segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O saber não ocupa lugar

Felizmente herdei do meu pai o prazer de pesquisar, de investigar, de aprender, de saber.
Quando era gaiata e mesmo já na adolescência não havia internet, essa facilidade que hoje existe de pesquisa, mas tinha a sorte de ter à disposição um manancial de enciclopédias no "escritório" do meu pai (essa divisão da casa é conhecida, na nossa "gíria doméstica", por tulha, pelo facto de estar sempre desarrumado...).
Talvez as minhas "investigações", nesse tempo, não fossem tão fáceis como hoje em dia mas eram, certamente, mais encantadoras... porque manusear livros é muito mais empolgante do que a acção de clicar ou teclar.
Lembro-me bem da "cruzada" que empreendi, para desvendar algumas localizações geográficas, quando li "Tristão e Isolda" de Béroul e "Paulo e Virgínia" de Bernardin de Saint-Pierre , tinha eu aí uns treze ou catorze anos...
O saber não ocupa lugar mas se "o lugar estiver muito ocupado" posso sempre fazer um delete da informação que não me interessa "arquivar" nos neurónios.
E como o saber não ocupa lugar, soube pela S. que no nosso país existiam muitos exemplares de Trilobites e que a maior foi encontrada no lugar de Canelas, perto de Alvarenga, no concelho de Arouca. Apesar de ter conhecimento que em Portugal se encontram fósseis de vários tipos, nunca me tinha passado pela cabecita que houvesse Trilobites...
Trilobites eram animais marinhos que existiram nos mares de há 300 milhões de anos e se extinguiram antes do aparecimento dos dinossáurios. Para os estudiosos de fósseis, as Trilobites marcam o momento em que a vida começou a sua conquista em todos os locais do planeta.












Mas o concelho de Arouca não é só rico em Trilobites, é rico em "pedras parideiras"... um fenómeno espantoso!
As "pedras parideiras", que revelam um fenómeno geológico único no mundo, são nódulos negros de biotite, um mineral, encrustados numa matriz granítica, que pelo efeito da erosão saltam da rocha. Constituem um fenómeno científico único, quer na sua formação, quer na "expulsão" devido à erosão. Brotam de uma rocha-mãe, daí se chamarem Parideiras e existem apenas em dois locais do Planeta Terra: na Serra da Freita, freguesia de Albergaria da Serra e na Rússia, perto de S. Petersburgo...












O saber não ocupa lugar... ou, como alguém diria, ocupa o lugar da ignorância...

"Hay que buscarse un Amante"

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam. Geralmente são estas últimas que vêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insónia, apatia, pessimismo, crises de choro, ou as mais diversas dores. Elas contam-me que as suas vidas correm de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar o tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente a perder a esperança. Antes de me contarem tudo isto, já tinham estado noutros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão"... além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, depois de as ouvir atentamente, eu digo-lhes que elas não precisam de nenhum anti-depressivo. Digo-lhes que o que elas precisam é de um Amante!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem o meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa destas?!". Há também as que, chocadas e escandalizadas, despedem-se e não voltam nunca mais.
Às que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico-lhes o seguinte:
Amante é "aquilo que nos apaixona". É o que toma conta do nosso pensamento antes de adormecermos, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso Amante é o que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras vezes, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho, na necessidade de nos transcendermos espiritualmente, numa boa refeição, no estudo, ou no prazer obsessivo do nosso passatempo preferido... Enfim, Amante é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar" a vida e nos afasta do triste destino de "ir vivendo". E o que é "ir vivendo"? "Ir vivendo" é ter medo de viver. É vigiar a forma como os outros vivem, é o deixarmo-nos dominar pela pressão, andar por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastarmo-nos do que é gratificante, observar decepcionados cada ruga nova que o espelho nos mostra, é aborrecermo-nos com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. "Ir vivendo" é adiar a possibilidade de viver o hoje, fingindo contentarmo-nos com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contentem com "ir vivendo". Procurem um amante, sejam também um amante e um protagonista da vossa vida... Acreditem que o trágico não é morrer, porque afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, e sem mais delongas, procurem um amante.
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, É PRECISO NAMORAR A VIDA".

Texto: Dr. Jorge Bucay
Livro: "Hay que buscarse un Amante"

O que (agora) me satisfazia completamente…(2)

comprar...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Celebram-se hoje os 200 anos…

…do nascimento do naturalista inglês que criou a teoria da selecção natural.
Charles Darwin esteve cinco anos em viagem à volta do mundo e quando embarcou, em 1831, no HMS Beagle, não sabia que isso iria mudar a sua vida e revolucionar a história da ciência.
Quando regressou a Inglaterra, além de publicar um livro sobre a viagem, desenvolveu a sua teoria sobre a evolução, embora só tenha publicado "On the Origin of Species" em 1859.
O livro conquistou adeptos e causou polémica.
Até hoje, a polémica continua.

(curiosamente, o meu avô aventureiro e visionário também celebraria hoje pr'aí uns 125 anos...)

Reminiscências

Sempre que ajudo a minha filha R. a estudar, a minha memória vai direitinha para um poema de Fernanda de Castro, que constava do meu livro de português do 1º ano do liceu.

"...Lisboa, Santarém, Porto, Leiria..."
(eu sabia de cor toda a geografia)
O Senhor Inspector
deu-me a nota mais alta em geografia
e disse gravemente:
- "Continua. Hás-de ser gente..." -
"Ângulo recto, agudo,
cateto, hipotenusa...
(já manchara de giz a minha blusa
mas respondia a tudo
e a professora sorria
enquanto eu papagueava a geometria)
"...D.Sancho, o Povoador...
D.Dinis, o Lavrador..."
(Tinha então boa memória,
sabia as datas da história...)
1580
1640
1143
em Arcos de Valdevez...
(Muito bem, sim senhor!
A pequena é simpática)
E depois, em voz alta, o senhor Inspector:
- Vamos à gramática." -
"...E, nem, não só, mas também...
conjunções copulativas"
(Eu pensava na alegria
que ia dar a minha mãe,
nas frases admirativas
da velha D. Maria,
a minha primeira mestra:
- Tão novinha e ficou "bem"!
e esta suavíssima orquestra
acompanhava em surdina
o meu primeiro exame de menina
aplicada, orgulhosa e inteligente...)
- "Vá ao quadro, menina!" Docilmente
fiz os problemas, dividi fracções,
disse as regras das quatro operações
e finalmente
O Senhor Inspector felicitou-me,
quis saber o meu nome
e declarou-me
que ficara "distinta" sem favor.
Ah! que esplendor!
Que alegria total e sem mistura,
que orgulho, que vaidade!
Olhei de frente o sol e a claridade
não me cegou, julguei-a quase escura...
As estrelas, fitei-as como iguais.
Melhor: como rivais...
E a Humanidade
pareceu-me um rebanho sem vontade,
uma vasta colónia de formigas...
(As minhas pobres, tímidas amigas!)
Pouco depois, em casa, a testa em fogo, o olhar em brasa,
gritei num desafio
à terra, ao céu, ao mar, ao rio:
- "O mãe, eu já sei tudo!"
No seu olhar tranquilo de veludo,
no seu olhar profundo,
que era todo o meu mundo,
passou uma ironia tão velada,
uma ironia
tão funda, tão calada,
que ainda hoje murmuro cada dia:
"-O mãe, eu não sei nada!..."

