sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mais Halloween...

A minha filha R. foi, com as amigas, a uma festinha de Halloween. O mais curioso é que a festa foi no salão paroquial da igreja... Antigamente as bruxas eram queimadas nas fogueiras, agora fazem-lhes festas...

Halloween

31 de Outubro

Homenageando uma "bruxa" amiga...


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Definição deliciosa...

A definição de estatística, dada por um professor de Marketing da minha filha A., é simplesmente deliciosa.
Segundo ele, estatística é a arte de torturar os números até eles confessarem...
Nunca me vi a fazer parte do Inquisitio Haereticæ Pravitatis Sanctum Officium, vulgarmente chamado Tribunal do Santo Ofício. Parece até que os papéis estarão invertidos e sou eu que sou torturada pelos números...
No entanto, por mais maquiavélica que seja a tortura, eu nunca confesso...
Estou inocente...até prova em contrário.

Reservado à Indignação (4)

Num dos meus momentos de irritação e indignação, que são mais do que eu gostaria, volto a incomodar-me, desta vez, com a professora de E.V.
Não quero de maneira nenhuma pôr em causa o mérito da professora, não quero julgar os métodos de ensino nem de avaliação mas quero ter direito a indignar-me...um bocadinho...
A professora de E.V. mandou fazer um ou boneco a 3D, tendo por tema a aldeia gaulesa do Astérix.
Não havia um trabalhinho mais complicado para escolher? Claro que estou a ser irónica...
“Façam com o material que quiserem, peçam ajuda aos pais, aos tios, aos avós, aos vizinhos...”
Isto é o mesmo que dizer: “Não quero saber como, desenrasquem-se...mas façam!”
Quem lhe disse que eu sou artista, tenho familiares artistas ou vizinhos artistas?
Além disso, a cooperação com a escola e com os professores compete aos pais e encarregados de educação, não aos meus vizinhos…
Os dons nascem connosco, não se arranjam com um estalar de dedos...
No meu entender, o trabalho deveria ser desenvolvido na aula e mais tarde, quiçá, acabado ou pintado em casa. Assim seria mais correcto e mais justo.
Passei esta minha indignação ao representante dos pais, que está de acordo comigo e vai apresentar a nossa reclamação na reunião intercalar do Conselho de Turma.
Sei que não tenho o dom da palavra mas quando começo a escrever nunca mais paro…vou destilando a minha raiva...e assim fico mais calma...
Vou aguardar com serenidade…

A Guerra dos Mundos

Há 70 anos, uma adaptação para a rádio da obra de ficção científica “A Guerra dos Mundos”, de Herbert George Wells, dirigida por Orson Welles e transmitida em Nova York, ficou famosa mundialmente por provocar o pânico na população.
Os ouvintes imaginaram que a Terra estava realmente a enfrentar uma invasão de extraterrestres. Um “exército” que ninguém via mas que, de acordo com a dramatização radiofónica, em tom jornalístico, acabara de desembarcar no nosso planeta…

The Fog

Um filme de John Carpenter
Hoje, às 19 horas na Cinemateca.

Adaptação de uma história de Stephen King, sobre uma pequena cidade costeira assombrada por um nevoeiro maligno onde se escondem os fantasmas dos tripulantes de um navio pirata naufragado séculos antes por acção directa dos habitantes locais.
Aos elementos clássicos de Carpenter (os lugares isolados, as lógicas de grupo, as ameaças sem rosto) junta-se aqui uma espécie de lirismo, com força suficiente para "descentrar" o filme, que no futuro seria, mais do que uma vez, um dos principais "segredos" de John Carpenter.

Já quase com três décadas, este "nevoeiro" continua a arrefecer-me as mãos mas a aquecer-me a "alma"...
Este "fog" não me reduz a visibilidade, continuo a ver um grande realizador...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Cinematherapy

Em vez do divã, a sala de cinema.
Ver um filme pode ser mais do que entretenimento.
Pode ser um verdadeiro processo terapêutico…
A explicação é simples: os filmes são detonadores de emoções.
www.cinema-therapy.com e www.cinematherapy.com

Absolvição

A "stôra" A. apresentou as suas desculpas e deu razão à minha filha R., uns dias depois do quiproquó das conversões de metros a quilómetros.
Esta atitude da "stôra" A. tornava-se absolutamente necessária para que as aulas de CFQ continuassem a decorrer dentro da normalidade.
Obrigada "stôra" A. por ter agido de uma forma moralmente correcta.
Está absolvida!...

sábado, 25 de outubro de 2008

Let's look at the trailer (3)

Um filme que me fala ao coração...

Memórias e Afectos (4)

Ao meu querido avô R.
Faz hoje precisamente quarenta e um anos que deixei de o ver.
Deixo-lhe aqui uma homenagem, escrita por mim há mais de trinta anos, que continua actual e sentida.
A palavra avozinho irá, teimosamente, aparecer com um acento circunflexo porque eu gosto…(não tenho o estatuto do nosso prémio Nobel, mas a palavra escrita com o acento parece-me mais carinhosa…).


São 6 horas!
Como eu te recordo avôzinho…
Morreste mas só para o mundo, estás vivo no meu coração…
Lembro-me quando a esta hora voltavas do trabalho, avôzinho, e o Tejo…o Tejo corria a sentar-se à porta à tua espera.
É impossível descrever o que sinto neste momento mas tu compreendes-me, não é assim avôzinho? Depois de chegares a casa, cansado e às vezes triste, falavas sempre comigo e com o J., os teus netos mais novos. Íamos juntos ao quintal e à noite…lembras-te avôzinho? Na tua cama, deitados, e dizíamos baixinho: conta-nos uma história avôzinho…e cheio de paciência, lá começavas a contar uma história que quase sempre não chegava ao fim porque ou tu adormecias, fatigado de mais um dia de trabalho ou adormecíamos nós, quando o João Pestana vinha baixar-nos as pálpebras levemente…
Os teus olhos já não podem sorrir para mim mas eu olho a tua fotografia e parece-me que estás aqui ao meu lado…
Como eu te recordo avôzinho…sentado à secretária e o Tejo deitado aos teus pés, muito enroscadinho.
E quando à tardinha íamos passear de mãos dadas…espera, espera, que ainda me lembro onde costumávamos ir com o Tejo…ao pé da igreja…do tribunal…e outras vezes íamos até à estação dos comboios…
Mas tudo isto já foi há muito tempo…e como o tempo passa…
Gostava tanto de te ter aqui ao meu lado e poder dizer baixinho:
Conta-me uma história avôzinho…

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A minha onda (3)

Hoje...tô que nem posso...

