Reparem na letra…
Enviado pelo meu amigo JMC com o seguinte texto: de uma ovelha para outra…negra
Obrigada JM…
Reparem na letra…
Enviado pelo meu amigo JMC com o seguinte texto: de uma ovelha para outra…negra
Obrigada JM…
A história dos Quatro Porquinhos (por Isabel Stilwell no jornal Destak)
Já nem os contos tradicionais são o que eram. As modernices são tais que a história dos Três Porquinhos, acaba de passar a quatro, como aliás já profetizavam os arrogantes dos nórdicos que inventaram o termos PIGS, para falar dos países (Portugal, Ireland, Greece and Spain), que cantavam em lugar de trabalhar. E por este andar, tarda nada a fábula é sobre uma vara inteira...
Na nova história, continuam a existir porquinhos que cantam e dançam em lugar de construírem casas sólidas e à prova do FMI, porquinhos que até ao dia em que o lobo mau lhes bate à porta, cantam trocistas um «Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau...». O porquinho português negava até 48 horas antes que a casa fosse voar pelo ar, o porquinho grego ainda diz que tem casa quando dorme ao relento e o porquinho espanhol consegue o feito de continuar a jurar que o palacete não vai abaixo, mesmo quando as portas e as janelas saltaram das dobradiças e já só há meio telhado. É claro que estávamos já todos à espera que o porquinho da casinha do lado fizesse tudo para não pertencer ao mesmo bairro, exigindo ser tratado como proprietário de um condomínio de luxo. Ao contrário dos outros porquinhos, que lá vão reconhecendo que talvez pudessem ter investido mais no cimento da estrutura, o porquinho espanhol jura que a casa está de pé, falta-lhe é, momentaneamente, uns cem milhões de trocos para uma caiadela.
A moral desta história reinventada é que todos os meninos que querem ser políticos quando forem grandes devem brincar antes de fazer os TPC, mentir, mesmo quando são apanhados com a boca na botija, e acreditar que por muito fôlego que tenha o lobo mau, há-de haver sempre alguém disposto a passar o cheque para a reconstrução da urbanização.
… é a alma do negócio!
Como não me considero uma pessoa importante, não sou indispensável, não publico nada de útil para a sociedade, nem tenho um magote de seguidores fiéis que sentem a minha falta assim que estou uns dias sem aparecer por aqui a dar um ar da minha graça, posso perfeitamente dar-me ao luxo de preguiçar, isto, para não falar da imaginação, que anda pela rua da amargura… Ou meti os pensamentos numa máquina trituradora e ficaram de tal forma moídos que não sai nada de jeito ou os neurónios ficaram “estacionados” demasiado tempo, excederam o prazo limite e foram bloqueados pelos zelosos funcionários da Emel…
Dizia o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa, Mário Simões, num Simpósio que decorreu em Março deste ano, que 90 por cento dos nossos sonhos são uma grande central de tratamento do lixo do dia-a-dia, para no dia seguinte termos novas ideias. Talvez seja por este motivo que as minhas ideias estão numa confusão, desarrumadas e salgalhadas. Não sonho, o lixo acumula-se, a lixeira aumenta e não consigo ter ideias novas…
Aproveitando esta mixórdia de ideias e a lixeira mental, dediquei-me exclusivamente aos negócios que, ironicamente, correm de vento em popa. Comecei a vender livros, que deixam de me interessar e que não faço questão de manter nas prateleiras cá de casa, no site Leilões, e o dinheiro arrecadado vai dando para pagar despesas imprevistas e previstas, como o IMI…
Estou de tal maneira empenhada (ainda não me refiro a endividada…mas sim a dedicada…) que faço todas as diligências para que os compradores fiquem satisfeitos e, até hoje, só tenho tido feedbacks lisonjeiros… O segredo do meu negócio? Seriedade!
Nem eu sou Eduardo Mendoza, nem os meus gatos são madrilenos (assim como os lisboetas são “alfacinhas” e os portistas são “tripeiros”, também os habitantes de Madrid são designados por “gatos”…), mas envolveram-se numa briga muito feia. Pareciam dois gatos de rua a provocar desacatos (ou será desagatos?…), rufias de becos mal-afamados, arruaceiros chungas, enfim, a rixa foi de tal forma que a A. levou uma dentada do senhor T. e tive que a levar ao veterinário. Anestesia local, dois agrafos, antibiótico e anti-inflamatório. Para rematar, um corpete elástico que a deixa esterlicadinha, lhe fica a matar…e que terá de usar até tirar os agrafos, ou seja, daqui a oito dias! Quanto ao malfeitor mor, o senhor T., irá usar o corpete como castigo, assim que ela não necessitar dele… Publicarei depois a foto da vergonha…
Conversar, conversar, conversar. É muito importante estar disponível para o diálogo e por essa via transmitir valores. Os pais não são os melhores amigos dos filhos, mas é importante que estes saibam que podem sempre contar com eles.