Message in a bottle (12)

Está bem... façamos de conta
(por Mário Crespo)

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Hoje sinto-me assim...

... livre dos testes e do estudo
mas cansada, muito cansada...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

I'll be back...


mas... durante os próximos dias
vou estar ocupada!
Tenho que estudar, ou melhor, ajudar
a minha filha R. a estudar!
Para já...Ciências, Matemática e
Geografia...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Yes, we can!

Contrariamente ao que parece, não vou escrever sobre o famoso slogan da campanha de Barack Obama.


"Qualquer simples problema se pode tornar insolúvel se fizermos um número suficiente de reuniões para o discutir."

Ontem, sexta-feira, supostamente um dos melhores dias da semana foi igualada a todas as segundas-feiras, conhecidas como dias internacionais do desespero…
Mais uma “mega” reuniãozinha secante de departamento!
“Mega porque somos setenta, reuniãozinha porque é deprimente e sem utilidade e secante porque dura o dia todo só com um intervalo para almoço. O DIA TODO! Aquilo nem é uma reunião, é um filme do Manoel de Oliveira…
Felizmente consegui alcançar o meu único objectivo do dia: não me sentar em frente dos directores e dos chefes dos Serviços!
Depois do objectivo alcançado, puxei duma folha e aproveitei para começar a rascunhar este texto em vez de a desperdiçar com rabiscos e figurinhas geométricas…
Que pena eu não ser caricaturista… tinha ali muita matéria-prima!
“Gosto” destes acontecimentos, particularmente quando estou sentada em lugares privilegiados e posso fazer comentários com os colegas do lado sem que me vejam…
Costumo dizer que em qualquer reunião existem sempre três tipos de pessoas e eu faço parte do pior.
Há os que têm um dom, o dom da palavra! Este dom nasce com as pessoas e não nasceu comigo… o único dom que tenho está na estante… é o Dom Quixote!
O outro tipo de pessoas não tem apenas o dom, tem o “bidom”… ou seja, tem o dom da palavra e muita lata à mistura e isso é uma das condições sine qua non numa reunião. O “bidom” pode adquirir-se ao longo dos anos mas andei entretida a adquirir outras coisas e a “lata” passou-me ao lado…
Qualquer destes dois tipos de gente, sempre cheios de verborreia (não fui ao dicionário, juro!) enchem uma reunião e deixo-lhes aqui um incentivo: se alguém bocejar enquanto falam, não desistam! Mais cedo ou mais tarde alguém vai adormecer…
O terceiro tipo, do qual eu faço parte, é conhecido por monos!...
Os monos só lá estão para encher a sala, ouvir os que têm dom e “bidom” e, obviamente, fazer comentários com os colegas do lado…
Geralmente é um mono que faz as actas das reuniões porque os outros entram nos actos, são os actores principais da tragédia (caso a reunião demore mais que uma hora) enquanto os monos são simples figurantes.
A directora começou a reunião pedindo silêncio com o auxílio de um… martelinho!... Não?! Sim! Tipo juiz no tribunal! O martelinho era semelhante aos que são utilizados pelos arqueólogos… Escavações? Onde? Na minha mente? Na minha alma? Nos objectivos do ano passado? Demasiado recentes…
Que o martelinho é ridículo, é! Raio da mulherzinha, minhoca sem-abrigo, fóssil vivo… só pensa em reuniões.
Bem, lá começou o discurso do costume, a dar as informações do costume, com os suspeitos do costume…
Blá, blá, blá… não sei quê, quotas na avaliação de desempenho. Já estou como o outro: “Desejo um excelente ano de 2009 a todos! A todos? Todos não pode ser! Então e as quotas? Uns terão que ter um ano bom e outros, vá lá… suficientezinho…”
Continuou o discurso agradecendo o nosso esforço, empenho e dedicação…
Passei os olhos pela sala. A grande maioria das pessoas estava a pensar no fim-de-semana…
A palavra foi passada ao director adjunto, um brincalhão ambicioso que vi “crescer” na instituição e apenas na instituição… mas enfim, os homens não se medem aos palmos (ainda bem para ele).
Objectivos para 2009 transmitidos em cascata…
É bonito! O pior é que eu, estando na base, vou levar com aquelas toneladas de água em cima!...
Blá, blá, blá… task force! Gosto desta expressão! Não sei, tem estilo… E empreendedorismo? Uf… só de a escrever fico cansada!
Blá, blá, blá… Ups! O quê? Precisam de quanto? Cinco milhões? Não há? Mau planeamento! Podiam ter jogado no euro milhões, na lotaria, na roleta, podiam ter feito rifas, sei lá, tudo, menos andar aí ao tio ao tio… a pedir esmolas ao estrangeiro!
Como disse a S., só faltou passar a bandeja das esmolas, como na missa…
Nestas reuniões, tenho ocasião de me regozijar por pertencer ao menos mau dos Serviços do Departamento… digamos que somos assim como a aldeia gaulesa… no meio dos “romanos”, superiores em número mas que nada podem contra a nossa poção mágica… o riso!
Aqui está o Staff!

Novamente o apelo à dedicação, ao empenho e ao esforço para conseguirmos, qual Obama, ultrapassar as dificuldades e alcançar os objectivos!
Yes, we can!
O ponto alto desta reunião foi, sem dúvida, o final, com a visualização da reportagem fotográfica da nossa festa dos Reis, pois por momentos foi possível juntar “romanos” e “gauleses” na harmonia do riso…

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Good looking




Dizem que os homens são como o vinho:
A idade azeda os maus e apura os bons...

Como também tenho essa opinião,
julgo que estes dois "vinhos" terão que
ser "consumidos" exactamente assim...
Um já apurado e outro por apurar...

O carteiro toca sempre duas vezes...

