Tudo o que possa ter interesse saber-se sobre aquisição, manutenção, reparação, calibragem, upgrade e tuning de gatos domésticos.
É uma estouvada, mas é uma tontinha muito amorosa. Claro que o senhor T. tem um lugar muito especial no meu coração. Basta ter sido o primeiro gato a entrar nesta casa para ser o principal dono dos meus sentimentos (e ele faz tudo por isso…). No entanto, a gatinha A., loura e burra (como costumamos dizer) também conseguiu cativar-me com as suas marradinhas meigas, e não há dinheiro que pague a felicidade por ela fazer parte desta família.
No início do exame, comecei por ouvir um barulho. Parou. Recomeçou. A intensidade aumentou, assim como o tempo de duração do barulho. Sei, agora, que este ruído pavoroso é criado pelo aumento da corrente eléctrica nos fios dos magnetos gradientes que enfrentam a resistência do campo magnético principal, mas quem diz que isto são sons perfeitamente normais, não sabe do que está a falar… O barulho do aparelho assemelha-se a um martelo pneumático utilizado nas obras!... Comecei a tentar controlar a minha ansiedade de modo a levar o exame até ao fim. Uma tortura! Quinze minutos imóvel, metida no túnel e com o martelo pneumático a ribombar na cabeça! Passei os infindáveis 15 minutos a controlar a respiração e a vontade de apertar o manípulo e sair dali a correr. Uma tortura…talvez comparada à tortura do sono utilizada pela PIDE. Não sei como não se lembraram disto. Impossível passar pelas brasas quanto mais dormir! Se o exame continuasse por mais 15 minutos eu confessava tudo! Parem! Eu confesso! Confesso que roubei uns postais quando andava de mochila às costas! Parem! Confesso que entrava às escondidas no quarto do meu irmão! (ó R. não contes isto ao teu pai…). Confesso que desde os 6 anos que não acredito no Pai Natal nem no Menino Jesus! Confesso e incrimino a família toda… o que é que querem saber? Confesso que o meu pai era um temível explicador de matemática e se irritava com a minha falta de atenção! Confesso que a minha mãe me atirou um chinelo, mas errou a pontaria e acertou no meu irmão! Confesso que o Z. embrulhou o móvel Grundig pick-up com o meu cobertor de estimação!
Muitos e bons momentos que passei a ver estes desenhos animados na década de 60. Dobrados em brasileiro e a preto e branco, claro… Obrigada ao Fred, à Wilma, ao Barney e à Betty (na época ainda não tinham filhos).
A Rua do Passadiço, onde viveu até casar.
Quando saí e olhei para trás, visualizei-o com o seu sorriso terno e a sempre enorme satisfação por me ver. Mas, não passou de um devaneio. A cadeira continuava lá, desocupada… e no escritório reinava o vazio, tal como no meu coração reinava o sentimento de perda…
Tanto a minha mãe como os meus tios foram presenteados com estes vasos coloridos. Ao longo dos anos, os mais bonitos foram-se partindo e presentemente só existe um. Não é dos mais bem “vestidos” (talvez o designer não estivesse muito inspirado…), mas, mesmo fora de moda, mesmo sem o encanto dos outros, afeiçoei-me a ele e gosto de o olhar. Ele compensa-me o afecto, enxergando para além de mim e aquecendo-me o coração… 

As patranhas que nos impingiam...
e a lavagem ao cérebro...
- Quando fores grande hás-de ser boa dona de casa.

Desta vez, as imagens são minhas... excepto a última que foi "gamada" gentilmente na NET (ah, mas a montagem é da minha autoria...).
Claro que o assunto causou polémica, até porque as francesas são magras e são consideradas as mulheres mais elegantes de todas.
No fundo, a revista Elle apenas quis provar como uma mulher com medidas normais, ou mais avantajadas, pode ser igualmente bela. E conseguiu. Tara Lynn, gordinha, é realmente sexy e muito vistosa.
Para terem uma ideia do avanço da tendência desta nova onda, os modelos GG também já têm as suas top models mais badaladas. Por exemplo, Fluvia Lacerda é considerada a top das tops no que respeita a modelos plus size.
Convido-vos a ver a inegável beleza feminina desta modelo gordinha que está a fazer sucesso no mundo inteiro e é simples constatar que a moda deixou de ser só para as magrinhas. Podemos ir até mais longe: A gordura reconquistou a formosura. Bye Bye magrinhas.

