Weeeeeeee... Cool!
De segunda a quinta-feira, entre as 22h30 e as 23h30, os visitantes poderão comprar obras com 50% desconto.
Damn it! It's an injustice, it is...
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O nosso próximo objectivo: a maior, mais original, mais visitada, mas inacabada obra do prodigioso “arquitecto de Deus”, o extraordinário Temple Expiatori de la Sagrada Família.
Já em 1909, paralelamente à obra, Gaudí construiu as Escolas Provisórias da Sagrada Família, destinadas aos filhos dos trabalhadores do templo e também às crianças que faziam parte da paróquia. Mesmo no edifício das escolas, podemos ver a aversão que Gaudí tinha por cantos e arestas, substituindo-os por curvaturas harmoniosas.

Passaram-se 127 anos desde o início da construção deste templo gigantesco. Conseguimos, facilmente, constatar a diferença de tonalidade na pedra.
Espera-se que o monumento fique pronto nas próximas duas décadas e prevê-se que no final da construção terá início a restauração da parte mais antiga!...
A percepção que tenho, actualmente, desta obra-prima do modernismo, não é a mesma da minha adolescência e o entusiasmo de há quarenta anos desvaneceu-se um pouco.
Apesar de indiscutivelmente imponente e de todos os magnetizantes pormenores arquitectónicos, a Sagrada Família não deixa de ser bizarra e perturbadora…e, muito sinceramente, incomodou-me e intimidou-me toda aquela verticalidade tenebrosa…
A Fachada da Natividade parece feita de areia mole, da beira do mar, como se uma mão gigantesca a tivesse feito escorrer. A Fachada da Paixão, construída após a morte de Gaudí, não deixa de ser, também, estranha e inquietante, com todas aquelas figuras de traços duros e semblantes carregados e sinistros. Pelo que pude averiguar, a Fachada da Glória, em construção, será descomunal e majestosa.
Como é difícil descrever, por palavras, a tetricidade e a austeridade que menciono, por oposição à originalidade e à grandiosidade, ficam aqui as imagens que, como é usual dizer-se, valem mais do que mil palavras.
A verdade é que ninguém fica indiferente perante as obras de Gaudí e perto do Temple Expiatori de la Sagrada Família sentimo-nos reduzidos à nossa insignificância e pequenez humana…

Tal como Gaudí, é muito provável que também eu não veja o projecto acabado, no decurso da minha vida…mas trilhei la ruta del modernisme…
(em homenagem à cidade de Caldas da Rainha e a todos os caldenses...)
Oferecer livros a desconhecidos. Livros muito especiais que viajam à volta do mundo a fazer novos amigos.
Faço aqui a transcrição do texto:
O banco “Velho”
Era uma vez um jardim em Nova Iorque que se chamava o jardim da estátua da Liberdade.
Aquele jardim era muito bonito, para além de ter exposições de pessoas muito importantes e de ser bonito de se ver e de estar, acabava por ser calmo.
Nesse jardim havia um banco castanho, velho. Ele já existia desde a 2ª Guerra Mundial entre a América e os Nazis.
Nesse tempo, nesse banco sentavam-se as mães e as filhas que perdiam os pais ou os maridos.
O banco era muito velho, quase já não se aguentava em pé, estava rugoso, mas não era por isso que as pessoas se deixavam de sentar naquele banco, pelo contrário até lhe chamavam o “Velho”. Os namorados, as amigas, os turistas, enfim…toda a gente se sentava aí.
Um homem chamado Miguel, com 45 anos, de cabelo loiro e de olhos verdes como as algas do mar, também costumava sentar-se no banco mas havia um problema, era que pesava 150 kg.
Ele tinha um cão chamado Bolinhas era castanho, muito fofinho e muito giro.
Um dia, Miguel estava a passear com o cão e foi ao jardim da estátua da Liberdade.
Como já estava cansado sentou-se no banco.
Mal se sentou o banco caiu no chão.
Miguel ficou envergonhado porque toda a gente ficou a olhar para ele.
Dias depois, resolveram fazer uma estátua num museu e puseram o banco mais velho do Universo.
Ficou na história.
Quantos, na instrução primária, fizeram um texto semelhante, com este conjunto de conhecimentos?
Estou em crer que nenhum de nós tinha esta "bagagem"...
Aqui está uma prova de que as crianças que lêem mais, escrevem melhor.
E quanto mais elas escreverem, melhor se torna a sua escrita…
Ponham os olhos na minha sobrinha C! Felizmente, ainda há miúdos assim…
Em cada capítulo conhecemos a vida de uma personagem. Algumas delas dão-se por satisfeitas com o que o destino lhes reservou neste mundo e outras revoltam-se contra as desigualdades socioculturais.
Aqui, já estamos nós as quatro...