... assim como o meu despertador!
Aconteceu, porém, que hoje em vez de me levantar após o segundo toque, não sei o que me aconteceu... foi feitiço, o que é que me deu?... para me deixar ir nos braços de Morfeu...
Assim, qual "bela" adormecida, dormi mais duas horas, o que quer dizer que me levantei à hora em que já costumo ir a caminho do meu local de trabalho e a minha filha R. a caminho da escola, ou seja, às 8 menos dez...
Sei que apelidar-me de "bela" é pretencioso e além disso nem sequer estive a dormir 100 anos... foram apenas umas míseras duas horas!
A verdade é que duas horas de atraso numa rotina diária, com horários escolares e profissionais a cumprir, se tornam problemáticas, um autêntico bico d'obra...
O caos e o pânico instalaram-se, assim que a minha filha A., curiosamente de férias a estudar para os exames, me acordou com uma vozinha incrédula...
Sim, porque eu nem acordei sozinha... e qualquer coisa me diz que eu era bem capaz de fazer concorrência à princesa Aurora e dormir esses tais 100 anos...
O banhinho da manhã... já era! Paciência... a pele precisa de descanso...
O pequeno almoço... foi-se! Paciência... da boca para baixo só faz engordar...
Depois de nos arranjarmos (acho que já nem havia arranjo, estávamos mesmo avariadas...), a prioridade era chamar um táxi que nos levasse com alguma celeridade até à escola, visto que a R. começava as aulas às 8.15 horas!!...
Com uma boa dose de sorte consegui rapidamente um táxi e como o taxista foi expedito, a R. só chegou atrasada 10 minutos.
Eu cheguei atrasada 6x10 minutos mas, como diria um amigo meu, o que é isso comparado com o diâmetro da Terra, em milímetros?...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

After the crisis is over...

How company logos will look like when the crisis is finally over.






















sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A minha onda (7)

As condições meteorológicas fizeram-me recordar
Supertramp - "It's raining again"

Merece reflexão...

... porque o Sr. Arnaldo pode ter razão e segundo Frank Lloyd Wright,
"a televisão é pastilha elástica para os olhos"...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Gosto...e não se fala mais nisso! (8)

Gosto muito de jacarandás!

Para os franceses, esta espécie tropical é a “árvore das ostras” porque os seus frutos, semelhantes a castanholas andaluzes, libertam sementes aladas.

No livro “As crónicas de um anjo cinzento”, Alejandro Dolina diz que na Argentina há um grande jacarandá que assobia tangos na Plaza de Flores...

Eu acredito...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A não perder!

Não sei se tive conhecimento do PNETLiteratura por casualidade, pois costuma dizer-se que nada acontece por acaso. Chegou-me através da maior rede de sites temáticos de Portugal – a rede PNET, através de e-mail.

Três cronistas dão voz ao diagnóstico crítico, nomeadamente Jorge Reis-Sá (observatório da poesia), Pedro Teixeira Neves (observatório do romance) e Maria do Carmo Figueira (observatório da tradução).
Três escritores particularmente singulares, Almeida Faria, Gonçalo M. Tavares e Valter Hugo Mãe darão a conhecer neste espaço inéditos de sua autoria.

Livros e Mar: eis o meu elemento! (7)

Arturo Pérez-Reverte é um dos escritores espanhóis mais lidos em todo o mundo. Aventurou-se, com «A Rainha do Sul», num cenário pouco familiar aos seus leitores – o inferno do narcotráfico, cujo enigma não reside numa intriga policial, mas numa mulher, Teresa Mendoza, que triunfou num mundo predominantemente masculino. Esta é uma mulher solitária que constrói um império a partir do nada.
Uma história de corrupção, amor e morte.

If you think you are unhappy...


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Este homem entrou na História...

Esperemos que consiga fazer História...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Magnetismos Terrestres

O eixo Norte-Sul geográfico da Terra não coincide com o eixo norte-sul magnético.
Quando usamos uma bússola, sabemos que o pólo norte da agulha indica o pólo Norte geográfico porque é atraído pelo pólo sul magnético da Terra.
Daqui, tiro logo uma conclusão, idiota, tola, mentecapta, obtusa... mas uma conclusão.
Se eu fosse um objecto, nunca poderia ser uma bússola... ou se o fosse, seria uma bússola contrariada e de muito mau feitio!...
Isto, porque não tenho qualquer tipo de magnetismo pelo pólo Norte geográfico ou pelo pólo sul magnético, o que vai dar ao mesmo.
O norte de Portugal é lindíssimo mas não estou a imaginar-me a viver lá. Inverno com muito frio e neve em alguns locais... nem pensar!
Nem sei como há pessoal que faz férias na neve!... Ná!... É lindo ver nevar e parágrafo, a partir daí já nada tem graça.
Não! Não gostaria de viver (não é passear...) no norte da Europa. Seria uma neura...
Na Europa, sinto uma atracção pelas regiões banhadas pelo Mediterrâneo e seria capaz de me aventurar (se fosse jovem, claro) por esses países.
A América do Norte também não tem a minha simpatia, meteorologicamente falando. Frio, nevões, casacões! Luvas, gorros e botas, tudo coisas que eu não amo e não me ficam bem...
Norte de África? Não! Apesar de haver a possibilidade de encontrar um tuaregue que talvez fosse capaz de me levar à certa... não iria aceitar bem a ideia de ser trocada por camelos... Decididamente não! Grandes amplitudes térmicas fazem-me mal à moleirinha...
No entanto, sinto um fascínio por este Continente e gostaria muito de pisar solo africano antes de "bater a bota"... mas país que me fizesse sair daqui, só S. Tomé e Príncipe e Moçambique, com um saltinho a Madagáscar...
Viver na Ásia? Completamente fora de questão, tanto o norte como o sul, não me seduz...
Eu escrevi viver... não escrevi passar lá quinze dias ou um mês a desfrutar de paisagens soberbas e culturas diferentes.
Na verdade, eu seria feliz, num qualquer sítio de um qualquer país, desde que a minha indumentária, de manhã à noite, fosse composta por t-shirt, calções e chinelos de enfiar no dedo, pomposamente chamados de havaianas...
Invejo quem o pode fazer porque eu gosto é do Verão...
Só não passeio com a prancha na mão porque a idade e as condições físicas já não me permitem praticar modalidades radicais...
É pena!...

Bora lá... sonhar! (3)

Memórias e Afectos (9)

Recordo, com muita saudade, estes dois famosos jingles
que passavam na rádio, na década de 60...
E, plagiando Paulo Gonzo, "sei-te de cor..."

Jingle Formitrol:

O senhor está constipado
e ficou mal de repente
porque não teve cuidado
porque foi imprevidente.

Para o mal cujo motivo
está na chuva, frio ou sol
qual o melhor preventivo?
Formitrol, Formitrol, Formitrol!

Jingle Rádio Vitória:

Candeeiros bem bonitos
modernos, originais,
compre-os na Rádio Vitória,
não se preocupe mais.

Lá na Rua da Vitória
quarenta e seis quarenta e oito
satisfaz-se plenamente
o cliente mais afoito.

Porque na Rádio Vitória
Embaixada do bom gosto
Quem lá vai é bem servido
e sai sempre bem disposto.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Let's look at the trailer (7)

Mais um dos meus eleitos.

