quinta-feira, 14 de junho de 2012

Saudoso João Villaret

Reparem na letra…

Enviado pelo meu amigo JMC com o seguinte texto: de uma ovelha para outra…negra
Obrigada JM…

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Message in a bottle (70)

A história dos Quatro Porquinhos (por Isabel Stilwell no jornal Destak)

Já nem os contos tradicionais são o que eram. As modernices são tais que a história dos Três Porquinhos, acaba de passar a quatro, como aliás já profetizavam os arrogantes dos nórdicos que inventaram o termos PIGS, para falar dos países (Portugal, Ireland, Greece and Spain), que cantavam em lugar de trabalhar. E por este andar, tarda nada a fábula é sobre uma vara inteira...
Na nova história, continuam a existir porquinhos que cantam e dançam em lugar de construírem casas sólidas e à prova do FMI, porquinhos que até ao dia em que o lobo mau lhes bate à porta, cantam trocistas um «Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau...». O porquinho português negava até 48 horas antes que a casa fosse voar pelo ar, o porquinho grego ainda diz que tem casa quando dorme ao relento e o porquinho espanhol consegue o feito de continuar a jurar que o palacete não vai abaixo, mesmo quando as portas e as janelas saltaram das dobradiças e já só há meio telhado. É claro que estávamos já todos à espera que o porquinho da casinha do lado fizesse tudo para não pertencer ao mesmo bairro, exigindo ser tratado como proprietário de um condomínio de luxo. Ao contrário dos outros porquinhos, que lá vão reconhecendo que talvez pudessem ter investido mais no cimento da estrutura, o porquinho espanhol jura que a casa está de pé, falta-lhe é, momentaneamente, uns cem milhões de trocos para uma caiadela.
A moral desta história reinventada é que todos os meninos que querem ser políticos quando forem grandes devem brincar antes de fazer os TPC, mentir, mesmo quando são apanhados com a boca na botija, e acreditar que por muito fôlego que tenha o lobo mau, há-de haver sempre alguém disposto a passar o cheque para a reconstrução da urbanização.

domingo, 10 de junho de 2012

Gosto...e não se fala mais nisso! (29)

Cadeira

Não é novidade…

… mas vale a pena ver! É bom que se esclareçam as coisas, doa a quem doer…

sábado, 9 de junho de 2012

Deixei de pertencer ao “rebanho”

Pedi para eliminar permanentemente a conta do Facebook. A conta foi desactivada do site e será permanentemente eliminada dentro de alguns dias. Deixei de estar na moda, deixei de pertencer ao “rebanho”, deixei de existir… estou fora!
Quando me registei no fenómeno do Facebook, há mais de um ano, pensei ser uma forma de encontrar amigos de quem há muito tempo não sabia o paradeiro. No entanto, os meses foram passando e só lá ia esporadicamente, algumas vezes, confesso, quase por imposição… Apesar de ter encontrado algumas colegas da instrução primária e do liceu, nunca lhes enviei uma mensagem nem sequer lhes pedi amizade. Porquê? Apercebi-me que exibicionismo, voyeurismo e mexericos, decididamente, não fazem parte do meu mundo, que a minha vida não gira em torno do Facebook, que passo muito bem sem os “gostos”, os toques e os feedbacks imediatos, que a maioria das coisas que por lá se passam são simplesmente desnecessárias ou desinteressantes, que não quero que me desejem uma boa viagem para a Cochinchina, que não quero que comentem a minha viagem à Cochinchina, que não gosto que me dêem os parabéns através de uma rede social, que não quero estar na moda, que não me interessa mostrar que sou culta, que não quero pertencer à “gente gira, fresca e leve”, enfim, que não quero fazer parte da carneirada… Minutos antes de pedir a eliminação permanente da conta fiz três perguntas a mim própria: “Sendo o Facebook uma forma de encontrar velhos conhecidos, por que razão só eu ansiava pelo reencontro? Por que razões não me tentaram encontrar? Será que eu iria gostar de reencontrar essas pessoas que fizeram parte da minha infância e da minha adolescência? As respostas que dei a mim mesma foram esclarecedoras. Se for vontade do acaso encontrá-los-ei por aqui ou por aí, como já aconteceu. Os outros, os meus verdadeiros amigos, sabem onde moro e têm o meu número de telefone…
Deixei de pertencer ao “rebanho”, sou uma ovelha negra, mas sempre ouvi dizer que uma ovelha negra não estraga o rebanho.

ovelha negra
Deixei de pertencer ao “rebanho” e estou radiante!

(imagem doada, via e-mail, pelo meu amigo JMC)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O segredo…

… é a alma do negócio!