Tô que nem posso!…
Não sei se é falta de iniciativa, se é falta de empenhamento, se é falta de espírito de equipa mas tô que nem posso!...
O que vale é que vejo uma luzinha ao fundo do túnel…
Tô que nem posso!…
Não sei se é a minha auto-estima que já teve melhores dias, mas a verdade é que tô que nem posso!!
O que vale é que vejo uma luzinha ao fundo do túnel…
Tentei abastecer-me com Galp energia…mas tô na mesma!…
Já experimentei caipirinhas, gin tónico, bejecas, Red bull e até “sumo pontífice”, mas tô na mesma!!
Ohhhhh! A tal luzinha ao fundo do túnel...
Afinal era um pirilampo!!…

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Reservado à Indignação (3)

O Professor Chanfrado e o Touro Enraivecido

Estou em pé de guerra…
Ver pezinhos na areia em pé de guerra não é uma coisa agradável de ver. Isto porque ver um Touro, habitualmente “mal passado” e pacífico, enfurecido, não é bonito.
Não é bonito mas acontece pontualmente…
Acontece quando me começam a “tourear”, passeando uma capinha vermelha à minha frente. Olé!
Basta ver a capinha e aí vou eu desembolada, investindo sobre a causa da minha ira. É pena que nem sempre o agente causador esteja presente para poder ver in loco a minha entrada na arena e assistir à lide. Quando o bandarilheiro espeta a farpazinha, então é que está tudo estragado…fico com a força de um miura, capaz de saltar as bancadas e ir até aos camarotes. Não há chocas que me façam voltar ao curro (nem “chocos”!...). Olé!
Fiquei fora de controlo e toda esta minha irritação, direi mesmo raiva, se deve à dona A.
A dona A., ou melhor, a “stôra” A., é Prof. de CFQ (Ciências Físico-Químicas) mas não deve ser muito pró, deve ser mais amadora…mas até eu que sou amadora, acabo por ser mais pró que ela… é melhor sair desta frase rapidamente porque já estou a ficar toda baralhada…
A matéria que está a ser dada, na disciplina da “stôra” A. é sobre forças, movimentos, trajectórias e velocidade média.
A “stôra” A. mandou passar todas as velocidades médias, cuja unidade de medida SI é m/s, para km/h. Até aqui não tenho nada contra a “stôra” A, a não ser o nome, mas essa “guerra” é lá com ela e com os progenitores…
Acontece que foi precisamente na correcção destas reduções ou conversões, de metros a quilómetros, que a coisa azedou e começou a “tourada”… Olé!
Temos 9421,2m e queremos passar a km. Ora, contando a partir do primeiro algarismo à esquerda da vírgula, vamos andando para a esquerda…dam…hm… e km, ou seja, ficaria 9,4212 km.
Então não é que a dona A. corrigiu o resultado para 0,0094212 km?????
Apesar das muitas insistências da minha filha R., a dona A. continuou a teimar neste resultado burrical…e zurrando disse ainda que a culpa é das modernas máquinas de calcular!!!...
Estranho! A dona A. precisa de máquina para fazer reduções? Eu não!...
Estranho! Mesmo que utilize a máquina continua a dar-me o mesmo resultado!...
Mas à “stôra” A. não!!...Pelo simples motivo que, por razões que a própria razão desconhece, conta a partir do algarismo 9…
Isto é irreal! Este erro, que a dona A. teima em ensinar aos alunos, não faz parte do programa curricular. Talvez faça parte do programa “burricular”…
Ó “stôra” A.…nem sei o que hei-de fazer consigo!? A dona A. até pode ter a faca e o queijo na mão mas olhe que eu sou bem capaz de lhe dar uma marrada!... Olé!
Ó “stôra” A.… em que escola é que a senhora andou?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Livros e Mar: eis o meu elemento! (3)

Uma história inesquecível sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros.Trata-se de um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página. Esta é sobretudo uma trágica história de amor cujo eco se projecta através do tempo.

domingo, 12 de outubro de 2008

Perdidos e Achados

A minha paciência acabou!
O pequeno resquício de paciência que, qual aldeia gaulesa, resistiu sempre ao invasor, acabou de render-se…
Pena é que não tenha sido depositando as armas aos pés de César, como fez Vercingétorix… sempre tinha tido alguma grandiosidade.
Infelizmente rendeu-se sem garra, sem luta, enfim, sem paciência…
Perdi a paciência, não sei se nos transportes públicos, se nos correios, se no Banco, se no supermercado, se em alguma reunião de departamento… Já estava tão moribunda que, se calhar, deixei-a cair na sanita (também com uma paciência de m**** não poderia esperar outra coisa…).
Perdi a paciência mas não faço questão em encontrá-la, até agradeço que se alguém a achar não ma devolva.
Façam uma corrente, uma chain letter daquelas horríveis, que costumam aparecer-nos via e-mail e que dão três voltas à Terra. Com um bocado de “sorte” ainda estarei a trabalhar, quando ao fim de alguns anos chegar à minha caixa de correio electrónico…
Também podem fazer uma quermesse…
O que havia de me calhar na rifa…
Socorro!!! Estou a passar-me (a ferro… para não ficar com rugas!).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A minha onda (2)

Edwyn Collins - A girl like you

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Message in a bottle (4)

"A minha próxima vida"

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu.
Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bebé até nascermos.
Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voilá!
Acaba como um orgasmo!
I rest my case.

by Woody Allen

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Tempo e Contratempo...

Há já cinco dias que não posto!...
Não, não estive doente...felizmente!
Há já cinco dias que não posto!...
Não, não estive de férias...infelizmente!
Há já cinco dias que não posto!...
A culpa é do tempo e do contratempo!...
Na verdade, a culpa não é do tempo mas da falta dele...
Estive sem Net durante três dias...um contratempo!...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Memórias e Afectos (3)

Anos 60...
Ao meu avô materno bastava um papel e um bocado de tempo, roubado aos seus afazeres, para fazer uns desenhos e pintar a aguarela...
Este foi-me enviado juntamente com uma das cartas que guardo religiosamente...

O cão T. e o gato R., aqui desenhados, foram meus companheiros de brincadeira quando passava as férias grandes nas Caldas da Rainha.