Estar atento. E tornar isso bem claro. Se um filho acha que o consegue enganar, é meio caminho andado para tentar...e conseguir.
Estar actualizado. Saber o que é e como funciona o Facebook, o que são as smart shops, quais são as discotecas que eles frequentam, as novas drogas que andam por aí — e mostrar-lhes os perigos.
Impor limites. Toda a gente precisa de balizas, horas para regressar a casa. Rédea a mais pode dar mau resultado.
Conhecer os amigos dos filhos. Comunicar com os pais deles, quando há combinações em casa uns dos outros. Assim eles sabem que há um mínimo de informação partilhada.
Catastroika foi realizado pela mesma equipa grega que fez o Dividocracia.
Tem 1 hora e 27 minutos, mas vale a pena ver.
Nas cento e oitenta e sete páginas de “A hora Má, o Veneno da Madrugada”, Garcia Márquez não conseguiu prender-me, apesar da indiscutível escrita talentosa. Talvez porque o enredo, repleto de censura mordaz à política e à religião, e as personagens corruptas representadas, façam parte de uma realidade social de tal forma generalizada que já não me surpreende nem seduz… Que me perdoe o galardoado Márquez, mas foi uma leitura algo insípida e que me soube a pouco, muito pouco…
A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima.
… da minha sobrinha R., que, sabendo o quanto eu gostava de ter este livro de Jorge de Sena, mas não o comprava por ser demasiado caro, me presenteou! Atenta às minhas preferências e gostos, só pode ser uma pessoa que me quer bem… Obrigada!
Estou, qual Orlando, furiosa! Ocorrem-me, assim de repente, duas frases para qualificar o procedimento desigual, injusto, parcial, indefensável e imoral para com os empregados dentro de um mesmo organismo, seja privado, público, nacional ou multinacional. São elas: “ou há moralidade ou comem todos”, velha e sábia frase, e “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”, notável frase do romance metafórico “Animal Farm” (O Triunfo dos Porcos) do escritor inglês George Orwell.
Dentro de uma organização, os empregados, mesmo com trabalhos diferenciados, têm o mesmo compromisso para com a empresa e, como tal, deveriam ser tratados de igual forma. Lamentavelmente, isso nem sempre acontece, há quem tenha um estatuto diferente e, curiosamente, muitas vezes as chefias têm mais consideração pelos funcionários que fogem habilmente às responsabilidades e ao trabalho (quando digo “fogem” é no sentido literal da palavra…), ou seja, os gazeteiros!
Hoje, mais uma vez, senti-me alvo de tratamento injusto. O comportamento dos dirigentes e as suas acções, que valem mais do que as palavras, entristece-me e dá-me vontade de “meter a boca no trombone”. Será que não há por aí um curso do tipo “Como se tornar baldas e agradar ao seu chefe”? Conheço algumas pessoas que, com o seu espírito de dedicação à balda e um óptimo curriculum vitae, dariam excelentes formadoras…
A moral é filha da justiça e da consciência, é uma religião universal. Isto é tão evidente que me apetece terminar com uma frase à La Palisse (ou Palice): Todos os animais são iguais, salvo as diferenças que possam existir entre eles…
Não, não foi o aniversário de uma tartaruga. Foi mais uma tertúlia taurina onde estiveram presentes os suspeitos do costume…
Esta notícia é deprimente. Não por ser o Benfica. É triste pensar que o que de mais relevante possam ter na vida seja um clube de futebol. Julgo que é uma passagem pela vida completamente oca, pobre e sem sentido, mas eles lá sabem…
O SL Benfica assinou um protocolo com uma agência funerária para que os sócios do clube da Luz possam usufruir de funerais com serviço personalizado com a temática benfiquista.
Segundo adianta o Diário de Notícias, os sócios dos SL Benfica vão ter um desconto de 12,5% nos serviços funerários da Servilusa e poderão contar ainda com uma cerimónia personalizada que pode ir de uma urna ornamentada com elementos do clube da Luz à hipótese de fazer soar o próprio hino do Benfica no funeral.
