segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Carta

É frequente ouvir dizer que no creo en brujas, pero que las hay, las hay. Seguindo este raciocínio tenho boas razões para pensar que mesmo não acreditando no Pai Natal, ele existe… Pensei escrever-lhe uma carta.

Querido Pai Natal

Não te vou agradecer o “presente” do ano passado. Julgo que não merecia uma “prenda” tão trágica, mas a vida é assim, nunca temos aquilo que mais desejamos e eu desejei muito as melhoras do meu pai. Não fui atendida…
Este ano, não quero árvore de Natal, nem enfeites, nem luzes. Este ano, não quero presépio. Este ano, não quero rabanadas, nem coscorões, nem filhós, nem sonhos, nem azevias, nem broas, nem bolo-rei. Este ano, não quero ouvir canções natalícias. Este ano, não quero prendas. Este ano, não quero consoada.
Pai Natal, o que eu quero mesmo é retroceder exactamente um ano, a este mesmo dia, e poder reparar os erros. Pai Natal, o que eu quero mesmo é retroceder exactamente um ano, a este mesmo dia, e ver o meu pai, ouvi-lo, tocar-lhe, rir com ele, abraçá-lo e dizer-lhe que o adoro.
O tempo passou veloz, a dor suavizou, a raiva enfraqueceu, mas a saudade não passa nunca… Uma parte feliz do meu passado desapareceu…
Pai Natal, o que eu quero mesmo é retroceder exactamente um ano, a este mesmo dia…e, se possível, fazer parar o tempo… Leva-me no teu trenó. Fico a aguardar...

domingo, 19 de dezembro de 2010

O meu primeiro Natal

(como habitualmente, roubada "gentilmente" na NET e confesso que já não sei onde...)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Message in a bottle (39)

A Bela Adormecida é que a sabia toda… (por Isabel Stilwell)

[…] A Bela Adormecida é que sabia como lidar com a crise. Quando a vida começou a correr para o torto, decidiu-se a picar o dedo na roca e a ver o que acontecia. E o que aconteceu é que teve direito a dormir cem anos de seguidinha, livrando-se de despertadores, de picar o ponto, de ouvir os filhos a reclamar pelo jantar, e até das festas de Natal lá da empresa. Durante cem anos não ouviu falar da dívida soberana, nem aturou o eng. Sócrates lá do sítio, nem Passos Coelho e amigos, e as empresas de ratting bem que podiam reclamar que não lhes passava cavaco. Dormiu a sono solto durante cem discussões do Orçamento do Estado, para finalmente ser acordada pelo beijo de um príncipe lindo, que entretanto já resolvera todos os problemas do reino. Depois disso consta que foi feliz para sempre, mas mesmo que tenha havido dias piores do que outros, aqueles cem aninhos ninguém lhos tirava. […]

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

É mais fácil desintegrar um átomo...

... do que um preconceito, já dizia Einstein. Eu concordo. É sempre mais fácil modificar o que é material do que a nossa maneira de pensar, a nossa essência.