Como não me considero uma pessoa importante, não sou indispensável, não publico nada de útil para a sociedade, nem tenho um magote de seguidores fiéis que sentem a minha falta assim que estou uns dias sem aparecer por aqui a dar um ar da minha graça, posso perfeitamente dar-me ao luxo de preguiçar, isto, para não falar da imaginação, que anda pela rua da amargura… Ou meti os pensamentos numa máquina trituradora e ficaram de tal forma moídos que não sai nada de jeito ou os neurónios ficaram “estacionados” demasiado tempo, excederam o prazo limite e foram bloqueados pelos zelosos funcionários da Emel…
Dizia o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Lisboa, Mário Simões, num Simpósio que decorreu em Março deste ano, que 90 por cento dos nossos sonhos são uma grande central de tratamento do lixo do dia-a-dia, para no dia seguinte termos novas ideias. Talvez seja por este motivo que as minhas ideias estão numa confusão, desarrumadas e salgalhadas. Não sonho, o lixo acumula-se, a lixeira aumenta e não consigo ter ideias novas…
Aproveitando esta mixórdia de ideias e a lixeira mental, dediquei-me exclusivamente aos negócios que, ironicamente, correm de vento em popa. Comecei a vender livros, que deixam de me interessar e que não faço questão de manter nas prateleiras cá de casa, no site Leilões, e o dinheiro arrecadado vai dando para pagar despesas imprevistas e previstas, como o IMI…
Estou de tal maneira empenhada (ainda não me refiro a endividada…mas sim a dedicada…) que faço todas as diligências para que os compradores fiquem satisfeitos e, até hoje, só tenho tido feedbacks lisonjeiros… O segredo do meu negócio? Seriedade!

domingo, 3 de junho de 2012

Crime e castigo

Depois do crime, o castigo! E a foto da vergonha para a posteridade…

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Memórias e Afectos (98)

Ou tenho andado desatenta, o que é perfeitamente verosímil e natural dado que sou pouco observadora, ou estas carrinhas deixaram de se ver por aí…
Será que ao ver esta fui bafejada pela sorte, ou estou a embandeirar em arco sem razão?

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Rixa de gatos…

Nem eu sou Eduardo Mendoza, nem os meus gatos são madrilenos (assim como os lisboetas são “alfacinhas” e os portistas são “tripeiros”, também os habitantes de Madrid são designados por “gatos”…), mas envolveram-se numa briga muito feia. Pareciam dois gatos de rua a provocar desacatos (ou será desagatos?…), rufias de becos mal-afamados, arruaceiros chungas, enfim, a rixa foi de tal forma que a A. levou uma dentada do senhor T. e tive que a levar ao veterinário. Anestesia local, dois agrafos, antibiótico e anti-inflamatório. Para rematar, um corpete elástico que a deixa esterlicadinha, lhe fica a matar…e que terá de usar até tirar os agrafos, ou seja, daqui a oito dias! Quanto ao malfeitor mor, o senhor T., irá usar o corpete como castigo, assim que ela não necessitar dele… Publicarei depois a foto da vergonha…

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domingo, 27 de maio de 2012

Regras de ouro para os pais

Conversar, conversar, conversar. É muito importante estar disponível para o diálogo e por essa via transmitir valores. Os pais não são os melhores amigos dos filhos, mas é importante que estes saibam que podem sempre contar com eles.

Estar atento. E tornar isso bem claro. Se um filho acha que o consegue enganar, é meio caminho andado para tentar...e conseguir.

Estar actualizado. Saber o que é e como funciona o Facebook, o que são as smart shops, quais são as discotecas que eles frequentam, as novas drogas que andam por aí — e mostrar-lhes os perigos.

Impor limites. Toda a gente precisa de balizas, horas para regressar a casa. Rédea a mais pode dar mau resultado.

Conhecer os amigos dos filhos. Comunicar com os pais deles, quando há combinações em casa uns dos outros. Assim eles sabem que há um mínimo de informação partilhada.

sábado, 26 de maio de 2012

Livros e Mar: eis o meu elemento! (60)

Interrompi a leitura de “O Museu da Inocência” para ler um livro, comprado nos leilões da Internet, muito divulgado na altura da 1ª edição em Outubro de 2010.
Suspendi a leitura de uma “inocência” pura e eloquente para um “mergulho de apneia” em “O Fim da Inocência”, livro que relata a história verdadeira e impressionante vivida por um grupo de amigos dos 12 aos 18 anos. Festas loucas, orgias, conversas em chats com desconhecidos, páginas do Facebook para marcação de sexo, visionamento de pornografia em casa de amigos, drogas, álcool e sexo, muito sexo… De cortar a respiração!
A jovem que contou a sua história a Francisco Salgueiro é uma adolescente da classe média alta, estudante num dos melhores colégios privados. Tem hoje 19 ou 20 anos e vive no Brasil, onde tenta construir uma vida nova. Faço votos para que seja bem-sucedida.
“O Fim da Inocência”, segundo o autor, espelha a vida dos novos adolescentes portugueses. Não estou de acordo. Não podemos generalizar. Poderei ser ingénua, mas, embora saiba que há jovens que têm comportamentos de risco, considero que o que é relatado não é representativo da geração da protagonista e dos amigos. No entanto, como mãe, e sabendo que o relato é verídico, perturbou-me, e fez-me meditar na enorme diferença que existe entre liberdade e libertinagem…
Um livro forte, chocante, brutal, libertino e obsceno. Se aconselho a leitura? Hesito entre o sim e o não…