Pessoalmente, não tenho nenhum problema de massa corporal, o meu verdadeiro problema é a altura… Quando, em tempos, analisei o meu volume versus a minha altura, cheguei à conclusão que não sou gordinha, sou é baixa!... Eh, eh, eh

As coisas tornam-se ainda mais difíceis quando penso que as férias escolares também estão a acabar (Bah! Bleargh!...).
Só de pensar que tenho que “arregaçar as mangas” e voltar à rotina turbulenta, fico com vontade de regressar aos ditosos anos da minha infância e da minha adolescência. Ainda tinha um mês de férias pela frente…
Nascer é um privilégio de quase todos; viver é uma aventura para poucos…
Força Idílio, os colegas estão contigo!
Sigam as aventuras no Bacalhau de Bicicleta com Todos, disponível nas "Outras Marés".
Se tentarem destruir-te por inveja, calúnia,
má-língua, diz que diz, voa mais alto.
Se te criticarem, voa mais alto!
Se cometerem injustiças, voa mais alto!
Lembra-te sempre que esses não resistem
às grandes alturas…

O primeiro livro que li de Haruki Murakami e redundou num verdadeiro fracasso porque não é de leitura fácil e a ocasião escolhida não terá sido a melhor. Neste romance existem dois universos paralelos que se cruzam numa sucessão de acontecimentos bizarros e de uma forma original e inacreditável. Julgo que me perdi um pouco no meio de tanta subjectividade e profundidade, pois o protagonista procura descobrir-se a si próprio, numa busca constante da sua essência. Muitas questões sem resposta que nos deixam na dúvida e nos levam a pensar se o destino e as escolhas que fazemos terão ou não influência nas nossas vidas. Apesar do insucesso, voltarei a ler Murakami.
"Vossa Excelência Chamou", Livros Horizonte, Lisboa, 2.ª ed. 2008
Autor e Ilustrações: Júlio Borja
Tudo o que possa ter interesse saber-se sobre aquisição, manutenção, reparação, calibragem, upgrade e tuning de gatos domésticos.
[…] A questão é de fácil assimilação por qualquer português que no merecido usufruto das suas horas de lazer empastelado frente ao aparelho de televisão tenha já tido, ao longo dos anos, a oportunidade de assistir àqueles filmes de época da BBC em que há sempre uma cena na qual um mordomo cinzentão, com ar pedantolas, responde ao aristocrático tocar de sininho de uma dama de altíssima sociedade […] entrando no salão de visitas da mansão em passo marcial de pinguim emproado, pálpebras a meia-haste e a pergunta sacramental a pairar retoricamente no silêncio da sala, mesmo por baixo do nariz empinado:
“Vossa Excelência chamou…?”
Tá a ver o filme?
Pois, do ponto de vista dos gatos, passa-se exactamente a mesma coisa. Para os gatos, os humanos e os donos em particular são mordomos cinzentões e semi-descartáveis ao seu serviço, dos quais esperam que tomem permanentemente a liberdade de pensar em todas as suas necessidades e caprichos sem que seja sequer necessário chamar-lhes a atenção, até porque eles, gatos, não conseguem fazer tocar sininhos, por mais que se esforcem. […]
[…] Se, posto o que acaba de ser enunciado, ainda sobra ao leitor vontade para se dedicar de alma e coração ao mundo dos gatos, seja bem-vindo, mas não se esqueça em momento algum da regra fundamental do jogo: aí em casa, o meu amigo não passará nunca de um mero mordomo, com tantas hipóteses de ultrapassar o seu bichano na hierarquia social do agregado familiar como um servo da gleba tinha hipóteses, na Idade Média, de aspirar a comprar a pronto um castelo de 24 assoalhadas em condomínio fechado, na Baixa de Lisboa, com canhões em bronze, ponte levadiça com comando à distância, e vista para a Trafaria.[…]
À partida, afigura-se-me que há aqui uma fraude no que diz respeito às categorias. A categoria que dá pelo nome de “resolução de problemas” parece ter sido metida à pressão, tipo bucha para tapar buracos, visto que o exemplo apresentado é já contemplado na categoria “utilidade”. Por outro lado, também os felinos têm atributos nessa matéria pois libertam-nos da nossa energia negativa… Simplificando, parece-me que estariam empatados.