Não tenho por hábito ler críticos de cinema nem críticos de música. Já li, mas presentemente a atenção que lhes dispenso é zero!... Hoje em dia, nem consigo vislumbrar nenhum interesse nesse estatuto profissional. Mesmo que a crítica seja séria e responsável, continuo a afirmar que os críticos são perfeitamente dispensáveis. Em primeiro lugar porque, até à presente data, ajuízo e desenvolvo as minhas próprias ideias e não necessito que me impinjam patranhas. Em segundo lugar, porque estou convicta de que os críticos se limitam a dizer bem quando o realizador, o músico ou o artista faz o que eles esperavam que fizesse e limitam-se a dizer mal quando fazem o contrário. As simpatias e antipatias levam quase sempre ao facciosismo e, portanto, à falta de rigor. Resumindo, as críticas acabam por não ser imparciais e justas e eu não estou minimamente interessada em ler os devaneios e conhecer as preferências, sejam de cinema ou música, dos críticos.
É um preconceito? Muito provavelmente, sim!
Resolvi ultrapassar este preconceito e ler as críticas feitas ao concerto de Lady Gaga no Pavilhão Atlântico, talvez porque a minha filha R. foi assistir ao espectáculo.
O baile de orgulho de Lady Gaga e os seus “monstrinhos” era o título da crítica de Nuno Galopim do Diário de Notícias. Mário Rui Vieira da revista Blitz escreveu Coqueluche da pop made in USA cilindrou o público lisboeta. Espectáculo de extremos – sem playbacks – marcou a estreia de Gaga frente aos "pequenos monstrinhos" portugueses.
Qualquer um deles conseguiu escrever um texto sem difamar a cantora norte-americana e sobretudo sem ofender os fãs. Sei que é difícil ser imparcial. Formar opiniões e ser tendencioso são defeitos de qualquer ser humano, mas julgo que alguns críticos deveriam ser mais contidos nas palavras. O crítico musical do Público, o inconveniente senhor João Bonifácio, não fez uma, mas duas apreciações negativas e comentários depreciativos à cantora, à música e, mais chocante ainda, a todos os que se deslocaram ao Pavilhão para desfrutar do concerto, como se estivesse a conversar com os amigos ou a opinar num blogue…
Principiou os dois textos com cabeçalhos a ridicularizar a cantora (A glorificação da aspirante a freak e Lady Gaga: A tia louca da família), entusiasmou-se e não conseguiu abster-se de achincalhar tudo e todos. No primeiro texto escreveu, com um toque irónico, que foi curioso ver mães e filhas pré-púberes a cantar alegremente letras como “I’m a freak bitch”, passou por a persona Gaga, espécie de padroeira dos freaks e ainda debitou canções techno-pop de batida xunga. No segundo texto voltou à chacota e iniciou-o do seguinte modo: Devem recordar-se de uma antiga lenga-lenga a que as crianças ainda acham graça e que reza assim: “Há fogo, há fogo, nas cuecas do Diogo” (alusão às fagulhas a sair dos bicos do soutien da cantora). Que coisa é esta que faz o Pavilhão Atlântico encher-se de meninas pré-adolescentes e respectivas mães a cantarem “I’m a freak bitch” acompanhadas em cada sílaba pelas filhas, aparentemente sem repararem no teor das letras (ou reparando e não se importando)? De Lady Gaga disse ainda Ela é, à vez, pregadora ao jeito da IURD, girl-next-door, patinho feio que deveio cisne, freak que nunca será igual aos outros. Terminou a crítica de uma forma pouco polida e grosseira: tal como cada um de “vós”, ela era um patinho feio e ninguém acreditava nela mas depois, bem depois, continua um patinho feio.
Pela leitura dos textos e juízos do senhor Bonifácio, cheguei à conclusão que sou mãe de uma adolescente freak que ouve canções de batida chunga (e não xunga!...), com a agravante de a deixar cantarolar, consciente ou inconscientemente, músicas com letras indecentes… No entanto, não compreendo a “farpa” porque Lady Gaga não tem a exclusividade. E se a minha filha trautear as letras de Quim Barreiros e Saul? Essas são divinais, para além de que estará ciente do que está a trautear...
Não sei qual a idade do senhor Bonifácio, mas no que diz respeito à supracitada “antiga” lengalenga (e não lenga-lenga!...), não tenho nenhuma lembrança, embora recorde lindamente algumas clássicas da minha meninice, como, por exemplo, “O senhor é parvo…”
Do ponto de vista do senhor Bonifácio, os adolescentes que assistiram ao concerto não passam de anormais, pois é inaceitável, no seu entender, gostar de Lady Gaga.
Sou mãe de uma adolescente que não é freak, é uma fã perfeitamente normal. Já estou na faixa etária dos 50, não fui ao concerto, não sou fã, adoro Pink Floyd, Sting, U2, Genesis, Queen, Camel, Vangelis, Emerson, Lake & Palmer, mas não vivo presa ao século passado e julgo que é perfeitamente possível as bandas imortais conviverem pacificamente com as bandas recentes.
Bryan Ferry, vocalista dos Roxy Music, disse, em entrevista ao Gigwise, que a cantora é um exemplo supremo de um músico que conseguiu juntar música e arte. Ainda bem que Bryan Ferry tem capacidade para entender e respeitar qualquer artista, ainda bem que não tem preconceitos e não se assemelha a uma avis rara que só deve gostar de ouvir rarae aves
Já passei dos 50 e gosto de algumas músicas de Gaga, como Alejandro, Bad Romance ou Poker Face…Sou estranha? Chunga? Não é a música que ouvimos nem os concertos a que assistimos que nos faz melhores ou piores pessoas. Isso é um preconceito… O hábito não faz o monge e a minha consciência é muito mais importante que a minha reputação.