Reservado à Indignação (7)

Eehhh!... Não me indignava há um mês! Claro que isto não podia durar muito, até porque neste país, aliás, neste sítio paradisíaco e bem localizado, mas muito mal frequentado, só com grande esforço ou sendo cego, surdo e mudo, é possível viver sem nos indignarmos...
Tenho uma malapata com os supermercados!
Infelizmente sou obrigada a frequentá-los com regularidade...
Infelizmente os supermercados, como sítios públicos, são frequentados por todo o tipo de pessoas, sendo os "chicos espertos" um deles. Sempre ouvi dizer que "em terra de cegos quem tem um olho é rei" e os supermercados estão pejados de cegos que são, facilmente, súbditos de rei com um olho...
Estes reis (e rainhas) ciclópicos têm o poder absoluto que ninguém ousa contestar. São pessoas que não têm consideração nenhuma pelo próximo e como não têm educação, os cegos preferem, quase sempre, não entrar em confronto directo, pois se o fizerem levam uma tareia de língua...
Voltando às minhas idas ao mercado que é tudo menos "super"... hoje, na única caixa que existe com prioridade a grávidas e pessoas com bebés ao colo, caixa essa da qual eu fujo a sete pés, estava uma fila considerável, assim como nas outras...
"Eise-os!"... Apareceram, sub-repticiamente, como quem não quer a coisa, mas quer muito, e começaram a passar à frente do pessoal até chegarem à frente... dois mânfios, um casal! Ela com o bebé ao colo e ele com o cestinho das compras... estilo lobo disfarçado de Capuchinho Vermelho (pena não andar um caçador nas redondezas)...
Mas o qué isto?! Que falta de vergonha é esta?
A maior parte das pessoas nem piou, os outros comentaram entre dentes.
Como diria Martin Luther King, "O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons".

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Message in a bottle (11)

Circunspecção de mau gosto
(por Ricardo Araújo Pereira)

Julgo que a opinião da directora da DREN, Margarida Moreira, segundo a qual a ameaça a uma professora com uma arma de plástico foi uma brincadeira de mau gosto, é uma brincadeira de mau gosto. Mais uma vez se prova que a crítica de cinema é extremamente subjectiva. Eu também vi o filme no YouTube e não dei pela brincadeira de mau gosto. Vi dois ou três encapuzados rodearem uma professora e, enquanto um ergue os punhos e saltita junto dela, imitando um pugilista em combate, outro aponta-lhe uma arma e pergunta: «E agora, vai dar-me positiva ou não?» Na qualidade de apreciador de brincadeiras de mau gosto, fiquei bastante desapontado por não ter detectado esta antes da ajuda de Margarida Moreira.
Vejo-me então forçado a dizer, em defesa das brincadeiras de mau gosto, que, no meu entendimento, as brincadeiras de mau gosto têm duas características encantadoras: primeiro, são brincadeiras; segundo, são de mau gosto. Brincar é saudável, e o mau gosto tem sido muito subvalorizado. No entanto, aquilo que o filme captado na escola do Cerco mostra aproxima-se mais do crime do que da brincadeira. E os crimes, pensava eu, não são de bom-gosto nem de mau gosto. Para mim, estavam um pouco para além disso – o que é, aliás, uma das características encantadoras dos crimes. Se, como diz Margarida Moreira, o que se vê no vídeo se enquadra no âmbito da brincadeira de mau gosto, creio que acaba de se abrir todo um novo domínio de actividade para milhares de brincalhões que, até hoje, estavam convencidos, tal como eu, que o resultado de uma brincadeira é ligeiramente diferente do efeito que puxar de uma arma, mesmo falsa, no Bairro do Cerco, produz.
O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto. Trata-se da mesma directora que suspendeu o professor Fernando Charrua por, numa conversa privada, ele ter feito um comentário desagradável, ou até insultuoso, sobre o primeiro-ministro. Ora, eu não me dou com ninguém que tenha apontado uma arma de plástico a um professor, mas quase toda a gente que conheço já fez comentários desagradáveis, ou até insultuosos, sobre o primeiro-ministro. Se os primeiros são os brincalhões e os segundos os delinquentes, está claro que preciso de arranjar urgentemente novos amigos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Uma pechincha!



Quem gosta de ler, entra frequentemente
em livrarias...
Foi o que fiz hoje.
Entrei na Bertrand e no meio das promoções
que por lá havia, encontrei este livro que
estava já há algum tempo na minha lista...

Tem 674 páginas e custou 1,49 euros...
Nem paga o papel quanto mais a capa...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Déjà vu...

Recessão é um período em que há uma queda do crescimento económico de um país. Há diminuição da produção e das exportações, aumento das importações e, claro, défice comercial. Origina desemprego, salários baixos e diminuição do poder de compra. Concluindo, há problemas económicos e sociais.
Ok! Eu entendo…
O que eu não entendo é o motivo para tanto falatório… O povo já devia estar habituado a isto porque sempre viveu descontente e sempre viveu tempos difíceis, desde o Condado Portucalense, passando pelo Reino de Portugal, até aos nossos dias.
Na 1ª dinastia, durante os reinados de D. Afonso IV e D. Pedro I, a população portuguesa viveu tempos difíceis e um período de crise económica e social. Os problemas de sucessão ao trono após a morte de D. Fernando vão estar na origem de… uma crise e do descontentamento e agitação popular.
Já na dinastia de Avis, o reinado de D. Manuel decorreu no período em que os produtos de África e da Índia trouxeram grande riqueza ao Reino, riqueza essa que o rei fazia o favor de gastar em festas, banquetes faustosos e cortejos reais…
E o povinho? Vivia, como habitualmente, na miséria…
Toda a 3ª dinastia foi marcada por crise e descontentamento da população.
Na última dinastia, a dinastia de Bragança, o comércio do ouro e pedras preciosas trouxe grande rendimento à Coroa portuguesa. E, mais uma vez, tal como tinha acontecido com D. Manuel, o rei, D. João V, tornou a sua corte numa das mais ricas e luxuosas da U.E., perdão, da Europa. No entanto, o povo continuava a viver com grandes dificuldades devido aos baixos salários e aos muitos impostos que tinham de pagar. No que diz respeito às diversões, não são muito diferentes das de hoje em dia e já lá vão para aí uns trezentos anos… saltimbancos, fantoches, romarias, procissões e touradas…
Quando D. José foi aclamado rei, o País enfrentou, novamente, vários problemas económicos que, séculos depois, continuam a persistir, como diminuição das exportações, aumento das importações, a agricultura não produzia o suficiente, a indústria com produtos mais caros do que os produtos estrangeiros and so on
Vai na volta, a meu ver, a sorte de D. José foi mesmo o grande terramoto de 1755, em que morreram cerca de dez mil pessoas… sempre eram menos umas a mostrar o seu descontentamento, não é?...
Para ajudar a resolver os problemas do País, D. José escolheu para ministro Sebastião José de Carvalho e Melo e fez muito bem porque, cheira-me, que o rei não tinha capacidade para fazer reformas económicas, sociais e no ensino (e sem Magalhães!...).
No início do séc. XIX, depois do episódio do Bloqueio Continental, D. João VI pirou-se para o Brasil e Portugal sofreu as invasões francesas. As invasões terminaram e coisa rara e nunca vista… o País ficou numa situação muito difícil…
Mais uma vez, os problemas provocaram o descontentamento e a desmoralização dos portugueses, com a família real no Brasil a “curtir o bronze” e no samba, pouco preocupada com a situação que se vivia em Portugal.
Segue-se a Revolução Liberal de 1820, D. Pedro (futuro IV) deu o “grito do Ipiranga” e na segunda metade do séc. XIX vivia-se em Portugal um déjà vu, ou seja, um período de crise…
Durante o reinado de José Socrátes, perdão, de D. Maria II, tomaram-se uma série de medidas com vista à modernização tecnológica do Reino. É até desta época, a inauguração do TGV, ai, do comboio…
Entretanto, Portugal continuava a depender do estrangeiro, tanto a nível de importações como de empréstimos e os trabalhadores continuavam a viver com grandes dificuldades.
As difíceis condições de vida, assim como a cedência de Portugal em relação ao ultimato britânico, levaram à queda da monarquia e à implantação da República.
E quais foram as primeiras medidas tomadas pelo governo provisório da República? Uma nova bandeira, esteticamente mais feia… mas gostos não se discutem, o hino nacional e a moeda passou a ser o escudo em vez do real. Ou sou cegueta, pouco patriótica ou anti-republicana… porque não consigo encontrar em nenhuma destas medidas, propostas interessantes para melhorar as condições económicas e sociais do País…
A participação de Portugal na 1ª Guerra contribuiu para agravar os problemas que afectavam o “canteiro à beira-mar plantado”. Ah, pois foi!... E o resultado? Claro… o crescente descontentamento dos portugueses!
Os preços subiam, os salários não, ou seja, redução do poder de compra…
Aumentavam os impostos…
As despesas do Estado eram superiores às receitas…
Os assaltos eram frequentes…
Isto foi há noventa anos… não estou a falar do presente, mas parece!
Dá-se a queda da 1ª República, seguiu-se a Ditadura Militar que não interessou nem ao Menino Jesus e chegou o Estado Novo com as restrições às liberdades e a Guerra Colonial. Onde é que isto levou? Ao elevado descontentamento dos portugueses!...
Golpe militar põe fim ao Estado Novo. O povo está com o MFA!
Seguem-se vários governos provisórios. Daí para cá, entre governos do PS e do PSD, o País foi vivendo sempre em contenção e em crise e a população sempre descontente…
Déjà vu!...

