mas nem sempre se ralam o suficiente para fazer algo a esse respeito.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Gente feliz com gatos (3)
mas nem sempre se ralam o suficiente para fazer algo a esse respeito.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Um dia de cão
Colombo, meio-dia! Cheguei com um estado de espírito mais ou menos tragável. O centro comercial já estava cheio de gente! Tinha os meus objectivos delineados para não perder o meu precioso tempo a deambular à toa pelo centro comercial. Passei pela Worten, Bertrand, Nespresso (sim, já há loja no Colombo…), Timberland, Stradivarius, fumei um cigarrito e fui comer uma bucha.
Colombo, duas da tarde! A minha boa disposição inicial já tinha começado a retirar-se para outras paragens, pois saí da Bertrand sem um único livro da lista comprado… Procurei sem encontrar e quando perguntei não havia um único exemplar disponível, dos que faziam parte do meu rol. Fiquei logo possessa! Não sei explicar a razão, mas as livrarias nos centros comerciais, mesmo as conceituadas, só têm os “últimos gritos da moda” e os livros que constavam na minha lista não eram “novidades”. Parece que o Natal vem agravar a situação porque a maioria das pessoas que compram livros para oferecer têm tendência a comprar o que está no top… e tudo o resto é banido para segundo e terceiro planos. Uma rapariga perguntava por “Sarrasine” de Honoré de Balzac! Deves estar com uma sorte, pensei eu. Com tantas “novidades” é preciso querer livros de autores que já não escrevem mais…
Depois da bucha, e já sem qualquer entusiasmo, voltei ao trajecto antecipadamente estudado. Ericeira, Billabong, Springfield, Fnac, Pull e Zara. As decepções foram-se sucedendo. As duas primeiras esticam-se à brava nos preços e nem sempre encontro justificação para isso. Springfield, Pull e Zara têm a roupa praticamente toda igual, padronizada, sem nada que as distinga umas das outras. Entrei na Fnac completamente envinagrada e foi com muitos amargos de boca e uma “crise de bílis” que de lá saí. Embora não fizesse parte do meu itinerário, fui à Sephora. Nesta altura, o meu estado de espírito estava intragável!... Fui atendida, e mal informada, por “rapariguinhas do shopping petulantes”, todas vestidas de igual e “nos lábios um bom batom” vermelho (julgo que faria parte do uniforme). Juntando a isso os risinhos parvos e as conversas ocas, lembraram-me a tontinha da Barbie… Dizer que eu estava passada dos carretos é pouco. Era urgente sair rapidamente do Colombo, antes que a minha irracionalidade começasse a dar nas vistas. Apanhei um táxi. O taxista optou por um percurso onde imperam os semáforos e o trânsito, mas estava longe de imaginar que transportava dentro do carro uma “bomba relógio”. Tanto o taxista como o taxímetro, um gatuno legítimo, começaram a irritar-me. Aproveitei a paragem no semáforo e num impulso, pouco comum em mim, paguei a quantia indicada e bazei, deixando o taxista entregue ao tráfego caótico, ou seja, preso na sua própria armadilha. Sem qualquer tipo de remorsos, mas à beira de um ataque de nervos, cheguei a casa. Agradeço à Nespresso por ter salvo o dia. Atendimento personalizado com profissionais competentes. A organização é sempre cinco estrelas, nem parece que estamos em Portugal. Um luxo!...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Local de referência...
"Café Central"
"Voltei ao café o
nde me levavam
quando rapaz. E onde entrei algumas vezes quando
ia às Caldas. Na parede
o unicórnio, o cavalo alado, um terceiro espécime mais pequeno
que certa aura ilumina
bailado em ouro de gentileza
sobre azul que fora turquesa e o restauro tornou azul
ganga
a sala abre sobre
a praça. O trânsito, tal como hoje, circula pela esquerda (coisa
elogiada pelos lábios murmurantes da política) e
o mercado da fruta - raiz de todo o comércio, espécie de relíquia
ninguém impede o rapazio de vender berlindes e
de cantar a sua própria canção. "
Termo de Óbidos de João Miguel Fernandes Jorge. Relógio d'Água. 1.ª Edição
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Let's look at the trailer (15)
Geoffrey Burgon... this song is glorious!
Guardado para ver na minha semana de férias a seguir ao Natal...
Este, a 5ª temporada de Dexter e muito provavelmente a 2ª temporada de Sons of Anarchy...
