Estudei muitos filósofos e muitos gatos.
A sabedoria dos gatos é infinitamente superior.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Gente feliz com gatos (4)
domingo, 9 de janeiro de 2011
Message in a bottle (40)
[…] Fico perfeitamente siderado quando vejo constitucionalistas a dizer que não há qualquer problema constitucional em decretar uma redução de salários na função pública. Obviamente que o facto de muitos dos visados por essa medida ficarem insolventes e, como se viu na Roménia, até ocorrerem suicídios, é apenas um pormenor sem importância. De facto, nessa perspectiva a Constituição tudo permite. É perfeitamente constitucional confiscar sem indemnização os rendimentos das pessoas. É igualmente constitucional o Estado decretar unilateralmente a extinção das suas obrigações apenas em relação a alguns dos seus credores, escolhendo naturalmente os mais frágeis. E finalmente é constitucional que as necessidades financeiras do Estado sejam cobertas aumentando os encargos apenas sobre uma categoria de cidadãos. Tudo isto é de uma constitucionalidade cristalina. Resta acrescentar apenas que provavelmente se estará a falar, não da Constituição Portuguesa, mas da Constituição da Coreia do Norte.[…]
sábado, 8 de janeiro de 2011
Missão ultra-secreta
Tenho amigos para saber quem eu sou. Quando os vejo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
A comemoração dos cinquenta anos do nosso muito querido amigo S. foi um acontecimento extraordinário e ficará para sempre na nossa memória como uma doce recordação. A fasquia está de tal modo elevada que vai ser complicado, ao próximo aniversariante a entrar no meio século, conseguir superar este evento e destronar a S. em organização e método.
No nosso grupo de amizades passou a existir uma suspeita de “conspiração” sempre que um de nós está prestes a atingir as cinco dezenas. É impossível (julgo eu…) que o dito aniversariante não desconfie de nada. Apesar da suspeição, inevitável, o S. não podia adivinhar uma comemoração desta envergadura. Tudo foi pensado com minúcia e meses de antecedência. Não me vou alongar com os detalhes, basta dizer que tudo estava perfeito!... Irrepreensível… Aplaudir a S. é insuficiente, não tenho palavras para descrever toda a audácia, paixão e empenho que dedicou para que este dia fosse um verdadeiro êxito. Tiro-lhe o meu chapéu!...
A “longa-metragem”, à qual não faltou o Leão da MGM, estava brilhante. A significativa homenagem prestada ao S. foi um contributo de todos os familiares, amigos e colegas que lhe querem bem. Disse ele, no seu discurso de agradecimento, que ter muito dinheiro não é sinónimo de fortuna, ter verdadeiros amigos é a nossa grande riqueza. Não posso estar mais de acordo. O S. aprecia e compreende esse tão nobre sentimento que é a amizade. Para nós é muito fácil transmitir-lhe todo o nosso afecto porque, como eu escrevi na minha mensagem, ele é um ser humano espontâneo e extraordinário que dá mais cor ao mundo, mais sentido às nossas vidas e nos faz acreditar que é bom viver…
Diz-se que os homens se assemelham aos vinhos, a idade estraga os maus e melhora os bons. Fazendo fé nisto, só tenho a dizer que o S. é no mínimo um Château Lafite…daqueles que só saber o preço dói… Creio que é mais fácil encontrar duas impressões digitais iguais do que um indivíduo tão íntegro e moralmente correcto como o S., não querendo com esta afirmação melindrar os outros amigos (todos uns queridos…) que também são pessoas muito bem formadas e com imensos princípios morais, coisa que vai faltando nos dias que correm. Tive a felicidade de ter amigos assim e, tal como ele, sinto-me bafejada pela sorte e milionária…
O ano de 1961 foi repleto de acontecimentos marcantes tanto a nível internacional como a nível nacional. Sentir-me-ia feliz se aos factos importantes ocorridos durante este ano pudesse acrescentar que o Sporting tinha conquistado o título de Campeão Nacional da 1ª Divisão, mas a dura realidade é que o vencedor foi o Benfica. O S. que me perdoe, mas não lhe posso dar essa alegria. No entanto, a data mais importante do calendário nacional é, sem margem para dúvidas, o nascimento do nosso "petit prince"…
Ao fazer cinquenta anos há coisas que nos parecem sem importância e passamos a dar mais valor à vida. Ao fazer cinquenta anos experimentamos um estatuto diferente e passamos a conviver com os cabelos brancos de uma forma mais serena. Ao fazer cinquenta anos sentimos que é mais fácil perdoar e esquecer as ofensas. Com cinquenta anos somos mais experientes, a inocência desapareceu, a juventude ficou bem distante e o tempo que temos à frente já parece curto para realizar os nossos sonhos. Com cinquenta anos apercebemo-nos que ainda precisamos dos nossos pais, mas chegou a altura de começarmos a ser pais deles e olhamos os filhos como se fossem eternas crianças. Com cinquenta anos procuramos fugir da solidão, embora vivamos intensamente o tempo que passamos sozinhos e donos de nós próprios.