Originalidade...

O sucesso dos Stomp é mundial…
Os Stomp, a companhia britânica que faz música com objectos do quotidiano, estão de volta a Portugal, no Casino Lisboa até 15 de Fevereiro, para mostrar que com o lixo também se faz música.
Conhecidos de vários anúncios, das longas digressões e de cerimónias como as dos Óscares, os Stomp começaram a dar nas vistas sobretudo pela sua originalidade, juntando percussão, movimento e comédia visual.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A propósito de Poirot...

Depois de Austin Trevor nos anos trinta e Tony Randall em 1966, foi a vez de Albert Finney fazer de Hercule Poirot.
Para mim, o melhor Poirot de sempre...
preocupado com a aparência, obssessivo, ordenado e metódico...

Seguiram-se Peter Ustinov e David Suchet.

Este último, também uma boa versão do detective belga.

Efeméride

Agatha Christie, a Rainha do Crime, morreu a 12 de Janeiro de 1976.
"Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais."
E, de facto, estou convicta que Agatha Christie permanece como a melhor escritora de romances policiais, sendo eu um dos seus fiéis leitores…
“Why not make my detective a Belgian?...I could see him as a tidy little man, always arranging things, liking things in pairs, liking things square instead of round. And he should be brainy – he should have little grey cells of the mind.”
And so, one of the greatest detectives in literature was born, Hercule Poirot!

A primeira e última reportagem...













Fez 80 anos que um repórter chamado Tintim partiu para a
Rússia soviética. Começava assim a primeira aventura do
herói, desenhada a preto e branco por um jovem ilustrador
chamado Hergé, pseudónimo de Georges Rémi.
O quadradinho a preto e branco é histórico porque se trata
da única vez, em todas as aventuras de Tintim, que ele é
visto a escrever um artigo para o jornal.
As diferenças na personagem são notórias...
Tintim será o herói de Hergé, mas não é, certamente, uma
personagem que me seduza... ao contrário do capitão
Haddock, do professor Girassol e dos inseparáveis
Dupond e Dupont...
Curiosamente li todos os álbuns com excepção de "Tintim
au pays des soviets"...
Uma falta grave!... eu diria mesmo uma grave falta...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A meteorologia previu...

...que ia estar muito frio!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Message in a bottle (10)

Obviamente
(por Pedro Tadeu)

Há coisas óbvias que parece não necessitarem de serem ditas mas que a vida prova, afinal, terem mesmo de ser explicitadas.
Era óbvio que o País estava em recessão, mas, obviamente, o Banco de Portugal teria de fazer uma conferência de imprensa para anunciá-la ao povo.
Era óbvio que o primeiro-ministro estava fartinho de saber da chegada da recessão, mas, obviamente, só o admitiria na véspera do anúncio do Banco de Portugal.
É óbvio que, no mínimo, desde Setembro o Governo tinha consciência deste resultado inevitável. E é óbvio que, durante meses, negaram e negaram porque, obviamente, andaram a fazer de nós parvos.
Como é óbvio...

O que (agora) me satisfazia completamente…(1)


…era pegar em meia dúzia de coisas
e zarpar numa viagem à volta do mundo!
Sem data marcada para o regresso…

domingo, 4 de janeiro de 2009

The Nightmare after Christmas...

Depois das filhoses,
das rabanadas,
dos sonhos...
...voltar ao trabalho!
Como diria o Calimero:
- It's an injustice, it is!
Snif, snif...

Gosto...e não se fala mais nisso! (7)



Gosto das casas...

Gosto das riscas...

Gosto das varandas...

Gosto das janelas de guilhotina...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Blue Style and Just Relax

A cadeira Blue Style e o puff Just Relax foram feitos por mim para a exposição de
Gerard Rietveld, em Lisboa, no próximo dia 7 de Janeiro.
Claro que estou a brincar!...
Foram feitos por mim para a minha filha R. levar para a disciplina de
Educação Tecnológica.
Aceitam-se encomendas...ih, ih, ih.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Um ano ímpar!...

Uma das muitas mensagens que recebi, com votos de um bom ano de 2009, foi particularmente chamativa pois dizia que o ano que acabou de entrar seria um ano ímpar...
Eu estou a contar com isso!
Que não seja só um ano ímpar no verdadeiro sentido da palavra mas que seja um ano sem igual...
Até agora a única coisa boa da passagem do ano é que o ano de 2008 passou... mas eu continuo por cá!...

Finalmente...

...acabaram os festejos!!
Finalmente... posso preguiçar em toda a escala!
Finalmente... posso preguiçar em toda a escala, excepto no "mappling"!
Finalmente... posso preguiçar em toda a escala, excepto no "zapping"!
Finalmente... posso preguiçar em toda a escala, excepto na preguiça!...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Uma Pata Amiga...