De mãe para mãe

terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Gente feliz com gatos (2)
Truman Capote by Listal
Palavras sábias
Espero que na quinta-feira a senhora não volte à carga... ou terei que mudar de Café...
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
What did I do before...
A 4ª temporada de Dexter é arrasadora! Uma sequência frenética de acontecimentos entre o caçador e a caça trocando frequentemente de papéis. Os dois últimos episódios são desgastantes! O último é mesmo demolidor, a cena final completamente chocante!!! Nos últimos dois ou três minutos passamos do suspiro de alívio à ansiedade e à raiva. Quando pensamos que o pior já passou, há uma reviravolta que nos deixa totalmente abatidos. Inacreditável! Eu não queria crer... mas num confronto de gigantes, num verdadeiro choque de titãs, alguém tem que sair vencedor e o afastamento do "Harry's Code" trouxe consequências nefastas… Fiquei mesmo atarantada e pensativa na cena final! Superou todas as minhas expectativas...
Não me admira que Michael C. Hall e John Lithgow tivessem ganho o Golden Globe Award e ainda um Emmy para Lithgow que foi simplesmente sublime! Melhor que Ice Truck Killer, Doakes ou Miguel Prado. Fiquei sem palavras. E agora Dexter? O que vai acontecer ao teu Dark Passenger?quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Louca por compras...
Além disso, recorda-me a mala que usava às costas nos meus primeiros tempos de escola. (In) felizmente o meu pai achou que me fazia mal à coluna e passei a usar uma pasta de mão. Como tinha que andar nas camionetas da empresa Eduardo Jorge (nacionalizada mais tarde, passando a fazer parte da Rodoviária Nacional), as asas da pasta serviram, muitas vezes, para abrir as janelas que se encontravam perras…
Restauração
Alguém disse e eu corroboro e assino por baixo: Nunca fui à caça nem à pesca. Não ligo nenhuma ao fado. Não gosto de touradas. "Pátria" não é um conceito que use muito.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Eden Lake


quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Coincidências...
A verdade é que o número sete tem uma enorme preponderância neste mundo e as curiosidades sobre ele já foram sobejamente faladas, mas não resisto a fazer uma lista (pouco exaustiva…), totalmente anárquica, sobre este número místico e enigmático.
Ora vejamos: 7 são as Maravilhas do Mundo Antigo (e Moderno…), 7 são as Artes, 7 são as notas musicais, 7 são as cores do arco-íris, 7 são os pecados capitais, 7 são as virtudes, 7 são os Sacramentos e 7 as Obras de Misericórdia, 7 as trombetas, os anjos e as taças da ira de Deus no Apocalipse, 7 foram as pragas do Egipto e 7 os Sábios da Grécia, 7 são os dias da semana, 7 são os mares, 7 são os algarismos romanos, 7 são os anões, and so on…
A influência do número sete não fica por aqui. Temos ainda os 7 palmos de terra, as 7 colinas de Lisboa comparadas às 7 colinas de Roma e de Jerusalém, a lagoa das 7 cidades, as 7 saias da mulher nazarena e as 7 vidas dos gatos. E “7 noivas para 7 irmãos”. Porquê 7 e não 5 ou 8?
Surgem ainda expressões interessantes provenientes da imaginação popular. Todos nós já as utilizámos: falar com 7 pedras na mão, fechar a 7 chaves, estar com 7 olhos, estar nas suas 7 quintas, fugir a 7 pés, o homem dos 7 ofícios, tocar 7 instrumentos, um bicho de 7 cabeças ou são 7 cães a um osso.
Até Luís de Camões se serviu do número 7 no seu soneto “Sete anos de pastor Jacob servia…”
Termino com a melhor referência ao número sete. Depois dos seis dias da Criação do Mundo, Deus abençoou o sétimo dia e descansou… Se Deus é omnipotente por que razão não fez o Mundo em dois dias e descansou no terceiro? Simples! Andou a engonhar propositadamente para descansar ao sétimo porque o número 7 é “divinal”!...
Memórias e Afectos (73)

Fonte da Reboleira!?... Parece-me bem, e se deu dinheiro... quem sou eu para contestar? Lamentavelmente, no que diz respeito a pontapés nas pedras, não saí ao meu avô clarividente...
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Puzzle
domingo, 21 de novembro de 2010
Inception
Cinematograficamente (se é que esta palavra existe…), nem sempre a minha filha A e eu estamos de acordo. Inception (em português “A Origem”) veio confirmar a minha afirmação anterior. Enquanto a minha filha achou o filme brilhante, eu, que não passo de uma cinéfila de trazer por casa, não amei…
Será que se eu disser que os efeitos visuais e sonoros são irrepreensíveis, o meu atraso mental passa de grave a moderado?... Claro que posso sempre argumentar que não prestei muita atenção ao filme e que estava a pensar no bifinho do Café Império...