Prepotência, o que é? E má educação? Em Maio deste ano, num debate na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas subordinado ao tema da Crítica musical, João Bonifácio entrou em rota de colisão com um colega e, visivelmente irritado, saiu batendo a porta com estrondo atrás de si.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Gente feliz com gatos (3)

Os gatos sabem sempre quando as pessoas gostam ou não gostam deles,
mas nem sempre se ralam o suficiente para fazer algo a esse respeito.

Grace Kelly by The Catalyst

sábado, 11 de dezembro de 2010

Um dia de cão

Colombo, meio-dia! Cheguei com um estado de espírito mais ou menos tragável. O centro comercial já estava cheio de gente! Tinha os meus objectivos delineados para não perder o meu precioso tempo a deambular à toa pelo centro comercial. Passei pela Worten, Bertrand, Nespresso (sim, já há loja no Colombo…), Timberland, Stradivarius, fumei um cigarrito e fui comer uma bucha.
Colombo, duas da tarde! A minha boa disposição inicial já tinha começado a retirar-se para outras paragens, pois saí da Bertrand sem um único livro da lista comprado… Procurei sem encontrar e quando perguntei não havia um único exemplar disponível, dos que faziam parte do meu rol. Fiquei logo possessa! Não sei explicar a razão, mas as livrarias nos centros comerciais, mesmo as conceituadas, só têm os “últimos gritos da moda” e os livros que constavam na minha lista não eram “novidades”. Parece que o Natal vem agravar a situação porque a maioria das pessoas que compram livros para oferecer têm tendência a comprar o que está no top… e tudo o resto é banido para segundo e terceiro planos. Uma rapariga perguntava por “Sarrasine” de Honoré de Balzac! Deves estar com uma sorte, pensei eu. Com tantas “novidades” é preciso querer livros de autores que já não escrevem mais…
Depois da bucha, e já sem qualquer entusiasmo, voltei ao trajecto antecipadamente estudado. Ericeira, Billabong, Springfield, Fnac, Pull e Zara. As decepções foram-se sucedendo. As duas primeiras esticam-se à brava nos preços e nem sempre encontro justificação para isso. Springfield, Pull e Zara têm a roupa praticamente toda igual, padronizada, sem nada que as distinga umas das outras. Entrei na Fnac completamente envinagrada e foi com muitos amargos de boca e uma “crise de bílis” que de lá saí. Embora não fizesse parte do meu itinerário, fui à Sephora. Nesta altura, o meu estado de espírito estava intragável!... Fui atendida, e mal informada, por “rapariguinhas do shopping petulantes”, todas vestidas de igual e “nos lábios um bom batom” vermelho (julgo que faria parte do uniforme). Juntando a isso os risinhos parvos e as conversas ocas, lembraram-me a tontinha da Barbie… Dizer que eu estava passada dos carretos é pouco. Era urgente sair rapidamente do Colombo, antes que a minha irracionalidade começasse a dar nas vistas. Apanhei um táxi. O taxista optou por um percurso onde imperam os semáforos e o trânsito, mas estava longe de imaginar que transportava dentro do carro uma “bomba relógio”. Tanto o taxista como o taxímetro, um gatuno legítimo, começaram a irritar-me. Aproveitei a paragem no semáforo e num impulso, pouco comum em mim, paguei a quantia indicada e bazei, deixando o taxista entregue ao tráfego caótico, ou seja, preso na sua própria armadilha. Sem qualquer tipo de remorsos, mas à beira de um ataque de nervos, cheguei a casa. Agradeço à Nespresso por ter salvo o dia. Atendimento personalizado com profissionais competentes. A organização é sempre cinco estrelas, nem parece que estamos em Portugal. Um luxo!...