"Não te envergonhes que, às vezes,
os animais estejam mais próximos
de ti do que as pessoas"

A minha onda (6)

Cat Stevens - Father and Son

domingo, 21 de dezembro de 2008

Gosto...e não se fala mais nisso! (6)

Decorei esta poesia para uma aula de Português.
Ainda hoje a sei de cor.


Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga - Antologia poética

sábado, 20 de dezembro de 2008

Memórias e Afectos (8)


Por esta altura do ano, há quarenta anos atrás e tendo já o hábito da leitura, era meu costume deslocar-me ao Bazar Bebé. Esta loja, no centro da vila, agora cidade, onde nasci, para além dos brinquedos da época tinha também prateleiras cheias de livros.
A minha mãe conhecia bem os donos do Bazar Bebé e dava-me autorização para lá ir escolher livros, dentro de um certo limite, claro, que ela no dia seguinte iria pagar.
A dona do Bazar Bebé já sabia e achava graça ao facto de eu querer os livros embrulhados um a um e usava até papéis diferentes...
Este sempre foi um dos momentos mais preciosos dos meus natais...

Há pessoas assim...em vias de extinção!...

Podia ser minha filha, pois tem menos dezoito anos que eu.
Tenho o privilégio de ser não só colega mas também amiga da engenheira S. e gozo do privilégio da sua amizade.
Talvez nunca tenha manifestado o meu sincero apreço por ela, tanto profissional como pessoal, mas não é defeito, é feitio, sou reservada por natureza e tenho dificuldade em demonstrar os meus sentimentos.
Já tive ocasião de dizer que os amigos são a família que nós escolhemos e eu, neste campo, tenho sido bafejada pela sorte.
Há colegas de quem sou apenas isso, colega. Há outros colegas por quem sinto muita estima. Há colegas, bem poucos, de quem sou amiga antes de ser colega.
No entanto, a S. é a única amiga colega com quem eu sou e seria sempre capaz de falar como se falasse comigo mesma e conseguir falar com alguém como se comigo própria falasse não é fácil e não está ao alcance de qualquer um.
A S. tem sido o superior hierárquico com quem mais gostei e gosto de trabalhar.
É fácil encontrar um superior hierárquico com boas capacidades de trabalho.
É difícil encontrar um superior hierárquico com belíssimas capacidades de trabalho, excelente nas relações humanas e com os valores morais que eu tanto prezo e que vão sendo cada vez mais raros…
É pena que os chefes não pensem nos subordinados como pessoas, é pena que não saibam fazer um elogio na hora certa, é pena que os chefes não sigam o exemplo da S. porque só iriam beneficiar com isso. Se ontem fiz um forcinha para acabar um trabalho, não foi pelo chefe que o fiz, foi pela S. Pela S. eu faço um esforço, pela S. eu sou capaz de dar o meu melhor. Porque compensa…
Os amigos não partilham apenas ideias, histórias do dia-a-dia, vivências, conhecimentos, fofocas. Os amigos partilham, sobretudo, alegrias, tristezas, reveses da vida, altos e baixos, enfim, partilham sentimentos…
Sei que, mais cedo ou mais tarde, a S. vai ler este post. Por essa razão quero dizer-lhe que isto é um elogio, não da loucura, mas à pessoa extraordinária que tive o prazer de conhecer há quase nove anos…
Sempre fui um pouco avessa à festa da passagem de ano, sempre me incomodou festejar a entrada num novo ano sem saber o que este me reserva.
Apesar disso, saber que a S. estará no departamento no próximo ano faz-me sentir feliz…
Este texto é assim como uma prenda de Natal, sem laço mas com uma etiqueta:
Para a S. com votos de um santo Natal…

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

La Ballata del Mare Salato

Livros e Mar: eis o meu elemento! (6)

Por algum motivo deu o nome ao meu blog...
Em Julho de 1967, com A Balada do Mar Salgado, Hugo Pratt dava ao mundo a primeira aventura desse marinheiro misterioso, anti-herói, romântico, idealista, defensor dos fracos e oprimidos chamado Corto Maltese.

Ravioli de Pombo

Li que alguns chefes propõem receitas de Natal com pombo.
Eu acho a sugestão "deliciosa"... desde que não seja eu a comê-los.
Aplaudo esta ideia desde que aproveitem, para o menu natalício, os milhões e milhões de pombos que enchem as ruas, os passeios, os telhados, os monumentos e que "enchem" a minha varanda de cocó corrosivo...
Aproveitem os pombos!
E que tal uns ravioli de pombo para a mesa da consoada?
Ou pombo recheado, empadão de pombo, feijoada de pombo, pombo à lagareiro, jardineira de pombo, pombo à brás e porque não rabanadas de pombo? Parece-me bem!
Isto seria o "sonho" de qualquer membro do movimento anti pombo, ao qual pertenço...
Não gosto de pombos nem dos seus apoiantes!
Também odeio galinhas mas essas, felizmente, não povoam as nossas cidades...
Movimento anti pombo forever...

Parábola da multiplicação dos "Paes" Natais...

Estou com uma dúvida e não consigo concentrar-me, aliás, quase não durmo…
Como não deixo de pensar no assunto e a dúvida me assola, não consigo trabalhar…
A minha mente fica totalmente obcecada com a dúvida e as possíveis respostas que a possam desfazer.
Só consigo ter paz depois de encontrar uma resposta à dúvida que me atormenta…
A moda das bandeirinhas à janela, lançada, julgo eu, por Marcelo Rebelo de Sousa e não por Scolari, pegou. Pegou e sempre que se avizinha um Euro ou um Mundial de Futebol elas voltam qual exterminador implacável – I’ll be back… e nestas ocasiões o país transforma-se num enorme “pagode”…
A minha dúvida reside numa outra moda, também ela foleira, pirosa e saloia, que é a dos milhares de pais natais insufláveis que invadem o nosso país, na época natalícia.
Quem terá sido o autor desta (triste) ideia? Quem poderá ter sido o “pai” ou a “mãe” desta onda insuflável?
Nunca ouvi dizer que o Pai Natal subia e entrava pelas janelas, varandas ou marquises…
Só podem ter sido os meus pais e restante família que me impingiram a ideia, errada por sinal, que o Pai Natal descia pela chaminé…
Outra ideia errada que a família me transmitiu foi a de que o Pai Natal era grande e gordo… e agora descobri que o Pai Natal é anão!...e flácido…
Os meus pais vão ter que me explicar isto direitinho, ai vão, vão…
Afinal de contas mentiram-me e agora sofri uma desilusão!...
Estou a imaginar o Pai Natal alpinista a parar o trenó em 2ª fila e ao estilo do Homem Aranha, começar a escalada…
Bom, mas de quem terá sido a ideia? Quem apelou aos portugueses para “espetarem” com aquele Pai Natal pimba nas janelas?
Terá sido o Quim Barreiros?... Não me parece!...
Creio que terá sido o Stanley Ho…
Claro! Agora tudo faz sentido. Só podia ter sido ele!
Assim como as lojas dos chineses proliferam pelo país, também o Pai Natal bimbo e foleiro se multiplicou pelas fachadas dos prédios e quase que aposto que são todos Made in China ou Made in Taiwan…
Ah, mas verdadeiramente lindo é quando o Pai Natal, flácido e anão, coabita com uma bandeirinha desmaiada e uma mangueira de luzes natalícias…
Isso é a combinação perfeita e ninguém pode negar que é uma casa portuguesa com certeza, é com certeza uma casa portuguesa…