Nós, daqui a mais alguns anos... (não exactamente pela mesma ordem...)
Umas velhinhas encantadoras...

Nota: Nunca publico fotografias com rostos. Pezinhos na areia rules...

Ah sim?... Mas não resulta nas astenias!...
Li, por aí, que uma maçã faz o mesmo efeito
que um cafezinho e é muito mais saudável...
Vou experimentar, embora preferisse um pêssego...
ou umas cerejas...
O Café Bocage, em Caldas da Rainha, faz parte do meu imaginário.
Para ter direito a um complemento de dependência, visto que dependia de terceiros por estar acamado, o meu pai compareceu, levado de ambulância, no centro da Segurança Social, na Amadora, por ser a sua área de residência. Isto aconteceu no início de Dezembro de 2009 e, infelizmente para todos nós, faleceu no dia 23 de Dezembro, nunca tendo usufruído do supracitado complemento. Após o serviço da ambulância, o meu irmão entregou o recibo dos bombeiros na S.S., para que o dinheiro despendido na deslocação fosse posteriormente reembolsado.
No fim de Março, mais de três meses decorridos, chegou à caixa do correio da minha mãe, um cheque da Segurança Social, em nome do meu pai, restituindo o dinheiro desembolsado. Se desde Janeiro a S.S. tem todos os elementos referentes ao óbito do meu pai, se a minha mãe recebeu, desta instituição, e em seu nome, correspondência sobre a futura pensão de sobrevivência e sobre o subsídio por morte, não se compreende que remetam um cheque à ordem, contendo o nome de uma pessoa que já não se encontra entre nós…
Julgo que um erro desta natureza seria evitável, tendo em conta que a instituição tem acesso a um sistema informatizado de dados em rede. Ou será que o Simplex ainda não chegou à Segurança Social!?
No seguimento deste engano, era imprescindível pedir uma nova emissão do cheque, desta vez em nome da minha mãe. Visto que o assunto não podia ser tratado pela segurança social directa, fui obrigada a deslocar-me à Segurança Social na Avenida Manuel da Maia, em Lisboa, com a documentação necessária para o efeito. Como trabalho ali perto, vejo frequentemente uma fila enorme de pessoal logo pelas 8 e picos da manhã e as portas só abrem às 9 horas.
Tomei o pequeno-almoço tranquilamente e, às 9 horas e 30 minutos, entrei e tirei uma senha. Senha A71!! Em seis mesas, três estavam a funcionar! Pensei, de mim para mim, isto promete!... Tinha tempo de ir trabalhar e a meio da manhã dar lá um saltinho para ver a evolução da chamada. Se bem o pensei, melhor o fiz…
Eram umas 11 horas quando voltei. Senha A35!! Em seis mesas, quatro estavam a funcionar! As esperanças de conseguir ser atendida ainda naquele dia ficaram um pouco abaladas, mas como tinham sido distribuídas 160 senhas, pensei que existia gente em pior posição do que eu… Caramba, temos que confiar nos serviços! Voltei, novamente, por volta do meio-dia. Senha A41!!
Claro está que fui almoçar serenamente, sem stressar, e às 13 horas lá estava eu, qual criminoso que volta sempre ao local do crime… Senha A49!! Desta feita, lá consegui arranjar um assento (para lamentar…) e decidi aguardar a minha vez pacientemente. Em seis mesas, apenas duas estavam a funcionar porque era o período do almoço! E acho bem, pois quem não manduca não trabuca e vice-versa.
Aproveitei para dar uma olhadela aos outros frustrados que, como eu, nada podiam fazer a não ser esperar. Várias nacionalidades, a mesma cara de desalento.
Ao fim de meia hora, a esperança de ser atendida, até às dezasseis e trinta, hora de fecho, reacendeu-se. Senha A56!! Boa! Já só faltavam quinze!!!...
A minha vez chegou mais depressa do que eu imaginava. Senha A71!! Eram 14 horas e trinta minutos! Cinco horas depois de ter tirado senha! Nada mau, hem? Direi mesmo, fenomenal! Assombroso! Mais surpreendente ainda! O problema ficou resolvido e diga-se, em abono da verdade, graças a uma funcionária cinco estrelas! Nem tudo é mau…
Saí às 14 horas e 47 minutos do local do crime… e não era a criminosa.
O crime continuou lá, por resolver. Isto é um crime, sim, porque esta espera desesperante é uma violação grave de ordem moral e civil e com uma agravante… não é punido pela lei penal!
Complicadex!...
Parafraseando o Z, é um local onde os portugueses são quase espanhóis (piada para o nosso amigo B. ou Z. C.). Sugiro, até, que ele veja la presentación del Parque en español...



Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais. Com um estilo fascinante e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.
Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.

Em Up in the Air, George Clooney não tem família e o seu grande objectivo é acumular milhas, obtidas nas muitas viagens de avião que tem que fazer anualmente, visto que é um consultor perito em despedir pessoal em empresas que estão com dificuldades financeiras. É um tema bastante actual, tendo em conta a crise económica que se vive e a consequente perda de empregos. O mote até parece interessante, Clooney até pode ser convincente, mas nem mesmo ele conseguiu pôr-me nas nuvens…
Num cenário pós apocalíptico (que não é explicado, talvez uma explosão nuclear…), The Road conta a história emocionante de sobrevivência de um pai e do seu filho. O seu destino é a costa, embora não saibam o que os espera, ou se algo os espera. Nada possuem, apenas uma pistola para se defenderem dos bandidos que assaltam a estrada, as roupas que trazem vestidas, comida que vão encontrando. É um mundo em que vale tudo, um mundo do salve-se quem puder, sem valores e sem moralismos…
Sacanas sem Lei ou Inglourious Bastards.
O argumento, ainda que não tenha qualquer rigor histórico, é fantástico e inteligente, a banda sonora é delirante, os diálogos bem conseguidos e ricos, os “requintes de malvadez” inacreditáveis e as personagens arrebatadoras… Christoph Waltz é surpreendente, a verdadeira essência do filme, merecendo, sem dúvida, o Óscar para Melhor Actor Secundário, embora, na minha óptica, não haja actores secundários neste filme…
Estamos à beira da maior seca dos últimos 50 anos...
Como não sou uma iluminada, não consegui perceber por que motivo é digno de tão alto galardão, por parte da Academia. Parece que existe consenso, por parte da maioria dos críticos, no que respeita à atribuição do prémio. Dizem os experts que é o melhor filme já feito sobre a guerra do Iraque e uma criação genial repleta de adrenalina. Ou estou a ficar como os velhotes dos Marretas, que diziam mal de tudo, ou dou a mão à palmatória e admito a minha falta de cultura cinematográfica… porque achei o filme enfadonho e repetitivo e vi-o cabeceando e bocejando… (bom substituto do Valium ou do Xanax!). Será que a adrenalina aumentou de tal maneira que eu desmaiei no sofá?
Parti para Dorian Gray. Mais uma adaptação ao cinema desta obra. Apesar de já ter lido este romance de Oscar Wilde (no original, O Retrarto de Dorian Gray) há muitos anos, ainda me recordava do enredo. Gostei, principalmente, de ver o eterno Mr. Darcy (Colin Firth) no papel de Lord Henry. Ben Barnes muito bem no papel de Dorian Gray, forever young...
An Education (em português Uma Outra Educação) foi a terceira obra cinematográfica que vi.
Um filme vulgar que me deixou extraordinariamente bem impressionada. É um filme passado no período pós-guerra, simples, sem violência, sensível e intimista. Adorei o filme, mas eu não passo de uma cinéfila ignorante. Gosto ou não gosto, gosto muito ou gosto pouco. An Education, veria outra vez sem qualquer sacrifício… Lindo!