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Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a Internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.
Uma confissão que não vai deixar ninguém indiferente. Terá coragem de ler?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Eleições na Grécia

Boletim de voto para as próximas eleições na Grécia…

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Catastroika

Catastroika foi realizado pela mesma equipa grega que fez o Dividocracia.
Tem 1 hora e 27 minutos, mas vale a pena ver.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cão em pré-coma alcoólico

A bebida dada por dois brasileiros a um cachorrinho foi tanta que o deixou em pré-coma alcoólico, tendo de ser levado por agentes da polícia para um veterinário que lhe administrou glicose.
Conhecida a história, houve logo quem adoptasse o bicho. E o nome? Whisky.
 
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Livros e Mar: eis o meu elemento! (59)

Nas cento e oitenta e sete páginas de “A hora Má, o Veneno da Madrugada”, Garcia Márquez não conseguiu prender-me, apesar da indiscutível escrita talentosa. Talvez porque o enredo, repleto de censura mordaz à política e à religião, e as personagens corruptas representadas, façam parte de uma realidade social de tal forma generalizada que já não me surpreende nem seduz… Que me perdoe o galardoado Márquez, mas foi uma leitura algo insípida e que me soube a pouco, muito pouco…

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A um povoado perdido na América do Sul chegou a hora má dos camponeses, a hora da desgraça. Certo amanhecer, enquanto o Padre Ángel se prepara para celebrar a missa, ouve-se um tiro na aldeia. Um comerciante de gado, informado da infidelidade da mulher por um papel colado na porta da sua casa, acaba de matar o seu presumível amante. É um dos pasquins anónimos cravados durante a madrugada nas portas das casas, que não são panfletos políticos mas apenas denúncias sobre a vida privada dos cidadãos, e que nada revelam que não seja do conhecimento de todos há algum tempo. São os velhos boatos que agora se tornam públicos: traições amorosas e políticas, assassinatos, segredos de família envolvendo filhos bastardos e romances escusos. Todos se sentem atingidos e ameaçados, dos cidadãos mais eminentes aos mais humildes. Todos parecem ter algo a esconder e a revelar. Qualquer habitante pode ser o autor dos bilhetes ou a próxima vítima.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Livros e Mar: eis o meu elemento! (58)

"Os Ladrões de Cisnes" de Elizabeth Kostova é um romance intenso, muito pormenorizado e longo, razão pela qual não é de fácil leitura. Confesso que as últimas páginas foram lidas já com alguma dificuldade pois estava um bocado entediada. Depois de nos brindar com descrições poéticas, segredos, paixões e personagens inspiradoras e fortes, a autora traçou um desenlace que me desiludiu. Não por ter um desfecho menos tradicional, mas porque me pareceu um final menos cuidado, repentino. A narrativa é demasiado rica para acabar de forma tão desconsolada…
 
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O psiquiatra Andrew Marlow tem uma vida pacata e organizada, compensando a solidão com a dedicação ao trabalho e ao passatempo da pintura. Esta ordem é destruída quando o célebre e carismático pintor Robert Oliver ataca um quadro na Galeria Nacional e se torna seu paciente.
Internado numa instituição psiquiátrica, o pintor remete-se ao silêncio absoluto e recusa-se a revelar as razões que o levaram a atacar a obra de arte que retrata o corpo nu de uma mulher subjugada por um grande cisne branco. A única coisa que Oliver faz é desenhar repetidamente a figura misteriosa de uma bela mulher vestida à moda do período vitoriano.
Desesperado por compreender o segredo que atormenta o génio, o psiquiatra embarca numa viagem que o leva a conhecer as mulheres da vida de Oliver e a descobrir um trágico segredo esquecido há mais de cem anos. À entrada do labirinto, Marlow não sabe ainda que também ele será acometido por uma estranha obsessão.

domingo, 20 de maio de 2012

Sinais de amizade…

… da minha sobrinha R., que, sabendo o quanto eu gostava de ter este livro de Jorge de Sena, mas não o comprava por ser demasiado caro, me presenteou! Atenta às minhas preferências e gostos, só pode ser uma pessoa que me quer bem… Obrigada!