Para o diretor-geral adjunto da Servilusa, Paulo Carreira, a paixão futebolística é algo que move muitas pessoas e faz todo o sentido que muitos queiram uma última homenagem com a temática do seu clube.
Em declarações ao DN, Henrique Conceição, diretor da marca SLB, refere que esta parceria «surge de uma necessidade de mercado identificada pela Servilusa e que resulta da vontade e pedido de muitos benfiquistas em ter elementos alusivos ao clube nas cerimónias fúnebres, inclusive nas próprias urnas».
Um dos acontecimentos sombrios da história da humanidade que não pode ser esquecido…
(imagem posta à disposição na NET e roubada “gentilmente” por mim…)
O fotógrafo Jean-François Largot registou cenas de uma leoa resgatando o filhote à beira de um precipício em Masai Mara, no Quénia, em Agosto de 2011.
Apesar de este spot ser da multinacional P&G (dona do Tide, do Ariel e do Fairy, só para referir algumas das dezenas de marcas), patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Londres, apesar de o seu vice-presidente de marketing para a Europa Ocidental ter afirmado que o investimento da empresa tem de pagar-se a si próprio, e pagar-se generosamente, de outro modo não o faríamos (de outro modo seriam otários, claro…), a mensagem que passa é emocionante e deixa as mães de lágrima ao canto do olho…Quem não incentiva um filho a triunfar, quem não apoia um filho para que venha a ser, seja qual for o seu projecto de vida, um vencedor no futuro?
Motivação + Reconhecimento = Resultados
Como não há motivação… e, hoje em dia, manifestar reconhecimento em relação aos colaboradores é muito raro, para não dizer inexistente, o burro “amarrou o burro” e já lá não vai nem com chibatadas…
23 de Abril, dia mundial do livro. Vejam esta animação, produzida pela Moonbot Studios, profundamente sensível da vida que os livros ganham e carregam. Vida e leitura transitam juntos atravessando a existência daqueles que lidam com eles e os deixam pousar em si mesmos e que se encantam em lhes dar vida, seja pela leitura ou pela escrita.
É um prazer ouvir…
Con te partirò, su navi per mari che, io lo so, no, no, non esistono più,
it's time to say goodbye.
Li um artigo de opinião de Eduardo Paz Ferreira, no Jornal de Negócios, glosando o tema Portugal e a Europa avançam qual "Titanic" para o naufrágio.
Avanço desde já dizendo que não vou debruçar-me sobre este assunto porque, além de não ter nada a acrescentar ao acertado texto, não tenho bagagem para dissertar sobre a matéria. Vou, portanto, apenas apreciar um pequeno excerto em que ele evoca a tragédia do unsinkable Titanic. Dizia Paz Ferreira “Aquilo que me inquieta e desafia é, de facto, a indagação sobre o que faz o fascínio do tema Titanic. Com o maior respeito pelas poucas mais de mil e quinhentas pessoas que faleceram no desastre, não consigo deixar de recordar – e em que quantidade, infelizmente – muitos outros acontecimentos bem mais trágicos e destruidores de vidas humanas, que não merecem a mesma atenção e, desde logo, o naufrágio do "Lusitânia", atingido por um submarino alemão três anos depois.
Provavelmente que a explicação, muitas vezes adiantada, de que o interesse é devido ao facto de o desastre corresponder a uma demonstração de, que sempre que o homem proclama a invencibilidade de um engenho seu, a natureza ou as divindades tratam de o reconduzir à sua verdadeira dimensão, tem alguma razão de ser.”
Quem tem a caturrice, coragem e pachorra de me ir lendo e passar por aqui (bem hajam, como diria o empregado da pastelaria Astro na Av. Guerra Junqueiro, em Lisboa…) está careca de saber que eu sou uma eterna apaixonada do transatlântico RMS Titanic, da White Star Line, e do RMS Lusitania, um navio da Cunard Line. Quem me conhece bem sabe que esta paixão tem algo de lunático e, porque não confessá-lo, de maníaco. Também atraído por estas questões, o meu amigo JMC dizia-me, há pouco tempo, que este interesse por naufrágios seria, claramente, objecto de estudo e análise por parte de Freud… (não confundam com um case study porque eu não sou uma ferramenta de marketing nem tão-pouco uma história de sucesso…).
Pegando na convincente teoria freudiana que comparou o psiquismo humano a um icebergue, e sabendo nós que a sua parte visível corresponde ao consciente e a parte submersa, que não se vê e é maior, ao inconsciente, cabendo-lhe um papel determinante no comportamento, deduzo que inconscientemente sou maluca...