Como é que eu posso ter a certeza de que, neste preciso momento, não estou a sonhar?
Se o “post” aqui estiver amanhã, certo?... Rezem por mim, please…
Imagens da Warner Bros.
Sábado mágico
A adaptação do último livro da saga, "Harry Potter e os Talismãs da Morte", foi dividida em duas partes no cinema. Nesta primeira parte podemos ver Harry, Rony e Hermione tentando encontrar os Horcruxes, objectos onde Voldemort guardou a alma depois de dividida. O objectivo é destruí-los e derrotar o Senhor das Trevas que está cada vez mais poderoso.

Em relação aos filmes anteriores, "Harry Potter e os Talismãs da Morte" é muito mais sombrio e falta-lhe o encanto de Hogwarts , mas as 2 horas e vinte minutos de filme passam a um ritmo alucinante e quando acaba deixa-nos com vontade de ver a segunda parte, mas essa só chegará em 2011. Espero que o final seja grandioso.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Vossa Excelência chamou…? (4)
Autor e Ilustrações: Júlio Borja
Como escolher um nome para o gato
[…] Tudo depende do estilo do dono, tendo em conta que o gato nem nunca vai chegar a saber que tem nome, quanto mais dar-se ao trabalho de emitir opinião sobre ele. Além disso, mesmo que um gato invulgarmente perspicaz chegasse algum dia a perceber que tinha nome, continuaria a borrifar-se para ele, uma vez que o mesmo não lhe serviria para nada. […] Claro que continua a haver quem defenda que o gato – sendo um animal inflexivelmente independente e com um feitiozinho de sogra – sabe sempre muito bem quando estão a chamá-lo; não quer é dar confiança ao dono e por isso se faz de desentendido;
[…] do ponto de vista de qualquer gato à face da Terra, quer ele próprio quer todos os outros gatos que existem no mundo, se chamam “Miau”. E daqui não arredam pé, faça chuva ou faça sol. […]
[…] tenha presente que nisto de nomes para gatos há quatro grandes grupos a considerar, tal como – imagine! – em relação a nomes de jogadores de futebol brasileiros. Palavra! Não sabemos ao certo quem copiou quem, mas não pode ser só coincidência o facto de 95% de todos os gatos e 95% de todos os jogadores de futebol brasucas terem nomes que pertencem inapelavelmente a um de quatro – não são três, nem cinco: são exactamente quatro grandes grupos predefinidos a saber:
Jogadores de futebol: Grupo 1 – Diminutivos (Ronaldinho, Juninho, Robinho…); Grupo 2 – Aumentativos (Luisão, Carlão); Grupo 3 – Nomes acabados em “-son” (Edmilson, Anderson, Gerson); Grupo 4 – Nomes de chimpanzé de circo ou dos filmes do Tarzan (Kafu, Dunga, Cajú, Mossoró, Kaká…)
Agora repare:
Gatos:
Grupo 1 – Nomes-tipo para gatos-pedigree, com donos(as) de classe média a alta (sobretudo novos-ricos em início de carreira) que lêem a imprensa cor-de-rosa, enviam fotos do bichano para tudo o que é revista de animais e sonham ter um dia um mordomo pedantolas chamado Jarbas ou Gervásio (mínimo 4 palavras). Exemplos:
- Mimi Anastácia de Pompadour III
- Don Juan del Banderas y Segóvia Olé
- My Elvis Van Rockefeller Jr
- Bibucha Lafayette de Capa e Espada
Este tipo de nome segue, curiosamente a lógica estrutural de base da maioria dos nomes de “tias” da fina-flor do nosso entulho nacional, ou sejam, apelidos brasonados precedidos de ridículos nomes de cão de companhia – no estilo “Bibuxa Sá Pessanha”, “Titó Brito e Mello” ou “Pipinha Santana Cabral”. (Não há pachorra…) […]
[…] Grupo 2 – Nomes para gatos com donos reformados e/ou castiços e/ou imaginativamente desfavorecidos (sempre uma só palavra). Exemplos:
- Tareco (um clássico secular, lusitano até à medula, para gato marialva de uma casa portuguesa, com certeza); Bolinhas; Farrusco; Pom-Pom; Mimi; Félix; Pantufas.