Obrigada avôzinho!...

domingo, 28 de setembro de 2008

Feira do Artesanato VS Feira do Livro

No âmbito das Festas da Cidade, e como já é habitual, a Câmara organiza diversas iniciativas, umas mais culturais que outras.
Do programa constam as feiras do livro e do artesanato (feirarte).
Na feira do livro estão presentes algumas editoras (cada vez menos...) e alfarrabistas. A feira do artesanato conta com a presença de vários artesãos, barraquinhas de comes e bebes e outras que vendem produtos tradicionais e regionais, como queijos, enchidos, pão, bolos e doces. Ah, e a roulotte das farturas e o carrinho das pipocas (esse vício abominável que chegou às salas de cinema).
Fui à feira do livro e fiz uma passagem, quase relâmpago, pela feira do artesanato.
Felizmente para mim e infelizmente para o país, na feira do livro andava-se à vontade (tirando uns empecilhos que não andavam lá a fazer nada a não ser empatar...). No entanto, a feira do artesanato estava cheia de people.
A maioria das pessoas está completamente a borrifar-se para os livros. O que o pessoal quer é sandochas, pastelinho de bacalhau, chouriço e pão alentejano, uma tigelada de Abrantes e trouxas... e acham que trouxa é o que anda a gastar dinheirinho, mal empregado, por sinal, em livros... Se soubessem que eu gastei 26 euros, no alfarrabista, chamavam-me tóina!
Enfim, cada qual tem as suas prioridades e o que eu devoro mesmo são livros... embora não recusasse um pãozinho com chouriço...
Diz-se que não há fome que não dê em fartura mas a minha nem em fartura nem em pipoca!
Futebolisticamente falando, o resultado é 3 a 0, favorável ao "atrasanato"...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Let's look at the trailer (2)

Chariots of Fire - Movie 1981 - Opening Scene

Um dos filmes que tem um lugar especial no meu coração.
A banda sonora de Vangelis é brilhante...

Os (meus) Bichos

Não sou o Miguel Torga mas...

tenho os gatos gôdos mailindos do Mundo!

Gôdos não... Fotes!...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Muere lentamente quien...

Pelo respeito.
Pela admiração.
Porque faz hoje anos que morreu Pablo Neruda...

Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito,
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca,
no arriesga vestir un color nuevo
y no le habla a quien no conoce.
Muere lentamente quien hace de la televisión su gurú.
Muere lentamente quien evita una pasión,
quien prefiere el negro sobre blanco
y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,
justamente las que rescatan el brillo de los ojos,sonrisas de los
bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.
Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo,
quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,
quien no se permite por lo menos una vez en la vida,
huir de los consejos sensatos.
Muere lentamente quien no viaja,
quien no lee, quien no oye música,
quien no encuentra gracia en si mismo.
Muere lentamente quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.
Muere lentamente, quien pasa los días
quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.
Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,
no preguntando de un asunto que desconoce
o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.
Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre
que estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor
que el simple hecho de respirar.
Solamente la ardiente paciencia hará que
conquistemos una espléndida felicidad

Pablo Neruda

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Message in a bottle (3)

Apetece-me postar aqui uma pequena passagem de um livro de Gonçalo Cadilhe.
Apetece-me, pronto!

Valência comove-me. Não é uma cidade bonita. Em muitos quarteirões é anónima e moderna, como se tivesse sido construída depois de uma guerra, com rapidez e eficiência mas sem preocupações estéticas. E, no entanto, comove-me na sua alegria quotidiana, na vivacidade comercial, na limpeza urbana, na profusão de espaços verdes. O efeito encantatório repete-se sempre de cada vez que passeio por uma cidade espanhola ao fim da tarde.
Entro numa livraria do centro e encontro, traduzidos para espanhol, livros que tinha procurado durante anos em Itália e em França. O panorama editorial de uma nação é a minha bitola do desenvolvimento dessa nação, muito mais fidedigna do que as estatísticas económicas, a propaganda turística ou as declarações políticas.
E lá estou eu a pensar no Hemingway, seco e eficiente, infalível, que afirmava na publicidade do turismo espanhol: "Eu não nasci em Espanha...mas não foi culpa minha."

domingo, 21 de setembro de 2008

Coisas do arco-da-velha... (1)

O acontecimento caricato que hoje aqui coloco é contado via e-mail e passou-se há uns meses.

O marido de uma colega minha escreveu-lhe textualmente o que se segue:

Pois é…
Hoje de manhã, vendo o saco com a roupa do H. e os chinelos da minha mãe, para trocar, agarrei nele e saí.
Estava eu a beber café com o meu colega e a dizer-lhe que tinha que ir ao Carrefour, à hora do almoço, trocar umas coisas, quando me veio à cabeça uma constatação sombria: onde tinha eu metido o saco? Não me lembrava nada de o ter posto no carro…
Qual filme de David Lynch vi-me a mim próprio a meter o saco da roupa e dos chinelos, no contentor do lixo em frente ao nosso prédio!
Larguei o meu colega e apressei-me para Carnaxide. No caminho, a mesma imagem assolava-me repetidamente: o velhote que costuma andar ao lixo, a passear amanhã na nossa rua, com as calças do H. e os chinelos da minha mãe… The Horror!
Chegado à nossa rua, largo o carro e dirijo-me para os contentores…Qual? Depois de passar por alguns segundos de intensa vergonha, encontro no fundo de um deles um saco com umas etiquetas a espreitar…Encontrei!
O mais difícil foi tirar o saco do fundo do contentor. Não é manobra fácil. Agora compreendo as razões que levam os velhotes que andam ao lixo a terem sempre um pauzinho do tipo de apanhar caracóis…
Fiquei com uma mistura de cheiros a casca de banana, bacalhau e leite azedo!
Não podia voltar ao emprego assim. Tive que ir tomar banho.
Será que andar a remexer no lixo é uma falta justificada?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Mais Prozac e Menos Platão!...

Começaram as aulas! Não se pense que este ponto de exclamação traduz alguma espécie de entusiasmo. Muito pelo contrário! Este segundo ponto de exclamação exprime ironia…
Começaram as aulas! Os horários mudam! O quotidiano altera-se e eu também…
“Mais Platão e Menos Prozac” é um livro de Lou Marinoff que explora os ensinamentos budistas, taoistas e do I Ching e ajuda (tenho as minhas dúvidas!) a ser mais racional, visto que, muitas vezes, as emoções nos toldam o raciocínio.
Isto não funciona comigo. Durante os próximos meses, até às férias do Natal, estarei receptiva a qualquer fármaco que combata a minha ansiedade generalizada. Generalizada porque passa por ter a cabeça em água, um nó na garganta, amargos de boca, o estômago às voltas, as tripas do avesso, o sangue a ferver nas veias, o coração aos pulos e os nervos em franja…
É assim! Quando a minha filha A.R. começa com aulas, sinto que sou vítima de violência doméstica! Só não telefono para a linha de apoio à vítima porque qualquer uma das pessoas que me atendesse não estaria psicologicamente preparada para ouvir as queixas de “maus-tratos” de que sou vítima. Essas pessoas estariam preparadas para ouvir que eu levava bordoada de três em pipa mas nunca as minhas queixinhas isentas de pancada.
Quando digo que sou vítima de violência doméstica não minto, ou pelo menos julgo que sou dona da verdade.
Saio de casa por volta das 7.20 e passo o dia de trabalho em frente ao computador (brevemente espera-me um daqueles cursos chatíssimos de formação). Acumulo outros cargos pós laboral mas este é o único que é remunerado…
Depois de sair do emprego (ao 1º toque como na escola mas às 8.30 já lá estou!...) começa a violência.
Passar no supermercado quando é preciso e é quase sempre preciso, ir buscar a A.R., aos meus pais, quando é preciso e é preciso muitas vezes, fazer o jantar a contar com o almoço dela para o dia seguinte, tratar de roupas e da casa. Ao mesmo tempo que executo estas tarefas domésticas (um vómito!...) vou fazendo “piscinas” entre a cozinha, outras divisões da casa e os locais de estudo (felizmente a A.T. já quase não me chama…) para tirar dúvidas, ensinar, explicar e ajudar a estudar. Claro que para poder dar todo este apoio, tenho que estar a par da matéria e o que é que eu faço? Estudo!
A tudo isto chamo violência doméstica!
Mau trato não se limita a soco, pontapé ou bofetada, mau trato é também o lufa-lufa do dia a dia que nos deixa de rastos.
Em todo o caso, fui eu que escolhi este caminho (devia estar lerda nesse dia, eh, eh, eh). Ao longo da vida fazemos escolhas, ter filhos foi uma delas e claro que nem me passa pela cabeça não ser responsável pelas escolhas que fiz.
No entanto, não deixa de ser uma violência! É violento! Talvez apresente queixa em tribunal! Pensando melhor não me parece uma boa ideia. A justiça é lenta e quando, finalmente, me desse razão já eu tinha morrido, encarnado num gato dorminhoco, independente e a viver feliz em casa de um qualquer filósofo…
Evidentemente que durante estes meses em que sou vítima de violência doméstica, faz mais efeito um Prozac que um Platão! E durante este tempo nem quero ouvir falar de teorias filosóficas, a não ser que sejam pros(z)aicas ou as teorias de cágado!(daquelas que vou assimilando ao longo da vida…)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Homenagem