História do Natal Digital

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Monster Ball Tour

Hoje, Lady Gaga no Pavilhão Atlântico.

A minha filha R. está lá...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Local de referência...

... da "elite pensante"... (Caldas da Rainha)

"Café Central"

"Voltei ao café onde me levavam
quando rapaz. E onde entrei algumas vezes quando
ia às Caldas. Na parede
o unicórnio, o cavalo alado, um terceiro espécime mais pequeno
que certa aura ilumina
bailado em ouro de gentileza
sobre azul que fora turquesa e o restauro tornou azul
ganga
a sala abre sobre
a praça. O trânsito, tal como hoje, circula pela esquerda (coisa
elogiada pelos lábios murmurantes da política) e
o mercado da fruta - raiz de todo o comércio, espécie de relíquia
ninguém impede o rapazio de vender berlindes e
de cantar a sua própria canção. "

Termo de Óbidos de João Miguel Fernandes Jorge. Relógio d'Água. 1.ª Edição

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Let's look at the trailer (15)

Brideshead Revisited
Geoffrey Burgon... this song is glorious!



Guardado para ver na minha semana de férias a seguir ao Natal...

Este, a 5ª temporada de Dexter e muito provavelmente a 2ª temporada de Sons of Anarchy...

De mãe para mãe

Hoje, dia 8 de Dezembro, faço uma homenagem singela à minha mãe, alicerce que ainda continua a ligar-me ao passado. Esta fotografia tem oitenta e nove anos... A minha mãe é linda!...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Gente feliz com gatos (2)

Quando as coisas estão difíceis, o gato lembra-se de manter o equilíbrio

Truman Capote by Listal

Palavras sábias

Temporariamente, mas impreterivelmente à mesma hora, tomo a bica da manhã num pequeno Café que fica mesmo em frente à clínica de fisioterapia onde vou, diariamente, fazer os tratamentos.
O Café é frequentado, essencialmente, por idosos e reformados, todos eles simpáticos e bem dispostos. Quando me vêem chegar, arranjam logo lugar para me sentar e há mesmo uma senhora, na casa dos setenta anos, que tem prazer em me ajudar, segurando nas canadianas e pedindo o meu cafezinho ao senhor António, o proprietário, também ele uma pessoa afável.
Hoje, a senhora, que geralmente fala muito, estava determinada a falar ainda mais e fez questão que me sentasse na sua mesa. Não tive coragem para recusar, apesar de estar com um bocado de pressa. Seria até uma falta de cortesia da minha parte para quem tem sido sempre tão prestável. Habitualmente, gosto de conversar com pessoas que já viveram muito pois têm uma experiência de vida muito enriquecedora e, por vezes, conseguem surpreender-me com as suas intervenções e rasgos de lucidez.
Hoje, a senhora, que geralmente fala muito, contou-me que era viúva e o seu único filho tinha falecido com trinta e dois anos. Sentia-se sozinha e frequentava o café para conversar um bocadinho e para ver gente. Pouco falei e o que lhe disse não passaram de frases feitas... Perguntou-me se era casada e respondi-lhe que era divorciada (o estado civil que consta no bilhete de identidade é DIV, não sei se poderei dizer que pertenço aos DIVertidos...). Por breves instantes e pelo semblante dela, pensei que me ia insultar, mas enganei-me...
Olhou para mim bem nos olhos e, numa tirada, proferiu aquilo que eu já sabia, mas nunca menciono, nem penso muito, "Precisa de ter uma pessoa para partilhar os problemas, as alegrias e confidências. Ainda é muito nova para estar sozinha..."
Sorri-lhe e disse meia dúzia de tolices já ensaiadas para estas ocasiões. Aproveitei o facto de estar em cima da hora do tratamento para "sair de fininho". As palavras dela continuam a ecoar na minha cabeça... No entanto, já dizia Saint- Exupéry que "amor não é olharem um para o outro, mas sim olharem na mesma direcção." Difícil!!!... Só alguém muito especial me faria voltar atrás na minha máxima "cuecas de homem no estendal jamais!" Mas pronto, às vezes os milagres dão-se...