Quando Eduardo Paz Ferreira confronta os dois trágicos naufrágios declarando que o desastre do Lusitania nunca mereceu a devida atenção, tem manifestamente razão, mas faltou-lhe mencionar que o dramático naufrágio do Titanic, o gigante dos mares, foi amplamente divulgado por ser um navio supostamente inafundável, naufragou na viagem inaugural sem ter chegado ao seu destino e tudo isto aconteceu em tempo de paz…
Por que razão não esquecemos o Titanic? Para o historiador e pesquisador inglês Tim Maltin“o Titanic é a tragédia perfeita: o homem tentou controlar o universo, mas viu que a sua grandeza não é total. Até a mais avançada tecnologia pode ser dobrada por um vasto universo que nunca entenderemos completamente.”
Cem anos depois, o fascínio mundial sobrevive…
Lamentavelmente tenho que confessar que a minha cultura literária é exígua e quando tento ler as crónicas de António Lobo Antunes na revista Visão, sinto-me particularmente pateta porque não consigo “decifrar” a sua escrita. Esta, talvez por ser um bocado à margem do seu estilo, é de fácil leitura, assim para gentinha como eu…
Nação valente e imortal (António Lobo Antunes – revista Visão)
Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal-agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.
Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.
Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia-miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.
Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.
Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.
Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.
Cem anos após o naufrágio do "Titanic" foram vários os canais de televisão que recordaram a tragédia com vários documentários, todos eles bastante recentes. No entanto, na minha opinião, só um deles trouxe, através do historiador Tim Maltin, uma nova luz ao desastre e revela a verdadeira causa da tragédia. Para todos aqueles que, como eu, se sentem cativados por este funesto acontecimento, e caso não tenham visto, não percam este insólito documentário da National Geographic: Titanic 100 Years: Case Closed.
Uma teoria nova e revolucionária.
Paris-Telheiras (por João Quadros in Negócios Online)
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti… Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano. Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras… fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
Google mostra em vídeo um dia com óculos de realidade aumentada.
(Exame Informática)
O projeto tinha sido revelado em fevereiro, mas só agora a Google divulgou um vídeo onde mostra um dia rotineiro de um utilizador dos novos óculos com realidade aumentada. Pelo vídeo, conseguimos perceber que o utilizador vai poder controlar música, receber direções de orientação, tirar fotografias, dar comandos de voz e fazer videoconferências.
O projeto Google Glass foi revelado em fevereiro, pelo New York Times, mas a Google só agora divulgou este vídeo. O projeto está a ser desenvolvido pela divisão Google X. Ainda não se sabe quando é que os óculos poderão chegar ao mercado.
Em “O Protocolo de Budapeste”, de Adam Lebor, o autor anunciou que se trata de uma obra de ficção, mas acrescentou que se baseia em documentos reais da “intelligence” americana de 1944. “My book’s hero is, of course, a foreign correspondent – what else did you expect?! He discovers that the European Union super-state is a front for a sinister conspiracy hatched in the last days of the Second World War. The Budapest Protocol is fiction, but was inspired by a genuine 1944 US military intelligence report on the Nazi industrialists post-war plans, known as the Red House Report”.
Na edição portuguesa, em 2011, o livro mereceu uma crítica de Filipe Luís na Visão. […] Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redactor do projeto de Constituição europeia. É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.[…]
Uma história de conspiração, sinistra, baseada em documentos de 1944 da “intelligence” dos Estados Unidos que revelam como os líderes nazis planearam um Quarto Reich - não um império militar, mas um económico. Ocupação nazi de Budapeste, Inverno 1944. Os Russos rasgam as linhas alemãs. Miklos Farkas liberta-se do gueto judaico para encontrar comida na sede dos nazis. É-lhe entregue uma cópia roubada do Protocolo Budapeste, detalhando os planos nazis do pós-guerra. Miklos sabe que deve ficar escondido para sempre, se quiser sobreviver.
O livro apresenta Budapeste nos dias actuais. Enquanto a União Europeia lança a campanha de eleição do primeiro Presidente da Europa, Miklos Farkas é brutalmente assassinado. O seu neto jornalista, Alex, põe de lado o seu sofrimento para ir no encalço dos assassinos. Desemaranha-se uma conspiração resfriadora, arraigada nos dias da queda do Reich, aquele que assegurará o domínio económico nazi da Europa - e um plano de um novo Holocausto Cigano.