Breve mas sentida referência, de um mortal que não tem onde cair morto (eu), a Richard Wright, o imortal teclista dos Pink Floyd.
A música dos Floyd é intemporal!
Wish you were here...
Us and them!...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Livros e Mar: eis o meu elemento! (2)


Na colónia portuguesa de Goa, no fim do século XVI, a Inquisição fazia progressos na sua missão de impedir os "bruxos" - quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus – de praticarem as suas crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à sua fé eram estrangulados ou queimados em autos-de-fé. De grande rigor histórico, o último romance do autor de "O Último Cabalista de Lisboa" é simultaneamente um policial histórico absorvente e uma profunda exploração da natureza do Mal.

domingo, 14 de setembro de 2008

Memórias e Afectos (2)

Novamente a casa onde nasci mas vista de "costas"...
Foi nesta escada de ferro que a minha veia artística se revelou pela primeira e última vez. Esta escada tinha degraus com desenhos geométricos que eu, pacientemente, pintava com...água!

A minha "tinta" secava com uma rapidez alucinante mas nunca desisti...
Por que razão haveria de desistir? No início dos anos 60 eu tinha todo o tempo do mundo, toda uma vida pela frente...

sábado, 13 de setembro de 2008

Mamma Mia!




Mamma Mia!





Meryl Streep a cantar? E um ex-Bond a juntar-se a ela? É pouco provável mas acontece e tem muita piada. A boa disposição é contagiante e cheguei a rir até às lágrimas...
O filme até pode ser ridículo mas não vale a pena resistir, é muito divertido.
É um filme difícil de odiar e fácil de gostar...

Let's look at the trailer (1)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

É importante saber

“Salvem o Largo do Rato” é o nome de uma petição que me chegou via e-mail, em Julho, para impedir a construção de um edifício da autoria dos arquitectos Frederico Valsassina e Aires Mateus. O referido e-mail trazia, igualmente, um endereço do blog do redactor da petição.
Na passada terça-feira, por iniciativa da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, foi feita a apresentação pública do projecto. Durante o debate foram muitas as opiniões manifestadas.
Eu quero, apenas, manifestar a opinião de um professor da R. que dizia
“Não se discute arquitectura com quem não sabe”.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O 11 de Setembro...

Uma data digna de registo.
Certamente não há ninguém que, mundialmente, não tenha conhecimento da tragédia que abalou a América há sete anos atrás. A partir dessa data, segundo muitos entendidos, o Mundo não mais voltaria a ser igual, o Mundo mudou.
Este trágico acontecimento para além de nos deixar consternados, deixou-nos uma sensação de impotência, de desconforto, de insegurança e de desrespeito pela vida.
No entanto, eu festejo esta data, aliás, já festejava esta data muitos anos antes do ataque às Twin Towers. A razão é simples, é o dia do aniversário do meu irmão J.C.
O meu irmão, embora não seja mundialmente conhecido, é muito popular, tão popular como o Silva dos plásticos (alusão a uma anedota corrente numa época que já lá vai...).
Não posso dizer que o nascimento dele foi uma tragédia, longe disso, acho até que nasceu um grande comediante. Quem ficou abalada não foi a América, mas sim a minha mãe (ainda hoje anda assim, será que a culpa é dele? Eh eh eh).
O nascimento dele não fez, com toda a certeza, o Mundo mudar, mas mudou vidas, fez a minha mãe mudar fraldas e fez, talvez, o meu pai mudar de emprego...
De facto, não mudou o Mundo, mas mudou o mundo de muitas pessoas...
O Mundo, realmente, não ficou diferente, mas eu não seria a mesma se não tivesse este meu humano mano...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Memórias e Afectos (1)


O número da porta era 418.
Nasci nesta casa, mais propriamente
no quarto do 1º andar, do lado direito.


...da minha alegre casinha
tão modesta quanto eu
meu Deus como é bom morar
num "modesto" 1º andar
a contar vindo do céu...


terça-feira, 9 de setembro de 2008

O céu pode esperar...

Neste dia, há oitenta e oito anos, nascia nas Caldas da Rainha a minha mãe. No mesmo dia, o meu pai, nascido em Lisboa, fazia sete anos e, como era habitual, estava a passar as férias, com os pais, na conhecida cidade termal.
Até aqui parece apenas uma coincidência engraçada.
O curioso é que as minhas avós eram grandes amigas. Amigas que trocavam correspondência, visto que uma vivia nas Caldas e a outra na capital.
Eram poucas as vezes que se encontravam. Apenas nas férias dos meus avós paternos e numa vinda esporádica dos meus avós maternos a Lisboa.
Acontece que, no dia em que o meu pai fazia sete anos, viu a minha mãe recém-nascida...
A outra curiosidade é que têm os dois o mesmo nome próprio.
Casaram em Março de 1939 e continuam juntos até hoje, embora a troca de galhardetes e a falta de paciência (em que a minha mãe é uma expert) sejam uma constante na vida destes dois seres que eu adoro...
O meu pai faz 95 e a minha mãe 88 anos.
Há gente que fica na História, na história da gente...

domingo, 7 de setembro de 2008

Message in a bottle...(2)