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sábado, 19 de maio de 2012

Memórias e Afectos (98)

Uma série que eu acompanhava com entusiasmo no tempo em que era feliz e não sabia…

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O inferno do meu descontentamento

Estou, qual Orlando, furiosa! Ocorrem-me, assim de repente, duas frases para qualificar o procedimento desigual, injusto, parcial, indefensável e imoral para com os empregados dentro de um mesmo organismo, seja privado, público, nacional ou multinacional. São elas: “ou há moralidade ou comem todos”, velha e sábia frase, e “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”, notável frase do romance metafórico “Animal Farm” (O Triunfo dos Porcos) do escritor inglês George Orwell.
Dentro de uma organização, os empregados, mesmo com trabalhos diferenciados, têm o mesmo compromisso para com a empresa e, como tal, deveriam ser tratados de igual forma. Lamentavelmente, isso nem sempre acontece, há quem tenha um estatuto diferente e, curiosamente, muitas vezes as chefias têm mais consideração pelos funcionários que fogem habilmente às responsabilidades e ao trabalho (quando digo “fogem” é no sentido literal da palavra…), ou seja, os gazeteiros!
Hoje, mais uma vez, senti-me alvo de tratamento injusto. O comportamento dos dirigentes e as suas acções, que valem mais do que as palavras, entristece-me e dá-me vontade de “meter a boca no trombone”. Será que não há por aí um curso do tipo “Como se tornar baldas e agradar ao seu chefe”? Conheço algumas pessoas que, com o seu espírito de dedicação à balda e um óptimo curriculum vitae, dariam excelentes formadoras…
A moral é filha da justiça e da consciência, é uma religião universal. Isto é tão evidente que me apetece terminar com uma frase à La Palisse (ou Palice): Todos os animais são iguais, salvo as diferenças que possam existir entre eles…

A Espiga da Ascensão…

… ou a ascensão da espiga?
Penso que o dia da espiga já passou a ano da espiga…

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Memórias e Afectos (97)

Quando, na década de 60, Pepe Legal e o seu ajudante Babalu, um burrinho mexicano, zelavam pela lei e mantinham a ordem no velho oeste… E não se esqueça disso!... Doces lembranças…


sábado, 12 de maio de 2012

Festa Brava

Não, não foi o aniversário de uma tartaruga. Foi mais uma tertúlia taurina onde estiveram presentes os suspeitos do costume…

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Deprimente…

Esta notícia é deprimente. Não por ser o Benfica. É triste pensar que o que de mais relevante possam ter na vida seja um clube de futebol. Julgo que é uma passagem pela vida completamente oca, pobre e sem sentido, mas eles lá sabem…

O SL Benfica assinou um protocolo com uma agência funerária para que os sócios do clube da Luz possam usufruir de funerais com serviço personalizado com a temática benfiquista.
Segundo adianta o Diário de Notícias, os sócios dos SL Benfica vão ter um desconto de 12,5% nos serviços funerários da Servilusa e poderão contar ainda com uma cerimónia personalizada que pode ir de uma urna ornamentada com elementos do clube da Luz à hipótese de fazer soar o próprio hino do Benfica no funeral.
Para o diretor-geral adjunto da Servilusa, Paulo Carreira, a paixão futebolística é algo que move muitas pessoas e faz todo o sentido que muitos queiram uma última homenagem com a temática do seu clube.
Em declarações ao DN, Henrique Conceição, diretor da marca SLB, refere que esta parceria «surge de uma necessidade de mercado identificada pela Servilusa e que resulta da vontade e pedido de muitos benfiquistas em ter elementos alusivos ao clube nas cerimónias fúnebres, inclusive nas próprias urnas».

Message in a bottle (69)

(Maria, empregada de Cavaco Silva, no jornal Destak)
 
Não há dia que o Dr. José Seguro não telefone ao senhor Presidente a queixar-se que o Dr. Passos Coelho não o deixa crescer. E não há dia que o senhor primeiro-ministro não telefone ao senhor Presidente a queixar-se que o secretário-geral do PS não o deixa diminuir.
Eu a limpar o pó da secretária do senhor Presidente e a ouvir estas coisas todos os dias. Só me arrelia. A mim e ao senhor professor Cavaco e Silva. Ainda por cima agora que estamos os dois concentrados nas comendas para o 10 de Junho. O senhor Presidente atarefadíssimo a tentar encontrar alguém que ainda não tenha sido condecorado (o engenheiro Sócrates não conta) e eu a costurar as fitas.
Estão a desconcentrar o senhor Presidente com essa história do crescimento. Um país tão pequenino e sempre com esta mania de querer ser crescido. Safa! Eu não percebi se o que querem são políticas de crescimento ou crescimento de políticas!É que nestes 40 anos que estou no palácio tenho visto muitas políticas a crescer e poucas políticas de crescimento. E sempre que um político fala de crescimento pergunto logo: quanto é que os meus impostos vão crescer para pagar as políticas de crescimento?
Aqui há dias expliquei ao senhor presidente que isto é como quando faço as “Pescadinhas de Rabo na Boca”. O segredo está em pôr mais sal e não sal a mais!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Europa totalitária?