Espero que na quinta-feira a senhora não volte à carga... ou terei que mudar de Café...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Gente feliz com gatos (1)

O tempo passado com um gato nunca é desperdiçado

Ingrid Bergman by Listal

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

What did I do before...

Dexter?...

A 4ª temporada de Dexter é arrasadora! Uma sequência frenética de acontecimentos entre o caçador e a caça trocando frequentemente de papéis. Os dois últimos episódios são desgastantes! O último é mesmo demolidor, a cena final completamente chocante!!! Nos últimos dois ou três minutos passamos do suspiro de alívio à ansiedade e à raiva. Quando pensamos que o pior já passou, há uma reviravolta que nos deixa totalmente abatidos. Inacreditável! Eu não queria crer... mas num confronto de gigantes, num verdadeiro choque de titãs, alguém tem que sair vencedor e o afastamento do "Harry's Code" trouxe consequências nefastas… Fiquei mesmo atarantada e pensativa na cena final! Superou todas as minhas expectativas...

Não me admira que Michael C. Hall e John Lithgow tivessem ganho o Golden Globe Award e ainda um Emmy para Lithgow que foi simplesmente sublime! Melhor que Ice Truck Killer, Doakes ou Miguel Prado. Fiquei sem palavras. E agora Dexter? O que vai acontecer ao teu Dark Passenger?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Louca por compras...

Toda a gente sabe que a maioria das mulheres adora ir às compras. É evidente que não estamos a falar de compras de supermercado, mas sim de roupas… Qual é a mulher que não sonha ir às compras? Qual é a mulher que não sonha ir a Nova Iorque ou a Paris às compras? Eu!!!... Já estive em Paris e não comprei nada! É certo que sonho, ainda, ir um dia a Nova Iorque, mas podem ter a certeza que se a vida me permitir esse devaneio não será para perder tempo a fazer compras nem tão-pouco para ir aos saldos! Bah!... Claro que de vez em quando me apetece fazer uma extravagância e gastar dinheiro comigo e foi o que fiz… Comprei uma… camisola? Não! Comprei umas… calças? Não! Comprei uns… sapatos? Não! Comprei uma… pasta! É de couro, vai servir para transportar o portátil e é diferente das outras, sempre tão estandardizadas que qualquer pessoa percebe o que vai lá dentro…

Além disso, recorda-me a mala que usava às costas nos meus primeiros tempos de escola. (In) felizmente o meu pai achou que me fazia mal à coluna e passei a usar uma pasta de mão. Como tinha que andar nas camionetas da empresa Eduardo Jorge (nacionalizada mais tarde, passando a fazer parte da Rodoviária Nacional), as asas da pasta serviram, muitas vezes, para abrir as janelas que se encontravam perras…

Restauração

Não, não tem nenhuma relação com o sector de actividade relacionado com a exploração de restaurantes, afins e similares.

Alguém disse e eu corroboro e assino por baixo: Nunca fui à caça nem à pesca. Não ligo nenhuma ao fado. Não gosto de touradas. "Pátria" não é um conceito que use muito.