Por ser domingo, apenas uns excertos de uma crónica de Miguel Somsen.
...
Quando o Verão era quente e o Outono outonal, ainda se conseguia perceber a diferença. Agora não; agora as estações têm títulos estrangeiros - o Verão é a "silly season", o Outono a rentrée.
...
No início, a "silly season" servia apenas para exonerar a estupidificação geral de um país de férias, desculpando uma certa leviandade assumida em que ninguém era punido por ler revistas cor-de-rosa e jornais de futebol. Depois apareceram os questionários de Verão, e toda a gente achou que era bom para a imagem levar um livro para ler nas férias ou " pôr a leitura em dia". Pôr a leitura em dia, no Verão? Isso é quantos capítulos do último Margarida Rebelo Pinto? Tirando meia dúzia de bloguistas e bloquistas, ninguém tem tempo para ler o que quer que seja no Verão - excepto manuais de telemóveis, bulas de medicamentos, saldos de multibanco e a entrevista "exclusiva" da nova namorada do Ronaldo.
O que nos sobra para a rentrée? O habitual: crime e futebol. Ou melhor, assaltos e Benfica. Ou seja, de uma forma indirecta, temos o Moita Flores (crime) e o Quique Flores (castigo, perdão, Benfica). No fundo, e como sempre, duas formas de impunidade com floreados. Veja-se o último Benfica-F.C.Porto: no Estádio da Luz, um adepto invade o relvado para agredir o juiz de linha. Milhões viram em directo pela televisão.
...A Comissão Disciplinar da Liga decide criar uma manobra de diversão, punindo o central benfiquista Luisão com dois jogos de suspensão. Quem viu?
...Num Estado de Direito, uma agressão ao árbitro deveria ser sempre caso de polícia e não "fait-divers" desportivo.
...
Mas ninguém pode acusar os portugueses de falta de imaginação: depois de meio ano a ser roubado no preço dos combustíveis, é natural que o meliante português decida iniciar o segundo semestre a assaltar gasolineiras.
...em vez de levar o barril de petróleo, os bandidos roubam 200 euros da caixa e alguns chocolates da montra. Mas a intenção está lá - roubar aos ricos - e foi, como se sabe, apadrinhada pelo primeiro-ministro. Alguém se lembra da "taxa Robin dos Bosques" que ele queria aplicar às petrolíferas? Claro que ninguém se lembra, isso foi muito antes da "silly season".



sábado, 6 de setembro de 2008

Reservado à Indignação (2)

O egoísmo nacional instalou-se! Completamente...
Aliás, neste rectângulozinho chamado Portugal, ainda não se instalou a anarquia porque numa anarquia não há governo. Não... não vou entrar em politiquices porque não tenho bagagem para isso...
Deixámos de ser um país e passámos a ser um "sítio mal frequentado"...
As pessoas (malta nova, meia idade e os velhotes) não sabem viver em sociedade, a falta de civismo é corrente e o egoísmo nacional instalou-se...
Quando alguém encontra amigos ou vizinhos há uma tendência para ficarem a conversar ocupando o passeio e os outros que se lixem...literalmente! Tenho que me desviar, passar pela estrada ou pedir licença mas se tenho a triste ideia de fazer qualquer comentário, ai Jesus...estou feita! Deve ser porque a razão está do lado deles, claro!...
Quando preciso ir ao caixa automático, vulgarmente conhecido por multibanco, tento encontrar um que não tenha ninguém mas por vezes o multibanco mais próximo tem gente, melhor dizendo, tem gentinha. Essa gentinha, ao contrário de mim, nunca tem pressa, nunca tem nada mais interessante para fazer e é sempre muito organizada...
Quando eu chego ainda estão à procura da carteira na mala, no bolso ou na "pochete"...
Depois de fazerem todas as operações a que têm direito, incluindo a consulta ao NIB e IBAN só para me chatear, tornam a guardar o cartãozinho na respectiva carteirinha que por sua vez será guardado na malinha, na "pochete" ou no bolsinho...e eu a bufar! Tudo isto podia ser feito depois de me terem dado a vez em frente à máquina, mas não, quem está à espera que se lixe...literalmente!
A fila do supermercado é outro sítio fantástico para encontrar energúmenos do mesmo género. Desde os que deixam o cesto na fila a guardar lugar e andam ainda às compras (os chicos espertos), passando pelos que afinal não querem levar o desodorizante ou as pastilhas elásticas e tem que vir alguém para anular o que eles não vão levar, e acabando nos que abrem a carteira cheia de trocos para a menina da caixa contar...
E quando eu salto de uma fila para outra que tem menos gente e acabo por me despachar mais tarde? Acho que isto está explicado matematicamente... Talvez seja alguma moda estatística, alguma razão entre o número de pessoas na fila e a lentidão da menina da caixa ou uma fracção imprópria... A verdade é que não tenho paciência e quem fica imprópria para consumo sou eu! Fico consumidinha...
O egoísmo nacional está de tal forma enraizado que eu já cheguei a pensar que sou eu que estou errada...
Completamente...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Gosto...e não se fala mais nisso! (1)


Azenhas do Mar! Mar adentro...
Sempre me senti fascinada por este local...
Talvez pelas casas brancas construídas no penhasco, pela piscina natural e pela força das ondas, talvez porque ali o tempo parece não passar, talvez porque também eu queria uma janela debruçada para o mar...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A "tremura" dos cinquenta...

“Enquanto o corpo funciona, não nos apercebemos do grande inimigo que ele pode ser; se cedemos na vontade de o contrariar mesmo por um instante, estamos perdidos.”

Eu já estou perdida…mas há coisas que só se consegue compreender quando se tem uma certa idade.
As coisas que agora me dão prazer, as coisas que agora eu desejaria fazer, não me dariam prazer nem desejaria fazê-las quando tinha quinze, dezoito, vinte e cinco ou mesmo trinta anos.
Não me parece que aos quinze anos gostasse de estar sem fazer nada, do “dolce fare niente”, de vegetar… No entanto, actualmente, é uma das minhas especialidades…
É tão bom não fazer nada e depois descansar…é tão bom estar para ali a “aboborar”…adoro!
E dormir? É pouco bom, é... Dormir até me fartar…mas nunca fazer a “siesta” porque fico toda trocada, toda baralhada, não sei se estou na véspera (?) ou no dia seguinte, enfim, toda virada do avesso…
Adormecer a ver televisão é a cerejinha no topo do bolo!...
“Eu quero dormir, dormir perdidamente!
Dormir só por dormir: aqui…além…”
A Florbela (nunca, mas mesmo nunca, confundir com Floribela) “espancava-me” se lesse tamanha heresia…
É evidente que aos dezoito anos queria ir para o café, depois de jantar, ter com os amigos, sair e divertir-me. Qual dormir!?...
Enquanto estou a “aboborar” mas ainda não caí nos braços de Morfeu, gosto muito de fazer “mappling”…e “zapping”…entregando-me a estas actividades com um profissionalismo surpreendente, coisa que nunca acontecia quando tinha vinte e cinco aninhos....
Acontece que cheguei precocemente à idade do “Condor” (com dor aqui, com dor ali…) mas como tenho colegas, mesmo os que são um pouco mais novos, que já chegaram a esta “idade”, julgo que não é preocupante. Talvez, quiçá, um defeito de fabrico…mas o prazo de reclamação já passou há alguns anos…
Claro que, para além de atleta de alta competição nos “desportos radicais” mencionados, gosto de uma boa leitura e de sublinhar os livros, gosto de conversar com as minhas filhas e de mimar os meus gatos, de cinema, de alguma música, de navegar na Net, de aprender coisas novas, de jardinagem, de “esplanading” (preferencialmente se tiver um livro), de rir, de beber um gin tónico…
Gosto de passear à beira-mar principalmente quando não é Verão e a praia está deserta e apanhar búzios e conchas enquanto os meus pézinhos, na areia, vão deixando pegadas que o mar faz o favor de apagar…