A partir dos cinquenta anos devemos apenas memorizar os bons momentos e registá-los no coração, evitar as tristezas, não abandonar as esperanças, desfrutar dos sonhos e da fantasia, caminhar com segurança e saborear a vida porque o tempo é irrecuperável, não pode ser resgatado…
Por isso, guardem preciosamente num dos cantinhos da vossa memória o acontecimento de hoje para que daqui a alguns anos possamos revivê-lo juntos, como mais um momento feliz das nossas vidas…
Sinceramente, desejo que a nossa amizade permaneça para lá da distância e do tempo…
Nota: Parece-me que esta celebração foi um ensaio geral para a cerimónia que se aproxima, o matrimónio…e não há ninguém que duvide que os S’s são duas pessoas fantásticas que merecem que a vida lhes sorria…
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dona de casa desesperada
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Lost
Esta série dramática de acção e aventura expõe o que existe de melhor e pior nas pessoas quando estão em situações catastróficas e de desespero, e mostra-nos um pouco do eterno conflito entre os homens de ciência e os homens de fé.
Até agora está aprovada. Espero que o desenrolar dos acontecimentos não me venha a desiludir. Tudo depende das soluções que forem apresentadas. Às vezes um bom enredo acaba estragado pelos desenlaces finais...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
O benefício das pipocas
Porém, parecem-me perfeitamente adequadas para uma refeição quando estou a ver um filme ou episódios de uma série e não me apetece sair do sofá para fazer o almoço ou o jantar... Quando tenho essa obrigatoriedade começo a ficar stressada e sem paciência. Nestas ocasiões é que me apercebo como as pipocas fazem bem à saúde... Bendita pipoca!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Sons of Anarchy
Lembrei-me de uma frase de Mae West no filme "I'm no Angel": When I'm good, I'm very, very good, but when I'm bad, I'm better...
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sonho de uma noite de Inverno
Esperei-te noite após noite. Esperei pela tua imagem doce. Supliquei a tua visita. Esperei-te todas as noites, nos meus sonhos.
Ontem à noite, noite de Natal, cabeceando enquanto tentava ver “Perry Mason”, adormeci no sofá. Num sono breve, sonhei contigo pai…
Esperei-te noite após noite. O sonho estranho. Tinhas desaparecido e todos te procuravam. Encontrei-te numa casa que já não existe, a casa dos avós. Sentado a dormitar como era teu hábito e longe de compreender a razão da nossa demanda. A conversa foi banal, não houve um sorriso nem o abraço que tanto desejo. Acordei, a tua fotografia emoldurada olhava-me e sorria-me. A felicidade que senti extravasou tudo. Foi o melhor presente de Natal que poderia ter. Fiquei com a sensação que finalmente a paz de espírito está contigo. A minha, essa, tarda em chegar…
Continuo à espera de um abraço… Continuo a esperar por ti nos meus sonhos...
Afinal, é o sonho que comanda a vida...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Morreste-me...
[…] E pensei não poderiam os homens morrer como morrem os dias? Assim, com pássaros a cantar sem sobressaltos e a claridade líquida vítrea em tudo e o fresco suave fresco, a brisa leve a tremer as folhas pequenas das árvores, o mundo inerte ou a mover-se calmo e o silêncio a crescer natural, o silêncio esperado, finalmente justo, finalmente digno. […]
[…] E oiço o eco da tua voz, da tua voz que nunca mais poderei ouvir. A tua voz calada para sempre. E, como se adormecesses, vejo-te fechar as pálpebras sobre os olhos que nunca mais abrirás. Os teus olhos fechados para sempre. E, de uma vez, deixas de respirar. Para sempre. Para nunca mais. Pai. Tudo o que te sobreviveu me agride. Pai. Nunca esquecerei. […]
[…] Só chuva e noite, pai. Atrás de nós, o passado a crescer quilómetro a quilómetro. E tu, já sem passado, perdido nele e a partir dele a seres dor e palavras, chuva e noite. Tu impossivelmente morto. Pai. Apenas chuva. Apenas noite. [...]
("Morreste-me" de José Luís Peixoto, Quetzal Editores - 9ª edição)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
O Império dos sentidos...
Finalmente! O bife do Café Império!...