O último, e neste caso será mesmo the least, Alice no País das Maravilhas (no original, Alice in Wonderland). Tim Burton que me desculpe, mas desta vez a sua genialidade não chegou para me perturbar. Sou fã do realizador mas não chego ao ponto de ser fundamentalista porque o fundamentalismo nos leva a defender princípios, sem qualquer flexibilidade e caindo mesmo no fanatismo e eu considero-me uma pessoa bastante tolerante…Como diria Voltaire, discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres e eu sou como a irmã Georgina, gosto muito de dizer coisas…
Assim, o que para a grande maioria é mais uma obra-prima de Burton, superando qualquer expectativa, o que para os críticos é cinco estrelas e excepcional, a mim soube-me a pouco. Talvez porque as minhas expectativas eram elevadíssimas.
É verdade que Tim Burton nos apresenta cenários admiráveis e coloridos, efeitos especiais sensacionais, que nos fazem entrar no mundo da fantasia, e uma caracterização prodigiosa, mas parece-me que a narrativa poderia ter sido mais explorada. Resumo a história em poucas palavras: Todas as criaturas mágicas que habitam Underland vivem oprimidas pela Rainha Vermelha. Alice tem que recuperar uma espada, matar Jabberwock e destronar a Rainha Vermelha em favor da Rainha Branca.
Outro resumo mais cáustico: A insípida Alice vira guerreira, mata o dragão e põe fim ao reinado da cabeçuda e malvada Rainha Vermelha, entregando a coroa à Rainha Branca, toda ela Peace and Love… (que me pareceu incapaz de governar, apesar do tamanho normal da cabeça e de não gritar…).
Prefiro a lagarta da versão animada da Disney, tem um ar altivo e sabedor. Esta safa-se pela voz inconfundível de Alan Rickman.
O que eu gostei mais no filme? Da “verdadeira” personagem central…o Chapeleiro Louco ou o irreconhecível e inigualável Johnny Depp, claro!... Seguem-se-lhe Helena Bonham Carter como Rainha Vermelha, a extravagante e louca Lebre de Março e o Gato de Cheshire.
A mensagem mais profunda que retirei da história foi que se acreditarmos nos nossos sonhos, na nossa persistência e nas nossas crenças podemos fazer milagres.
Por uma razão completamente alheia ao realizador (digo eu, que não percebo nada disso…), a escolha do tamanho e da cor das legendas foi péssimo. Amarelinhas e minúsculas perdiam-se nos fundos mais claros. Só em Underland, consegui lê-las sem esforço. E não, não sou eu que sou pitosga…porque as minhas filhas queixaram-se do mesmo.
Se esta moda do 3D pega, vou deixar de ir ao cinema…


A chuva de animais é um fenómeno relativamente raro, que sucedeu em algumas cidades ao longo da história. Os animais que costumam cair do céu são peixes e sapos e por vezes pássaros. Em certas ocasiões os animais sobrevivem à queda, principalmente os peixes.