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A minha onda (1)

Bruce Hornsby and The Range - The Way It Is (1986)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Parabéns à minha filha A.

"Aos 20 anos é preciso que alguém seja estroina, nem sempre talvez para que o mundo progrida, mas ao menos para que o mundo se agite. Para ser ponderado, correcto e imóvel há tempo de sobra na velhice."

Eça de Queiróz e Ramalho Ortigão


"É a febre da juventude que mantém o mundo à temperatura normal. Quando a juventude arrefece o resto do mundo bate os dentes."

Anónimo

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

“Meu querido mês de Agosto”…(1) (uma das foleirices que há em mim)

Fui de férias em Agosto, eu e uma catrefada de gente, claro!
Agosto é o mês de eleição da maior parte dos portugueses e é curioso verificar que é eleito tanto pelas classes altas como pelos parolos, foleiros, burgessos, lagalhés, morcões e outros.
No dia 20 de Agosto tive a “sorte” (sim, porque oportunidades destas não se apanham todos os dias…) de viajar durante 90 minutos (ida e volta) num barco que faz a ligação entre Olhão e as ilhas da Culatra e do Farol. Nessas viagens consegui encontrar uma montanha de parolos que, como eu, fazem férias no mês de Agosto. Cada parolo com o seu paladar, cada cromo era único e naquele barco estava uma caderneta completa de cromos…Por momentos até pensei que estava sentada num qualquer café da freguesia onde vivo e que por acaso é fértil em cromos…
Não resisto (sou uma pessoa que resiste pouco, aliás, não me torturem porque eu conto tudo, mesmo aquilo que não sei…) à tentação de postar aqui algumas passagens de uma crónica publicada no jornal Expresso, em 1986 ou 87, da autoria do M.E.C.

Embora nunca se tenha descoberto para que servem, a verdade é que há parolos em todos os países do mundo.

À parte a República Popular da China, nenhum país conseguiu até hoje transformar os seus parolos em elementos válidos da sociedade.

Os parolos tendem a ser todos muito iguais. Em Portugal, é diferente. Em mais nenhum país a variedade é tão grande. Basta ficar parado durante meia hora em qualquer ponto do país e observar as pessoas que passam para conhecer a gama completa.

O labrego é o parolo dos primórdios. De todos os géneros de parolo, é o melhor. O labrego é o camponês que é mesmo do campo. É fácil gostar de labregos. São honestos. São despretensiosos. Respeitam as outras pessoas. Acima de tudo, são verdadeiros.

O parolo é o labrego que desceu à cidade. O parolo é o labrego urbano.

O parolo já usa expressões estrangeiras, como “Men” e “Naice”…

A foleirice é mais do que uma condição – é uma maneira de ser, uma filosofia de vida. Está institucionalizada. É contagiosa. A foleirice, ao contrário da parolice, pode dar a toda a gente. Todos nós podemos ser um bocado foleiros, de vez em quando.

Ser foleiro é perguntar nos restaurantes se a mousse é caseira, é andar com o automóvel para trás e para a frente nos semáforos, é tratar os empregados por “chefe”…Enfim, ser foleiro está ao alcance de qualquer um.

O burgesso é o foleiro burguês. Os burgessos vêm de todas as classes sociais. A “alta burgessia” não tem um automóvel Porsche, mas tem uns óculos escuros. Não tem sapatos da Gucci, mas tem o after-shave com o mesmo nome.

Há uma espécie de burgesso que não maça tanto – é o burgesso envergonhado, que procura não incomodar, que não nos apresenta constantemente os seus sinais exteriores de riqueza. É o tonhão. É o burgesso que tem consciência das suas limitações.

Falta uma espécie, que se caracteriza por não ter características – é o morcão. O morcão é o cinzentão, molengão e mandrião. Quando se pisa um morcão, ele diz “desculpe”.

Existe só para preencher a população. Nas bichas dos bancos, está eternamente à frente de nós a depositar 300 cheques e está à espera que alguém lhe empreste uma caneta.

Os morcões não sabem guiar, não ouvem buzinas, andam na estrada como se tivessem trilhos por baixo, como os carros eléctricos. O grande defeito dos morcões é empatar.

Depois destas considerações, julgo que é importante dizer que, apesar do combíbio forçado com toda aquela variedade de cromos, não me senti minimamente deslocada…
Para além de ter a minha quota parte de parolice e foleirice, quando chegam as férias, revejo-me inteiramente no morcão…fico molengona, mandriona, aparvalhada e indolente…tão indolente que tudo é uma grande trabalhêra
Cheguei à conclusão que, durante as férias, existo apenas para preencher a população…
Espero sinceramente que isto não se estenda aos outros onze meses do ano…ih, ih, ih

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O meu pé esquerdo... de férias!


Não! Nãooo! Siiiim!
Sei que não devo... mas quero! Vou plagiar, está bem? Espero que não te importes, R.
Sei que plágio é um acto censurável, mas não consigo resistir...
Adoro fotos com pézinhos na areia...
O pézinho mais sem graça é meu, mas se o vissem agora... está lindo! As unhas pintadinhas de rubi...
Os outros pézinhos são das minhas amigas T. e A.
Gostei muito do dia em que tirámos esta fotografia do tri-pé...

sábado, 9 de agosto de 2008

Férias!