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ou Europe, the final countdown?…

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Memórias e Afectos (96)

Hoje é o meu aniversário. Neste dia chuvoso e taciturno fui contemplada com um presente único que, não só me fez extraordinariamente feliz, mas também teve o dom de transformar um dia cerrado num dia luminoso e lindo…
Recordar a minha infância é sempre compensador, mas estava longe de imaginar que o meu primo J. me fizesse esta enorme surpresa. Embora já tivéssemos conversado sobre a planta da saudosa casa do nosso avô R., apesar de o J. ter, inclusivamente, feito um esboço, julguei que o assunto tivesse caído no esquecimento, pois são tantos os afazeres que algumas coisas vão ficando para trás, geralmente aquelas que nos dão verdadeiro prazer.
Hoje é o meu aniversário. Hoje fui contemplada com um presente único. O meu primo enviou-me uma “obra-primo”, a planta de localização e a planta da casa do avô R., nas Caldas da Rainha, onde passámos uma parte da infância, as férias grandes, e onde nos sentimos afortunados por termos um avô fantástico…
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Vagueei pelas divisões com a mesma segurança de antigamente e passeei no quintal com a mesma vontade de subir à nogueira… Era no magnífico quintal que brincávamos despreocupados e os meus primos cortavam as caudas às lagartixas para as ver a abanar sozinhas, era no quintal que a madrinha dava de comer às galinhas e aos coelhos e o avô fazia girar a roda da bomba de água para, julgo eu, “alimentar” o depósito da casa (a minha mãe desmente, diz que era apenas para regar o quintal...). Era na marquise que dormitavam enroscados o T. e o R. e o avô engraxava os sapatos da família toda, era a porta de acesso ao sótão que me metia medo, era nos arrumos que o avô guardava a caçadeira (nesse tempo nenhum de nós se atrevia a mexer-lhe…). Era na sala que passávamos algumas tardes a jogar à berlinda, era no quarto dos avós que nos deitávamos à noite e pedíamos uma história…
Isto, na altura em que me chamavam “princesa”, o sorriso era fácil, não tinha inquietações, as lembranças eram curtas, os sonhos imensos, não sabia o que era saudade e o tempo passava devagar…
(Obrigada J. pelo delicioso presente…)

Inesquecível

Um dos acontecimentos sombrios da história da humanidade que não pode ser esquecido…

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(imagem posta à disposição na NET e roubada “gentilmente” por mim…)

domingo, 6 de maio de 2012

Mãe é mãe…

O fotógrafo Jean-François Largot registou cenas de uma leoa resgatando o filhote à beira de um precipício em Masai Mara, no Quénia, em Agosto de 2011.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Best Friend

If one day you lose everything, that day you will know how many real friends you have…

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terça-feira, 1 de maio de 2012

O melhor de Portugal…

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Sem papas na língua…

A clareza de raciocínio em mais uma entrevista de Maria Filomena Mónica.

Memórias e Afectos (95)

Impossível não rir de mim própria! Sempre tive uma queda natural para o desenho, um enorme sentido das proporções… Reparem na harmonia dimensional, na combinação agradável das cores. E que dizer do poder sucinto das redacções? Brilhante, não acham?… Já nesse tempo eu tinha uma extraordinária preocupação com as vírgulas, destacando-as bem para não dar azo a confusões. Um erro na prova de ortografia, mas caramba… com tamanha ligeireza dos pintainhos, que parecem umas avionetas, qualquer um ficava atordoado… Na aritmética, não sendo uma barra, ia “segurando a barra”…
  
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domingo, 29 de abril de 2012

Sem rodeios

Não consigo ajuizar as notícias assim que são do conhecimento público. Fico a digerir a informação e quando tenho tempo para opinar ou me falta a vontade ou deixou de ser oportuno falar no assunto. Como está na moda dizer-se, “é uma questão de timing”. Desta vez, porém, mesmo sendo inoportuno, vou opinar, embora tenham que levar uma seca antes de chegar à notícia propriamente dita…Utilizo para postar, por sugestão da minha filha A e agora por sistema, o Windows Live Writer. Trouxe-me algumas vantagens em relação às colocações directas no blogger porque é dotado de uma maleabilidade que torna tudo mais fluído. Quando começo um texto sei, de antemão, que demorarei três ou quatro dias a escrevê-lo. Ou não gosto do início, ou não me agrada a forma como me exprimo, ou não aprecio a linguagem, ou escrevo o texto de novo, enfim, tento ser purista (não quer dizer que seja bem-sucedida…) e, por vezes, tenho mesmo uma revisora de provas! Como não sou perita em gramática (se o meu avô J.J. lesse isto…) e escrevo de ouvido… tenho receio de dar umas calinadas na pontuação e é aí que entra a minha revisora para que não existam ou faltem vírgulas. É ou não verdade que uma despretensiosa vírgula colocada no sítio errado pode mudar o sentido do texto ou da frase? Ainda há dias publiquei um excerto de uma crónica e só não corrigi as vírgulas porque eticamente me sinto obrigada a transcrevê-lo sic, isto é, exactamente como foi escrito. Do mesmo modo que engalinho com frases gramaticalmente mal construídas também me abespinho com algumas “preciosidades” da língua portuguesa que se espalharam rapidamente entre nós como uma epidemia. É o caso da troca do “há” pelo “á” e o “a” sozinho com acento agudo e não grave. Trocam o “há” do verbo “haver” por uma coisa que não existe na língua portuguesa porque o “a” sozinho nunca tem acento agudo, é totalmente incorrecto. Vamos á feira? E o acento grave, ficou onde? Debaixo das saias da avozinha? É grave!... Á conquilhas? Á bifanas? Será porque o “h” é mudo? A malta não o ouve e, pela calada, ignora-o totalmente. Então, porque cargas d’água não escrevem “ipermercado”, “omem”, “oje”, “ospital”? Nem sei como rotular isto, se (h)ilariante ou (h)eresia, mas que eu fico a (h)iperventilar, fico…Estas “pérolas” da nossa língua não ficam por aqui. Rezo ao eloquente São Francisco de Sales para que as pessoas não escrevam como falam porque oiço tanta patacoada… “Leva-zo” em vez de “leva-o” ou “leva-lo”; “puze-o” em vez de “pu-lo”. Enfim, todos sabemos que “herrar é umano”… “poriço” não vou alongar-me mais até porque já divaguei o suficiente, mas lá diz o ditado “a divagar se vai ao longe”…