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Message in a bottle (9)

O que está a passar-se com os idosos em Portugal deve preocupar-nos a todos. Mais: encher-nos de vergonha. Por um lado, é o número crescente de filhos que batem nos pais e os submetem a tratamento ignóbil. Por outro, é o escândalo das pensões e reformas que os familiares retêm e gerem a seu bel-prazer.
Agora é a notícia de que todos os anos, nesta altura, há idosos com alta que são deixados nos hospitais. Provavelmente, foi sempre assim e as notícias não corriam como hoje. Não interessa. Dramático é pensar que os maus exemplos desta sociedade sem valores vão forçosamente frutificar e que amanhã, por este andar, tudo será ainda pior.

(Director do Global)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Gosto...e não se fala mais nisso! (5)






É este o meu conceito
de subir na vida.





Pelos degraus da
sabedoria...

Let's look at the trailer (6)

The Big Chill.Mais um dos meus filmes favoritos.
Com um dos meus actores favoritos,William Hurt.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Prenda inesperada e inesquecível…

O departamento onde trabalho fez um lanche de Natal para os funcionários.
Segundo o meu colega S., o nosso departamento divide-se em duas alas, a ala dos infecto-contagiosos, farta em pessoal pouco simpático, e a ala psiquiátrica, a nossa, quase todos bem dispostos, dados à paródia e malucos q.b.
Não estive presente nesse lanche.
Não gosto de fantochadas…
Não estive presente nesse lanche.
Não me apetece fazer conversa…
Não estive presente nesse lanche.
Não sou obrigada a conviver com quem não quero…
Estes lanches e almoços de Natal repetem-se todos os anos e ano após ano continuam iguaizinhos…
As chefias reúnem a maralha à qual não ligam patavina durante 364 dias por ano e nesse dia, melhor dizendo, durante uma hora ou duas “atacam-nos” com discursos fraternos e pantominices do género “produtividade”, “desempenhos” e “desafios”, como se a malta estivesse interessada naquilo… ou então “tentam” dar-nos atenção perguntando onde vamos passar o Natal ou se já comprámos as prendas todas…
Só me apetece perguntar:
― E por que razão quer saber? Quer comprar as prendas por mim?
Este ano, nesse tal lanchinho depressivo tiveram a “ousadia” de oferecer uma lembrança aos presentes e mais tarde aos ausentes. Um calendário de cartolina, em folha A4, impresso em frente e verso, formato “landscape”, ornamentado com pequenas imagens alusivas ao Natal, bonecos de neve, árvores e renas… e com a missão do nosso departamento.
Deprimente!...
Pôr imagens de Natal num calendário com os doze meses do ano, não lembra ao diabo. É o mesmo que usar uma toalha de mesa com ramos de azevinho e bonecos de neve durante o Verão…
Ridículo! Deprimente!...
Será que foi nesta “rica prenda” que gastaram o dinheiro do prémio de produtividade que eu não recebi este ano?
Seria preferível não dar nada.

Não é uma questão de ser pobre e mal agradecida, é uma questão de ser pobre mas ter bom senso…
Fiz “olhos de mercador” e enfiei o tesourinho deprimente no fundo da gaveta…

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Aqui há gato...

Enfeitar a casa no Natal sempre foi, para mim, uma tarefa particularmente agradável e sempre a fiz envolta numa alegria que só o espírito natalício poderia proporcionar.
O Natal sempre foi a minha época do ano favorita. Enquanto as minhas filhas foram crianças, o Natal continuou a ser a época do ano que mais prazer me dava.
Com a idade, o Natal vai perdendo aquela magia que tinha e até se torna um pouco nostálgico. As tradições, por uma razão ou por outra, vão-se perdendo e dou por mim a pensar que o Natal se tornou numa grande chatice, numa obrigação e num gastar de dinheiro desesperante.
Actualmente, o período veraneante de férias é o meu preferido, é por ele que passo o ano a suspirar…
Quando era adolescente, a minha mãe rondava a idade que tenho agora e recordo-me dela dizer “Não vejo a hora de ver o Natal passado, só dá trabalho!”.
Eu achava isto abominável, sacrílego mesmo!... Como é que era possível alguém não gostar desta quadra?
Agora mãe, agora é que eu te entendo. Eu quero é sopas e descanso! (pensando melhor, troco as sopas por mão de vaca com grão…).
No entanto, não apreciar o Natal não é sinónimo de ser completamente avessa a tudo o que diga respeito à época natalícia e assim sendo, no início do mês de Dezembro enfeitava a casa, fazia a árvore e o presépio.
Fazia! Já não faço!...
O ano passado, por esta altura do ano, tentei fazer as habituais decorações natalícias.
Esqueci-me, porém, que aqui havia gato…
Não cheguei a perceber se ele estava demasiado contagiado com o espírito próprio da época ou se existia uma hostilidade qualquer em relação ao Natal.
Sei que não foi possível manter a árvore de pé e os enfeites recolheram às caixas.
Este ano, persisti nas decorações!
Este ano, aqui há dois gatos!...
Roeram velas e bonecos de neve. O presépio não resistiu… o musgo artificial foi esgravatado e remexido até a cabana ficar careca…
Atacaram a árvore, morderam-na, serviram-se dela como arranhador.
Camuflados entre os ramos…fizeram emboscadas…
Partiam depois em loucas correrias pela casa…voltando novamente à árvore…
Camuflados entre os ramos…fizeram emboscadas…tentando caçar o pequeno espírito natalício que teima ainda em andar cá por casa…

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Natal está a chegar...

As renas do Pai Natal

Dasher, Dancer,
Prancer, Vixen,
Comet, Cupid,
Donder, Blitze
Rudolfo

Message in a bottle (8)

Arquitectos
(por Joaquim Letria)

A meu ver, os arquitectos formam uma classe à parte.
Conheci muitos, uns a favor, outros contra a ditadura, cá em Portugal e no estrangeiro, mas todos com aquele “je ne sais quoi” que eles têm, da roupa às canetas, aos relógios, aos carros, ao conhecimento, ao estilo de vida. Alguns deles fazem o favor de serem meus amigos.
A casa onde nasci é hoje o atelier de uma dupla de grandes arquitectos que, além de reconstruir zonas de Veneza, dá aulas na Suíça, tem obra feita em Portugal e ganha prémios internacionais bem merecidos.
Trabalhando na casa onde deixei a memória e os afectos da família, os irmãos Aires Mateus empenham-se hoje, entre outras coisas, em ali produzir a reabilitação do Teatro Capitólio. Onde vi dezenas de filmes ao ar livre e tive uma das minhas primeiras manifestações políticas da minha vida, com a “Alma boa de Tse Tuan” de Maria Della Costa.
Sem dúvida que são os arquitectos que se metem na minha vida. Ainda bem.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Imagens Reais...