Analize This

Resolvi cortar o cabelo. O cabelo!? Dez pêlos...
Desloquei-me ao sítio do costume, onde me esperavam duas "Criaturas" da equipa habitual, composta por quatro elementos.
Os dois elementos a quem costumo entregar o invólucro das minhas células cinzentas não estavam ao serviço, um estava de férias e o outro de folga... Devia ter dado atenção a estes "Sinais" e saído de fininho. Mas não!...
Este facto não me demoveu e eu estava mesmo decidida a cortar o cabelo, ou melhor, os três pêlos que tinha a mais.
Assim que comecei a lavar o cabelo (o cabelo!? Os dez pêlos...) apercebi-me que estava a ser atendida pelo incrível "Hulk". É verdade! Olhando bem até tinha aquela corzinha esverdeada... Depois despejou meio frasco de champô nos dez pêlos. Fiquei com tanta espuma na cabeça que mais parecia o penteado da Marge Simpson... Para retirar toda aquela espuma, a minha cabeça foi literalmente centrifugada, três minutos para a esquerda e três minutos para a direita...
Apeteceu-me dar um "Scream", mas naquela "Sala de Pânico" só estava eu... e elas! Pensei: "Alguém tem que ceder"! Fui eu, claro...
O "Massacre no Texas" continuou até me vir à ideia o filme "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça"... Julgo que foi mesmo a última ideia que tive...
Quando saí da cadeira da lavagem foi como se estivesse a sair de uma daquelas cenas maradas do "Jumanji"...
Respirei fundo e ainda atordoada sentei-me numa daquelas cadeiras que têm espelho à frente.
Do outro lado do espelho pareceu-me ver o Chapeleiro Louco a perguntar: - Então, como é que vamos cortar?...
Afinal era a outra criatura... Pequenina mas tão ou mais eficiente que o "Eduardo Mãos de Tesoura. Fez uma inspecção breve aos pêlos e disse: - Tem o cabelo fraquinho...
"Olha quem fala"... - pensei eu (ela devia ter para aí uns onze pêlos...).
Tinha os óculos na mão e resolvi pô-los. Em má hora, pois quando me vi ao espelho parecia o Willy Wonka...
Ai mãezinha!... Ela continuava tão entretida que nem dava por mim, a sério, era tão automática e rápida que comecei a olhá-la como se fosse um dos "Transformers"...
Acho que consegui sair sem grandes "Danos Colaterais" daquele "Estranho Mundo de Jack" e que mantenho uma "Mente Brilhante" (cof, cof...), mas passadas mais de 24 horas continuo a não ter ideias...
Será que o incrível "Hulk" me lavou a cabeça por dentro?...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Message in a bottle (1)

"O nosso hino nacional foi criado como uma resposta patriótica ao Ultimato Britânico, e ao subsequente Mapa Cor-de-Rosa que, segundo nos ensinaram nos bancos da escola, foi uma tentativa vergonhosa de nos roubarem África. Corria então o ano de 1890, ainda Portugal era uma monarquia, e o indignado Henrique Lopes de Mendonça pôs a caneta ao papel para escrever a letra, enquanto que o seu amigo Alfredo Keil compunha a música. O pedido de vingança estava logo nas primeiras quadras: «Contra os Bretões marchar, marchar».
Vinte anos depois, a 5 de Outubro de 1910, era instituída a República, e a Assembleia Nacional adoptou a revolucionária composição, em simultâneo com a actual bandeira nacional, cuja estética, na minha modeste opinião, revela um verdadeiro atentado ao bom gosto, mas adiante. Foi também então que rápida e discretamente, trataram de introduzir uma ligeira adaptação à letra, deixando cair os malfadados «bretões» (entretanto tínhamos feito as pazes com os senhores, e queríamos que continuassem a beber o nosso delicioso vinho do Porto), substituindo-os por «canhões», o que não deixa de revelar tendências suicidárias, muito ao gosto na Nação. Afinal quem é que, no seu juízo perfeito, incita a enfrentar assim armas daquele calibre?
Diz a enciclopédia que a versão final foi aprovada em Conselho de Ministros, a 16 de Julho de 1957, e não voltou a ser alterada. Quem diz uma coisa destas nunca foi a um jogo de futebol, onde os nossos «egrégios avós», de transformam sempre em «igrégios avós». Os rapazes pensam certamente que se trata de uma homenagem à missa dominical a que os seus avós não faltam, numa manifestação clara de que o anti-clericalismo republicano nunca vingou realmente em Portugal."

Isabel Stilwell

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Livros e Mar: eis o meu elemento! (1)


Século XIV. A cidade de Barcelona encontra-se no auge da prosperidade; cresceu até ao humilde bairro dos pescadores, cujos habitantes decidem construir, com o dinheiro de uns e o esforço de outros, o maior templo mariano conhecido: Santa Maria do Mar. Uma construção paralela à desditosa história de Arnau, um servo da terra que foge dos abusos do seu senhor feudal e que se refugia em Barcelona. Daqui se torna cidadão e, assim, num homem livre.O jovem Arnau trabalha como estivador, palafreneiro, soldado e cambista. Uma vida extenuante, sempre à sombra da Catedral do Mar, que o tirará da condição miserável de fugitivo para lhe dar nobreza e riqueza. Mas com esta posição privilegiada chega também a inveja dos seus pares, que tramam uma sórdida conspiração que põe a sua vida nas mãos da Inquisição... Lealdade e vingança, traição e amor, guerra e peste, num mundo marcado pela intolerância religiosa, a ambição material e a segregação social. Um romance absorvente, mas também uma fascinante e ambiciosa recreação das luzes e sombras do mundo feudal.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Discurso após a minha festa surpresa, em 2007

O prometido é devido...por isso aqui vai o discurso que por falta do dom da palavra não foi dito ontem.

A todos vós, que me fizeram muito feliz!

Não fui, certamente, muito efusiva nos meus agradecimentos e peço-vos desculpa por isso mas julgo que ainda estava a assimilar o acontecimento e a processar a informação... (Ó S.,eu também já tenho a cabecinha toda queimadinha!...)

"You are talking to me? You are talking to me?"

A "conspiração" estava de tal forma bem organizada que nunca, em nenhum momento, desconfiei de coisa alguma.
Aos belíssimos "conspiradores" e seus seguidores, os meus sinceros parabéns.
Eu sei que os meus amigos são como as estrelas, nem sempre os vejo mas estão sempre lá...
Este almoço para comemorar a minha entrada no meio século, foi, para além de uma super agradável surpresa, uma confirmação da vossa amizade incondicional e isso não deixou de me sensibilizar e de me fazer muito bem ao ego, que estava a precisar de uma reciclagem.

Aos meus grandes amigos T. e Z.C., obrigada por serem desde sempre o elo deste grupo de amigos.
A minha amiga de infância T. é única!
Não preciso pedir desculpa a todos os outros porque sabem que estou a dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade...
Uma grande amiga com quem falo como se falasse comigo própria. Digo-vos que não é para todos...

"I'll be back"...


Z.C., não fiques com ciúmes...tu também és único e é uma honra fazer parte do teu grupo de amizades e poder assistir na 1ª fila aos teus sempre bem-humorados comentários. Nunca mudes!

"Oh Captain, my Captain"...