Notícia: Durante uma conferência de imprensa, o ministro da Educação e Ciência anunciou que, a partir de 2013, os alunos do 4.º ano vão passar a ter exames que contarão para a nota final. Inicialmente terão um peso de 25% e no ano seguinte a ponderação será de 30%.

Li alguns comentários à notícia e fiquei estupefacta! Desde dizerem que ainda as crianças não sabem quase falar e andar e já estão com exames em cima, passando pelos problemas de pressão e ansiedade a que os miúdos são submetidos, que não é saudável, até chamar à baila a recriação da Mocidade Portuguesa, as coisas mais descabidas foram escritas. Não li todos, mas calculo que também terão dito que é traumatizante…
Os obstáculos fazem parte da vida, há que ultrapassá-los, tornam-nos mais fortes. Podemos comparar a nossa vida a uma corrida com barreiras ou com obstáculos ao longo do percurso. Há quem passe sem as derrubar, mas até mesmo um bom “atleta” encontra, numa ocasião ou noutra, dificuldades na corrida. Ora, se retirarmos os obstáculos no início do percurso e os colocarmos numa etapa mais avançada da vida, acabamos por aprender da pior maneira, ou seja, é tarde, faltámos ao treino inicial. Do meu ponto de vista, não faz mal nenhum à criança passar pela tensão de um exame, pela preocupação e incerteza, porque ao longo da vida vai passar por um indeterminado número de situações de pressão e será benéfico que vá treinando porque é o treino que, ao criar um hábito, faz reduzir o stress. No futuro estarão mais aptos para enfrentar as adversidades que encontrem pelo caminho.
Como já o disse, num outro “post”, passei por 3 exames na instrução primária, exame da 4ª classe, exame de admissão às escolas técnicas (na Pedro de Santarém) e exame de admissão ao liceu (na Marquesa de Alorna). Todos com provas escritas e orais! Durante os anos seguintes passei por mais exames. Em todos me esforcei, todos me apoquentaram. Todos me fizeram crescer, nenhum deles me deixou marcas, nenhum deles me traumatizou, e não houve um único momento em que tivesse passado pela cabeça dos meus pais, ou pela minha, que eu fosse vítima de um sistema de ensino retrógrado ou tal facto reprimisse o meu crescimento saudável e natural.
Havia um sketch num programa do Jô Soares (Planeta dos Homens ou Viva o Gordo) em que um dos intervenientes perguntava posso falar o que eu acho? e o outro respondia pode... mas fala baixo! Pois eu falei alto, ou melhor, escrevi o que eu penso sem rodeios, e estou-me nas tintas para quem, como algumas figuras ilustres do país, pensar que isto é um recuo no ensino, um regresso ao passado, uma coisa do tempo do Estado Novo…

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O amor vence barreiras…

Apesar de este spot ser da multinacional P&G (dona do Tide, do Ariel e do Fairy, só para referir algumas das dezenas de marcas), patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Londres, apesar de o seu vice-presidente de marketing para a Europa Ocidental ter afirmado que o investimento da empresa tem de pagar-se a si próprio, e pagar-se generosamente, de outro modo não o faríamos (de outro modo seriam otários, claro…), a mensagem que passa é emocionante e deixa as mães de lágrima ao canto do olho…Quem não incentiva um filho a triunfar, quem não apoia um filho para que venha a ser, seja qual for o seu projecto de vida, um vencedor no futuro?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Princípio da Cenoura

Motivação + Reconhecimento = Resultados

Como não há motivação… e, hoje em dia, manifestar reconhecimento em relação aos colaboradores é muito raro, para não dizer inexistente, o burro “amarrou o burro” e já lá não vai nem com chibatadas…