Vejamos, agora, cada categoria canina per se. História compartilhada (foram domesticados muito antes dos gatos): em que é que isto abona a classe? Em nada! Só confirma que os cães se deixam “comprar” muito facilmente, não dão luta. Laços afectivos (os cães são mais companheiros e os gatos, mais independentes): não tenho argumentos para contrariar esta afirmação, mas (pensavam que eu ia deixar passar esta?...) como dona de gatos e não sendo cientista, posso olhar para as espécies individualmente e não como um todo. Então, os meus gatos são super meigos, super afeiçoados e apaixonados por mim…Ok, os 300 milhões de neurónios servem para alguma coisa, mais que não seja para perceberem que sou eu que os sustento, né? Compreensão (os cães entendem mais palavras): plenamente de acordo. Bobi, busca, busca, senta, quieto, anda, deita…Vocabulário básico. Coitados, uns paus mandados!... Resolução de problemas (os cães destacam-se, por exemplo, actuando como guias de invisuais): outra vez a falar no assunto? Para mim esta não conta. Isto é uma vigarice, os resultados são enganadores. Maleabilidade (são mais fáceis de treinar): mais uma vez se prova que aos canídeos basta um elogio para se deixarem ir na conversa dos donos, não se dão ao respeito, falta-lhes a nobreza e a respeitabilidade dos gatos. Utilidade (os cães podem caçar, cuidar de rebanhos, fazer segurança, farejar drogas e bombas e guiar pessoas com deficiência): numa palavra, TRA-BA-LHO! Felizes os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus!... Já no que ao gato diz respeito, passou de um estatuto decorativo a símbolo religioso. Daí para cá, exceptuando uns séculos em que as coisas correram mal, sabiamente vai bajulando o dono, conquistando regalias e passando a santa vidinha preguiçando…Os 300 milhões de neurónios só lhe deram vantagens…
Concluindo e resumindo, talvez a minha atracção pelos felinos se deva ao facto de me sentir mais semelhante aos canídeos (particularmente no número de neurónios, laços afectivos e utilidade...) e, como todos sabemos, pólos opostos atraem-se.
Donos dos cães contradigam-me!... Há quatro anos também eu defendia os canídeos com unhas e dentes, mas isso foi antes de os felinos entrarem na minha vida…
Nota de rodapé: também os felinos são grandes caçadores. À falta de melhor, os meus gatos caçam moscas, mosquitos, melgas, aranhiços e formigas...
O casal tinha ido buscar o gato a um gatil de Southampton na altura do Natal e agora pretende adoptá-lo a tempo integral. “Não podemos devolvê-lo depois de ele se ter esforçado por nos trazer todos aqueles presentes. Ele tem uma personalidade encantadora e é um gato muito carinhoso.”
Quer se goste ou não, é inegável que o iPad é um aparelho cheio de funcionalidades. Mesmo algumas que se desconheciam, até então. Se pensava que o ecrã táctil só podia ser usado por humanos, desengane-se. Circulam pela Net vídeos que provam o contrário. Na verdade, os próprios gatos sabem usá-lo tão bem como nós. E se em muitas coisas o Homem já é ultrapassado pela máquina, resta agora temer pelo domínio felino.
Parece-vos contraditório? De facto, à primeira vista, este meu discurso encerra uma oposição. Como é que um inimigo rival pode ser um grande amigo? Parece-vos um paradoxo? Na verdade, à primeira vista, um paradoxo é uma contradição. No entanto, nem eu faço raciocínios paradoxais nem o meu rival inimigo e grande amigo é o Camões, embora se chame Luís. O Luís Vaz é que empregou uns paradoxos célebres quando escreveu que amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente…Cabelos louros (quando vamos para velhas viramos louras para não se notarem tanto os brancos…), rugas q.b. (vou aceitá-las, não sou mulher de botox nem lipos), unhas pintadas, calções, camisolinha de alças e chinelos.
Imaginem-me…
Esqueçam! Demasiado deprimente só de imaginar…
Nota: Não faço parte dos AA (Alcoólicos Anónimos) nem dos BC (Bêbados Conhecidos). Só bebo nas férias, durante o resto do ano sou abstémia.