa e de alabastro.
E assim alumiarás, com teu vivo esplendor,
Mil combates de heróis e mil sonhos de amor!"
E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.
Montado numa mula escura, de caminho
Passa um velho judeu, avarento e mesquinho.
Mulas de carga atrás levavam-lhe o tesoiro:
Grandes arcas de cedro abarrotadas de oiro.
E o velhinho, andrajoso e magro como um junco,
O crânio calvo, o olhar febril, o bico adunco,
Vendo a estrela, exclamou: "Oh! Deus, que maravilha!
Como ela resplandece, e tremeluz, e brilha!
Com meu oiro em montão podiam-se comprar
Os impérios dos reis e os navios do mar.
E por esse diamante esplêndido trocara
Todo o meu oiro imenso a minha mão avara!"
E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Ouviu, sorriu, tremeu, e quedou silenciosa.
Debaixo da figueira, então, um cardo agreste,
Já ressequido, disse à lágrima celeste:
"A terra onde o lilás e a balsamina medra
Para mim teve sempre um coração de pedra.
Se a queixar-me ergo ao Céu os braços por acaso,
O céu manda-me em paga o fogo em que me abraso.
Nunca junto de mim, ulcerado de espinhos,
Ouvi trinar, gorjear a música dos ninhos.
Nunca junto de mim ranchos de namoradas
Debandaram, cantando, em noites estreladas...
Voa a ave no azul e passa longe o amor,
Porque ai! Nunca dei sombra e nunca tive flor!...
Ó lágrima de Deus, ó astro, ó gota de água,
Cai na desolação desta infinita mágoa!"
E a lágrima celeste, ingénua e luminosa,
Tremeu, tremeu, tremeu... e caiu silenciosa!
E algum tempo depois o triste cardo exangue,
Reverdecendo, dava uma flor cor de sangue,
Dum roxo macerado e dorido e desfeito,
Como as chagas que tem Nosso Senhor no peito...
E ao cálix virginal da pobre flor vermelha
Ia buscar, zumbindo, o mel doirado ― a abelha!...
(Guerra Junqueiro - 1888)

Dos que estão em vias de extinção...
Continua a ser difícil viver sem a tua sabedoria, sem os teus conselhos. Continua a ser difícil viver sem o teu amor incondicional. Continua a ser difícil viver sem a tua presença física. Passaste a ser apenas uma saudade, uma foto, uma recordação… Mas serás sempre uma recordação eterna… e um dia, pai, a gente vai-se encontrar…
Onde estiveres, recebe mil abraços doces, da tua filha que te adora.
"Quando comparamos o presente do homem na Terra com o tempo que desconhecemos, parece-me o voo rápido de um único pardal através de um salão de banquetes num dia de Inverno. Depois de alguns momentos de conforto, ele desaparece de vista no mundo frio de onde veio. Mesmo assim, o homem surge na Terra por pouco tempo, mas o que se passou antes dessa vida ou o que virá depois, não sabemos nada.
De todas as perdas, o tempo é a mais irrecuperável, pois nunca pode ser resgatado."
O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora. O que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas.
Tout est politique...
Growing my own...


Mas encurralaram-nos mesmo e no dia 16 de Novembro, um sábado, ficámos selados dentro da nossa prisão judaica. O nosso universo ficou reduzido a pouco mais de 1,5 quilómetros quadrados. Durante essa primeira semana, viemos todos para a rua como se tivéssemos naufragado, olhando fixamente aquele perímetro de tijolo e arame farpado que nos isolava lá dentro, como se alguém tivesse feito de nós personagens de um conto de Kafka. Éramos agora quatrocentos mil seres escorraçados, encurralados na nossa própria cidade.
Um homem à minha frente caíra de exaustão. Estávamos a percorrer a plataforma de uma pequena estação ferroviária. Ao erguer os pés para passar por cima do homem, tive a certeza de que o nosso sangue nunca seria completamente apagado das ruas de todas as cidades e vilas polacas – nem que chovesse todos os dias, durante mil anos.
Sempre achei que sobrevivi por ter encontrado o Erik e escrito a história que ele me ditou. É a única justificação que encontro para estar aqui, quando há seis milhões que não estão. Sei que esta minha explicação não tem qualquer sentido lógico, mas por esta altura já todos sabemos que a lógica não é o ponto forte de Deus.

A culpa é do Inverno... este ano, foi demasiado rigoroso, obrigou-me a ficar em casa, a uma vida sedentária, a comer e a beber para aquecer...

"Portugal Século XX, Crónica em Imagens, 1950-1960" de Joaquim Vieira

Norte de África, Verão de 1942. Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio, e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, "Rebecca". Wolf cruza o Sara escaldante e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. O major Vandam, no seu encalço, encarrega a encantadora Elene de o seduzir. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo.




Também ela poderia ter sido capa da Crónica Feminina nos anos 50...

Mais de 4 horas de viagem!... Mas para comer umas belíssimas sardinhas de Peniche talvez valha a pena o sacrifício...
Atenção, tens que apanhar o Auto-Car cor azul!... Se te enganares e apanhares o Auto-Car cor verde, vais parar à Nazaré e conta com mais 1 hora e meia...
(cartaz gentilmente roubado na NET)



Contudo, a exposição inclui outras obras, menos mediatizadas, que articulam múltiplos assuntos com cunho político-económico. Refiram-se, por exemplo, o exercício deslumbrado do poder com O Mundo a Seus Pés e a intolerância religiosa com Burka.
Obras recentes protagonizam reflexões com carácter social, como o conflito entre o progresso tecnológico e a conservação da natureza - Jardim do Éden (Labirinto) ou a doença enquanto metáfora da malaise global - Contaminação, um infindável e intensamente colorido corpo tentacular.



Outras obras arrojadas e diferentes são: Passerelle que representa abandonar, atropelar e acorrentar, Strangers In The Night que simboliza a prostituição e a noite e Spin que personifica a beleza associada à pressão e à tortura. Spot Me é uma estrutura que exprime a vigilância e a ditadura.


A artista plástica dá asas à imaginação e de tudo faz arte. O trabalho de Joana Vasconcelos é uma mistura arrebatadora de criatividade, inteligência, talento e provocação...