O drama… o horror… a tragédia…
Não sei se Artur Albarran alguma vez terá dito isto antes de mostrar cenas de compras natalícias mas se não o fez, poderia ter feito.
Resolvi fazer as compras de Natal!
Dois dias passados a fazer compras de Natal!...
O drama… o horror… a tragédia…
Arrasto-me, tenho a cabeça oca, estou desidratada e tenho olheiras.
O desgaste foi tanto que perdi à volta de 5cm de altura… e emagreci uns 2 quilos (na carteira, pelo menos…).
O drama… o horror… a tragédia…
O cartão multibanco está fininho, fininho, de tanto passar nos terminais!
De cada vez que o tirava da carteira, sentia um calafrio!
Entrei em centenas de lojas, todas apinhadas de gente!
O drama… o horror… a tragédia…
O que eu procuro não encontro e encontro o que não quero.
Andar com sacos de compras nos transportes públicos. Lembrei-me do famoso preto da Casa Africana que já só existe no nosso imaginário.
A paciência e a imaginação completamente perdidas em filas…
O drama… o horror… a tragédia…
A lista de compras obrigatória ainda não está completa!...
O desgaste segue dentro de algumas horas. Vou perder mais uns 3cm de altura…
O drama…
Fazer compras!
O horror…
Gastar dinheiro!
A tragédia…
Ainda não comprei tudo!...
Diz-se que o Natal é todos os dias (porra!), é quando um homem quiser.
Pois então o meu Natal, para o próximo ano, vai ser em meados de Julho, princípios de Agosto! Não tenho o subsídio de Natal mas tenho o de férias e o reembolso do IRS e faço as compras enquanto o pessoal está todo no Algarve…
O drama vai ser convencer a família…
O horror vai ser cantar “A todos um bom Natal” ou “Oh! Christmas tree” com trinta e tal graus…
A tragédia é que não há pastelarias a fazerem bolo-rei, sonhos, filhós, rabanadas, broas, enfim, todas aquelas coisas que eu adoro…
Mas pronto, como é época de praia também não convém comer estas coisas que só fazem mal, só engordam, só fazem borbulhas, só fazem “castrol”…
Por mim, está feito!
Natal em Julho! Até podemos variar as prendas. Uns óculos de sol, um fato de banho, uma toalha de praia, um bronzeador, umas havaianas…
Por mim está feito!
Natal em Julho!...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Memórias e Afectos (7)

Tinha eu 5 anos quando o meu pai comprou o primeiro carro. Um Ford Taunus 12M, conhecido por Bola do Mundo... Calculo que lhe custou uma "bela fortuna"!...
Demorávamos cerca de duas horas e meia para chegar às Caldas da Rainha, onde nos esperavam ansiosos e rezando para que a "longa" viagem corresse bem.
A auto-estrada, actual A1, acabava no Carregado, depois estrada nacional atrás de camionetas de carga... Recordo-me de passar em Alenquer. Esta vila, na época natalícia, fazia um presépio enorme que se avistava da estrada.
Eu, solta no banco de trás, cantava a viagem toda...
Não sei qual a razão mas a porta do lado do condutor passou a fechar mal, aliás, estava bem fechada mas parecia apenas encostada. Sempre que alguém nos ultrapassava, buzinava e fazia sinal, avisando que a porta estava mal fechada...
O meu pai, atencioso, agradecia e fechava a porta que já estava fechada... tranquilizando assim o outro condutor...
Eu, solta no banco de trás, ria-me...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Reservado à Indignação (6)

Mais uma da Prof. de Educação Visual...
Ah, mas esta, quando for a reunião com a D.T., no fim do período, vai ser falada…
Tás feita, minha!...
Esta, não vou deixar passar, nem que a vaca tussa!...
Frequentemente, nas aulas de E.V., os alunos chamam a professora para tirar alguma dúvida ou para os ajudar. Sendo as aulas de Educação Visual, aulas práticas, é normal…
Frequentemente a professora responde:
– Não estou… Morri!
COMO?
Ó “stôra”, a senhora, definitivamente, não escolheu a profissão certa.
Um professor NÃO PODE dizer estas coisas…
Os bons professores possuem metodologia, os professores fascinantes possuem sensibilidade.
A senhora parece-me que não possui uma coisa nem outra, ou seja, não é boa professora quanto mais fascinante.
Os professores que escolheram a via do ensino só podem ter nascido para ensinar, são possuidores de uma “graça divina”.
Os outros são pretensos professores que gostariam de ter outra qualquer profissão. Julgo que será o seu caso. E sei do que estou a falar porque quase cheguei a educadora de infância mas no estágio arrepiei caminho. Percebi a tempo que as crianças não podiam ser prejudicadas pela minha falta de vocação, pela minha vontade de ter outra profissão.
Os professores estão lá precisamente para ensinar, para ajudar os alunos, para tirar dúvidas.
Sendo as aulas de E.V., aulas práticas, não é normal o professor não se disponibilizar para ir junto dos alunos…
Isto sim, isto é uma justificação para bater no Prof.!!... (e olhe que eu não sou violenta, tenho o cadastro limpo…).
Não contente com estas atitudes nada profissionais, na aula passada teve a lata de dizer:
– Porra! Estou farta disto tudo!...
COMO?
Ó “stôra”, decididamente a senhora é uma cavalgadura!
E peço aqui desculpa às cavalgaduras, que sendo irracionais ainda têm desculpa para as tolices que fazem…
Que moral tem a senhora para chamar a atenção um aluno? E que tal responder assim a um superior hierárquico? Experimente, vá lá...
Para a próxima vez que o meu chefe requisitar a minha presença, vou seguir a sua doutrina e responder-lhe:
– Não estou… Morri! ou Porra! Estou farta disto tudo!...
Rezo, ao Senhor dos Aflitos, para que ele seja tão compreensivo como os seus alunos… e me deixe em paz!
Afinal é para isso que eu lá estou…
Para não ser incomodada e levar o ordenado ao fim do mês…Não é “stôra”?...

Feriado

Tudo o que me ocorre dizer sobre este feriado:
Continuamos a ser dominados pelos espanhóis, de um ponto de vista económico, embora também seja verdade que até os espanhóis estão a sair de Portugal...
Não vou escrever mais nada. Poderia conter cenas eventualmente chocantes...
Só um pequenino comentário:
Poderia chamar-me Paloma ou Conchita...
Qual era o drama?