Grupo 3 – Nomes para gatos com donos cool e low profile, no espectro que vai da jovem intelectual urbano-depressiva modernaça ao engatatão de Av. de Roma em fim de carreira, que prefeririam passar férias na Faixa de Gaza ou a lua-de-mel num campo de refugiados no Sudão a terem de ter em casa um bichano chamado Tareco… ou Pom-Pom… ou Mimi Anastácia… Exemplos: Escolápio; Ramsés; Óscar; Zeus; Grischka; Fidel; Ganimedes; Gastão; Barrabás; Galileu.
Grupo 4 – Nomes alternativos para situações pontuais. Todos os humanos que têm gatos em casa guardam carinhosamente um reportório ad hoc de formas de tratamento alternativo para aqueles momentos inesquecíveis de convívio em que a emoção ultrapassa a razão. Nesta linha, eis alguns dos nomes mais populares nos lares portugueses:
- “Ahmeugandafilhodamãequeseutedeitoamão!” (Para gato apanhado a javardar a terra das orquídeas da dona para fora do vaso, depois de lá ter acabado de fazer o chichizinho da praxe).
- “Outravezóquegaitapá…” (Para gato acabado de pisar pela terceira vez na cozinha, durante os preparativos para o jantar).
- “Pchhhhhhhhhhtsaijádaí!!!” (Para gato apanhado a começar a fazer a folha às sardinhas assadas e temperadas em cima do balcão da cozinha, 43 segundos antes do início do almoço).
Ora, tente lá num minuto lembrar-se de um nome de gato ou de jogador de futebol brasileiro seus conhecidos que não caia numa destas quatro categorias. Quase impossível, não é?! Parece bruxedo… [...]
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Conciso e com siso...
Um gestor vale mais do que quem salva vidas e cria (vários tipos) de riqueza como um médico ou um cientista? Qual é o dom especial que possuem para que ganhem muito mais que todos os outros? Não se sabe. Mas essa ignorância não altera os rendimentos. Mesmo que os resultados empresariais derivem de uma extensa cadeia. Mesmo que todas as empresas devam ter um papel social. Pois é. Os nossos trabalhadores são dos mais mal pagos da Europa, mas os gestores são dos mais bem pagos. Um gestor alemão recebe dez vezes mais que o trabalhador com o salário mais baixo na sua empresa. O britânico 14. O português 32. Mas, segundo um estudo da Mckinsey, Portugal tem dos piores gestores. Logo, quando se fala em reduzir direitos e salários, a quem nos devemos referir? Lógico? Não. Dizem que os bons gestores escasseiam e é necessário recompensá-los. Senão, fogem do país. Ok. Então, é simples. Se são assim tão poucos, ide. Não serão significativos na crescente percentagem de fuga dos cérebros que estavam desempregados/explorados. Depois, contratem-se gestores alemães ou ingleses. Por lá, não rareia tanto a qualidade. Estão habituados a discutir não só ordenados mínimos como ordenados máximos. E sempre são mais baratinhos.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Desejos e caprichos
domingo, 14 de novembro de 2010
Livros e Mar: eis o meu elemento! (34)
No hay casa más misteriosa en Madrid que la llamada Casa de las Siete Chimeneas (hoy, sede del Ministerio de Cultura). A casa das sete chaminés, situada na Plaza del Rey, é um dos poucos exemplos de arquitectura civil do século XVI que permanece de pé em Madrid. Foi projectada e construída entre 1574 e 1577, pelo arquitecto Antonio Sillero para Pedro de Ledesma. Dizem que, na verdade, a casa não teria sido construída para Ledesma, mas para o rei Felipe II. Segundo consta ele teria comprado uma parte das terras do Convento del Carmen, para dar à sua filha como presente de casamento, após a construção da casa. Há outras versões. Uma delas afirma que a casa serviu para manter reclusa uma filha ilegítima do rei Felipe II e outra que uma das amantes do rei viveria aqui e que ele frequentava a casa escondido pelas sombras da noite. Em volta das sete chaminés surgiram inúmeras lendas, existindo uma que afirma que cada chaminé representaria um pecado capital.