BURRO

terça-feira, 24 de abril de 2012

Um homem de esquerda…

… que, no meu entendimento, me parecia ser um homem às direitas…
Apesar de não ter afinidades com a identidade ideológica do Bloco de Esquerda aqui fica o meu reconhecimento ao Miguel Portas que me conduziu, através de belíssimos documentários históricos, até terras da Tanzânia, Zanzibar, Moçambique, Etiópia, Iémen e Índia, assim como pelas fantásticas histórias do Mediterrâneo.
Em 2010, num convite feito pela TSF, Miguel Portas divulgou a sua playlist. A última música escolhida foi da banda de rock The Doors intitulada The End

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Os fantásticos livros voadores

23 de Abril, dia mundial do livro. Vejam esta animação, produzida pela Moonbot Studios, profundamente sensível da vida que os livros ganham e carregam. Vida e leitura transitam juntos atravessando a existência daqueles que lidam com eles e os deixam pousar em si mesmos e que se encantam em lhes dar vida, seja pela leitura ou pela escrita.

the-fantastic-flying-books

sábado, 21 de abril de 2012

Let's look at the trailer (26)

“Amigos Improváveis” (Intouchables) é uma comédia brilhante! Este filme, sobre a relação invulgar entre um tetraplégico (François Cluzet) e o ex-delinquente (Omar Sy) que trata dele, tornou-se a segunda película francesa mais vista de sempre.
Omar Sy foi uma agradável surpresa e agora entendo porque conseguiu arrebatar o César de Melhor Actor ao grande favorito Jean Dujardin na 37ª cerimónia de entrega dos prémios do cinema francês.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A minha onda (35)

É um prazer ouvir…

Con te partirò, su navi per mari che, io lo so, no, no, non esistono più,
it's time to say goodbye.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A (minha) mania das grandezas…

Li um artigo de opinião de Eduardo Paz Ferreira, no Jornal de Negócios, glosando o tema Portugal e a Europa avançam qual "Titanic" para o naufrágio.
Avanço desde já dizendo que não vou debruçar-me sobre este assunto porque, além de não ter nada a acrescentar ao acertado texto, não tenho bagagem para dissertar sobre a matéria. Vou, portanto, apenas apreciar um pequeno excerto em que ele evoca a tragédia do unsinkable Titanic. Dizia Paz Ferreira “Aquilo que me inquieta e desafia é, de facto, a indagação sobre o que faz o fascínio do tema Titanic. Com o maior respeito pelas poucas mais de mil e quinhentas pessoas que faleceram no desastre, não consigo deixar de recordar – e em que quantidade, infelizmente – muitos outros acontecimentos bem mais trágicos e destruidores de vidas humanas, que não merecem a mesma atenção e, desde logo, o naufrágio do "Lusitânia", atingido por um submarino alemão três anos depois.
Provavelmente que a explicação, muitas vezes adiantada, de que o interesse é devido ao facto de o desastre corresponder a uma demonstração de, que sempre que o homem proclama a invencibilidade de um engenho seu, a natureza ou as divindades tratam de o reconduzir à sua verdadeira dimensão, tem alguma razão de ser.”
Quem tem a caturrice, coragem e pachorra de me ir lendo e passar por aqui (bem hajam, como diria o empregado da pastelaria Astro na Av. Guerra Junqueiro, em Lisboa…) está careca de saber que eu sou uma eterna apaixonada do transatlântico RMS Titanic, da White Star Line, e do RMS Lusitania, um navio da Cunard Line. Quem me conhece bem sabe que esta paixão tem algo de lunático e, porque não confessá-lo, de maníaco. Também atraído por estas questões, o meu amigo JMC dizia-me, há pouco tempo, que este interesse por naufrágios seria, claramente, objecto de estudo e análise por parte de Freud… (não confundam com um case study porque eu não sou uma ferramenta de marketing nem tão-pouco uma história de sucesso…).
Pegando na convincente teoria freudiana que comparou o psiquismo humano a um icebergue, e sabendo nós que a sua parte visível corresponde ao consciente e a parte submersa, que não se vê e é maior, ao inconsciente, cabendo-lhe um papel determinante no comportamento, deduzo que inconscientemente sou maluca...
Quando Eduardo Paz Ferreira confronta os dois trágicos naufrágios declarando que o desastre do Lusitania nunca mereceu a devida atenção, tem manifestamente razão, mas faltou-lhe mencionar que o dramático naufrágio do Titanic, o gigante dos mares, foi amplamente divulgado por ser um navio supostamente inafundável, naufragou na viagem inaugural sem ter chegado ao seu destino e tudo isto aconteceu em tempo de paz…
Por que razão não esquecemos o Titanic? Para o historiador e pesquisador inglês Tim Maltin“o Titanic é a tragédia perfeita: o homem tentou controlar o universo, mas viu que a sua grandeza não é total. Até a mais avançada tecnologia pode ser dobrada por um vasto universo que nunca entenderemos completamente.”
Cem anos depois, o fascínio mundial sobrevive…

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Message in a bottle (68)

Lamentavelmente tenho que confessar que a minha cultura literária é exígua e quando tento ler as crónicas de António Lobo Antunes na revista Visão, sinto-me particularmente pateta porque não consigo “decifrar” a sua escrita. Esta, talvez por ser um bocado à margem do seu estilo, é de fácil leitura, assim para gentinha como eu…