Para a A. e H., duas das "estrelinhas" que vejo menos mas sei que estão lá, a minha gratidão por serem quem são, me incluírem sempre na vossa "família" de amigos e pelo bolo de aniversário delicioso, porque "melhor é impossível"...

"Hasta la vista, baby"...


À C. e ao Z. agradeço a sempre boa disposição e por me lembrarem que a vida também pode ser vivida sem stress...
Ah, é verdade: Feliz Natal!! Esta, só alguns vão perceber...

"Hakuna Matata"
"It means: No worries!"



S.... este grupo sem ti não seria o mesmo, precisa das tuas piadas e frases espontâneas e da maneira descomplicada de viver a vida... Aproveito para te dizer que começa hoje o Rome, 2ª temporada, na RTP 2... deve ser uma coisa que te interessa à brava!...

"Carpe Diem"...


À minha querida sobrinha R. que eu tenho no coração desde sempre e que se preocupa comigo, que me quer ver bem, que tem uma maneira especial de dizer "tia" e que tem, de certeza, o poder da telepatia porque apareceu mesmo sem saber da "conspiração"... Espero que a tua vida seja um mar de felicidade...

"With great power comes great responsibility"...


Aos meus cunhados, O. e A., que me têm ajudado a ultrapassar alguns problemas. Com eles por perto não hesitaria em entrar na Apollo 13... Ó C. ontem nem falámos da Floribela!... Tá mal!

"Houston, we have a problem"...


Ao meu irmão J., que sempre manteve um espírito Peter Pan e me fez ver que não existe nenhuma coisa séria que não possa ser dita com um sorriso e à L., que faz o favor de o aturar nos momentos menos bons e que trata tão bem as minhas "ricas filhas"...

"After all, tomorrow is another day"


Ao meu afilhado "melga" M., que me chama "cota", com as suas engraçadas particularidades e filosofias mas que sabe ouvir e aceitar um conselho...
Estou contigo "melga" porque também eu "gosto é do Verão, de passear com a prancha na mão"...

"I'm the king of the world!"


Às minhas "ricas filhas", A. e R., por todo o apoio, amor e carinho e por conseguirem manter em segredo a "conspiração"...Há coisas fantásticas não há?

"My precious"...


Ao meu "ex", J., pela disponibilidade para entrar na "conspiração" e pela civilidade da nossa amizade. Tenho a certeza que sabes a que filme pertence a próxima frase...

"You don't know the power of the dark side"


Já escrevi muito mas na verdade não tenho palavras para agradecer o que fizeram por mim.
Se os amigos são a família que nós escolhemos, então eu tenho uma "família às direitas" mas que não está à direita nem à esquerda, está por cima...
Desta vossa amiga pelintra... que um dia, quiçá, será podre de rica... porque podre já estou, só falta ser rica...
Um grande abraço de amizade

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mãe coruja, eu? Não!

As minhas filhas acham que eu, de mãe coruja, só tenho o riso...

Reservado à Indignação (1)

Nos transportes públicos existem lugares reservados a grávidas, deficientes físicos e pessoas com crianças de colo, não necessariamente por esta ordem, mas isso também não interessa nada. Julgo que também deveria haver lugares reservados a leitores crónicos... Como tenho o vício da leitura, tenho por hábito carregar um livro. Acontece que a grande maioria das vezes faço as viagens de pé e viajar de pé a ler é incómodo. Se as pessoas (algumas) se levantam para dar lugar a uma grávida ou a um deficiente, seria bom que também cedessem o lugar a quem lê... até porque a maior parte das pessoas que viaja sentada vai a olhar para a paisagem urbana e para as roupas de quem entra. 'Tá mal! Embirro com isto! Ainda consigo desculpar quem vai a fazer croché... porque fazer croché em pé pode tornar-se perigoso. E se a agulha de barbela, numa travagem brusca, cai no decote de alguém? É embaraçoso!
Eu sei que a leitura é um vício "terrível" e que os outros passageiros não têm nada que levar com os meus vícios, mas a verdade é que os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler a não lêem.
Lugar sentadinho para quem tem livrinho!

domingo, 3 de agosto de 2008

O Perfil

É usual ouvir dizer que fulano tal não tem perfil para o cargo. Eu encaixo-me nas duas espécies: nos que dizem isso e nos que não têm perfil para cargo nenhum... embora tenha cargos sem ter perfil para isso...
É o caso dos cargos que se encontram na categoria "dona de casa" (sempre desesperada): especialista em limpeza, cozinheira, técnica de lavandaria, etc. Não tenho perfil para nenhum destes cargos. O cargo pessoal que julgo que me assenta que nem uma luva é o de educadora/acompanhante escolar das minhas filhas.
Não gosto de cargos e muito menos de encargos. Aliás, a palavra encargos faz-me urticária e micoses nas unhas...
Interesso-me por muitas coisas, mas sempre a pensar no dever e os interesses ficam sempre para segundo plano. Há coisas dramáticas, não há?
Eu sei que estou para aqui a divagar, mas é uma das minhas especialidades. Quando escrevo começo a divagar estilo matrioskas...
Gosto de escrever o que me dá na real gana, gosto de reticências e não tenho uma escrita eloquente porque escrevo de ouvido... Eça é que é eça!

La Folie des Grandeurs

Um dos poucos filmes cómicos que ainda me dá gozo ver...

Big Bang!...

Big Bang? Parece demasiado pretensioso para iniciar um blog, mas a verdade é que eu tenho a mania das grandezas... embora tenha nascido e crescido numa família (que adoro) da classe média que, ao longo dos anos, por obra e graça da nossa classe política, passou a classe média baixa.
Resignando-me, assim, à minha condição social, já que não posso ter nem realizar grandes coisas, posso, pelo menos, realizar pequenas coisas com grandeza!
"E por que razão se faz um blog?" - perguntou o meu pai que, apesar dos seus 94 anos, ainda se interessa por saber e aprender.
Bom... um blog faz-se por:
  • Protagonismo, que nunca seria o meu caso porque detesto "dar nas vistas" e "dar a cara" e nos tempos que correm está mau para se andar a dar seja o que for. Além disso já me chega ser a actriz principal do filme da minha vida que nunca chegará à televisão, quanto mais às salas de cinema... Ah, mas era lindo! Já estou a imaginar: O Fabuloso destino de Pezinhos na Areia Coming Soon
  • Pretensiosismo, que é o meu caso (eheheh)
  • Apenas como um diário online, onde posso colocar e partilhar ideias, pensamentos, reflexões, vivências e interesses. Ok! O busílis da questão está em tentar convencer o meu pai que partilhar um diário não serve para ganhar dinheiro!... Velhote sabidão, hem?

Na verdade, sendo eu, nesta aldeia global, uma pessoa insignificante, nunca serão minhas as decisões do destino do planeta nem conseguirei mudar o mundo. No entanto, posso tentar mudar a minha rotina diária.