Madrid, 1568. A morte de Isabel de Valois leva o rei Felipe II a aceitar desposar a sobrinha, Ana de Áustria, com o objectivo de garantir ao reino um filho varão. Porém, sinceramente abalado pela morte da rainha, Felipe não encontra consolo nos braços da nova esposa mas sim nos da jovem aia das suas filhas, Elena Méndez. Na sua condição de soberano da monarquia mais poderosa do seu tempo, Felipe sabe que qualquer passo em falso pode ter consequências imprevisíveis, mas, dividido entre o desejo e a culpa, toma uma decisão que acabará por se revelar trágica e por mudar para sempre todos os envolvidos…
sábado, 13 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Escapadinha

Tive pena de não me ter deliciado com o melhor gin do Atlântico, famoso em todo o mundo, mas estava quase em jejum e não me pareceu uma boa ideia.Uma escapadinha muito agradável para quem está fechado em casa há uns dias...
Memórias e Afectos (71)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A Calçada Portuguesa
Sem dúvida que a calçada portuguesa é bonita e possui a vantagem de permitir que a água das chuvas se infiltre no solo, mas ficamos por aqui no que diz respeito aos aspectos positivos deste tipo de pavimento. Como não há bela sem senão, a calçadinha portuguesa torna-se numa verdadeira armadilha para os idosos e para quem tem que se deslocar de canadianas, principalmente quando o piso está molhado. Compreendo que a calçada portuguesa é única, nos diferencia dos outros países e é uma tradição antiga, mas, do meu ponto de vista, parece-me que a segurança dos cidadãos deveria ser essencial e sobrepor-se à beleza e aos costumes. Os passeios, devido à falta de conservação, apresentam-se, na sua maioria, desnivelados e esburacados, formando-se imensas poças de água quando chove. As pedras gastam-se com facilidade e muitas delas encontram-se já muito polidas, tornando-se perigosas particularmente quando o piso está molhado. Basta um passo em falso e é queda certa. Basta apoiar mal as canadianas e vump! Estamos estatelados no chão!... Só quem nunca teve que se movimentar de canadianas neste piso, poderá colocar a estética à frente da comodidade e da segurança. Experimentem andar ao pé-coxinho com duas canadianas em piso escorregadio! Até faz chorar as pedras da calçada! Lamentavelmente, escrevo com conhecimentos profundos de causa, pois fui obrigada, há uns anos, a contornar algumas dificuldades em consequência do maravilhoso calcetamento nacional…
Existem vários tipos de pavimento de fácil assentamento e manutenção, resistentes, permeáveis e antiderrapantes, que poderiam substituir harmoniosamente as nossas brancas pedras dos passeios.
Como já devem ter imaginado, não sou uma defensora fervorosa da calçada portuguesa. A mim não me faz falta nenhuma, embora, com alguma benevolência, lhe dê a oportunidade de ser preservada nas zonas mais conhecidas e turísticas.
Nascido para matar...
A todos os seguidores, fanáticos e adoradores da série, peço desculpa pela minha inicial e persistente incredulidade. A partir de agora é sempre a abrir!...

sábado, 6 de novembro de 2010
Vir'ó disco e toc'ó mesmo...
Não foge à regra dos anúncios de supermercados e hipermercados, irritantes, sem graça e com uma enorme falta de gosto...
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Livros e Mar: eis o meu elemento! (33)
Ao contrário de “A Sombra do Vento” e de “O Jogo do Anjo”, “Marina” tem muito menos páginas, mas para Zafón é a sua obra preferida. “Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, "Marina" é um dos meus favoritos.”
Carlos Ruiz Zafón desenvolve, com uma enorme mestria literária, um autêntico romance de terror e loucura, onde não faltam os cenários sombrios e as personagens sinistras. “Marina” faz lembrar, em alguns momentos, os clássicos “Frankenstein” de Mary Shelley ou “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” de Robert Louis Stevenson.
Mais uma vez, Barcelona! Mais uma vez, uma Barcelona gótica. Mais uma vez, uma Barcelona de enigmas e intrigas. Mais uma vez, uma história de amor trágica. Mais uma vez, Zafón surpreendente!...
Awake
Vi este filme há uns meses e assim que soube que ia ser submetida a uma cirurgia lembrei-me imediatamente do fenómeno, mas nunca me passou pela cabeça poder vir a fazer parte dos azarentos 30 mil que, eventualmente, poderão passar por essa experiência. Se tivesse recebido uma anestesia geral acredito que teria uma perda total da consciência e esta minha certeza baseia-se na teoria das probabilidades. Se não me sai o Euromilhões, então também não seria contemplada com um despertar intra-operatório…
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
É hoje, é hoje...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Mundo incompleto...
porque nunca está inteiro[…].
O mundo nunca está completo:
faltam pessoas que nos morreram.”
(Gonçalo M. Tavares – Uma Viagem à Índia)