Nação valente e imortal (António Lobo Antunes – revista Visão)

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal-agradecidos, protestamos. Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.
O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade às vezes é hereditário, dúzias deles.
Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.
Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia-miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade. As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente.
Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente, indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos. Vale e Azevedo para os Jerónimos, já! Loureiro para o Panteão, já! Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já! Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha. Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos por, como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar de D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano.
Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos.Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.
Abaixo o Bem-Estar. Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval. Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros.
Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos um aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

Case Closed

Cem anos após o naufrágio do "Titanic" foram vários os canais de televisão que recordaram a tragédia com vários documentários, todos eles bastante recentes. No entanto, na minha opinião, só um deles trouxe, através do historiador Tim Maltin, uma nova luz ao desastre e revela a verdadeira causa da tragédia. Para todos aqueles que, como eu, se sentem cativados por este funesto acontecimento, e caso não tenham visto, não percam este insólito documentário da National Geographic: Titanic 100 Years: Case Closed. 
Uma teoria nova e revolucionária.

terça-feira, 10 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Blá, blá, blá…

Devido  à velocidade da luz ser superior à do som, algumas  pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos…

Blá_blá

sábado, 7 de abril de 2012

Message in a bottle (67)

Paris-Telheiras (por João Quadros in Negócios Online)

"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."

Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti… Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano. Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras… fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Project Glass

Google mostra em vídeo um dia com óculos de realidade aumentada.
(Exame Informática)

O projeto tinha sido revelado em fevereiro, mas só agora a Google divulgou um vídeo onde mostra um dia rotineiro de um utilizador dos novos óculos com realidade aumentada. Pelo vídeo, conseguimos perceber que o utilizador vai poder controlar música, receber direções de orientação, tirar fotografias, dar comandos de voz e fazer videoconferências.

O projeto Google Glass foi revelado em fevereiro, pelo New York Times, mas a Google só agora divulgou este vídeo. O projeto está a ser desenvolvido pela divisão Google X. Ainda não se sabe quando é que os óculos poderão chegar ao mercado.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Leitura obrigatória

Em “O Protocolo de Budapeste”, de Adam Lebor, o autor anunciou que se trata de uma obra de ficção, mas acrescentou que se baseia em documentos reais da “intelligence” americana de 1944. “My book’s hero is, of course, a foreign correspondent – what else did you expect?! He discovers that the European Union super-state is a front for a sinister conspiracy hatched in the last days of the Second World War. The Budapest Protocol is fiction, but was inspired by a genuine 1944 US military intelligence report on the Nazi industrialists post-war plans, known as the Red House Report”.

Na edição portuguesa, em 2011, o livro mereceu uma crítica de Filipe Luís na Visão. […] Adam Lebor não é português - nem a narração da sua trama se desenvolve cá. Mas os pontos de contacto com a realidade são irresistíveis. Aliás, "não é muito inteligente imaginar que numa casa tão apinhada como a Europa, uma comunidade de povos seja capaz de manter diferentes sistemas legais e diferentes conceitos legais durante muito tempo." Quem disse isto foi Adolf Hitler. A pax germânica seria o destino de "um continente em paz, livre das suas barreiras e obstáculos, onde a história e a geografia se encontram, finalmente, reconciliadas" - palavras de Giscard d'Estaing, redactor do projeto de Constituição europeia. É um facto que a Europa aparenta estar em paz. Mas a guerra pode ter já recomeçado.[…]

PB

Uma história de conspiração, sinistra, baseada em documentos de 1944 da “intelligence” dos Estados Unidos que revelam como os líderes nazis planearam um Quarto Reich - não um império militar, mas um económico. Ocupação nazi de Budapeste, Inverno 1944. Os Russos rasgam as linhas alemãs. Miklos Farkas liberta-se do gueto judaico para encontrar comida na sede dos nazis. É-lhe entregue uma cópia roubada do Protocolo Budapeste, detalhando os planos nazis do pós-guerra. Miklos sabe que deve ficar escondido para sempre, se quiser sobreviver.
O livro apresenta Budapeste nos dias actuais. Enquanto a União Europeia lança a campanha de eleição do primeiro Presidente da Europa, Miklos Farkas é brutalmente assassinado. O seu neto jornalista, Alex, põe de lado o seu sofrimento para ir no encalço dos assassinos. Desemaranha-se uma conspiração resfriadora, arraigada nos dias da queda do Reich, aquele que assegurará o domínio económico nazi da Europa - e um plano de um novo Holocausto Cigano.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Gritar em silêncio…

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Fresquinhos…

Acabadinhos de entrar nas “Outras Marés”.

  • Contribuam para a voz da sociedade civil.
  • Percam horas a ver o melhor do marketing de guerrilha.
  • Vagueiem na alma destas ruas e deleitem-se com as suas histórias.
  • Descubram o que está dentro, à volta, antes e depois dos livros…